"Guerra de facções em presídios chegou aos centros educacionais", alerta especialista

PONTO DE VISTA

“Guerra de facções em presídios chegou aos centros educacionais”, alerta especialista

Os presídios são divididos em facções e, infelizmente, o mesmo fenômeno negativo está acontecendo nos centros educacionais

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

14 de novembro de 2017 às 07:15

Há 6 dias
As facções estão inseridas nos centros (FOTO: Renato Roseno/Arquivo)

As facções estão inseridas nos centros (FOTO: Renato Roseno/Arquivo)

Mais um caso de violência foi registrado nesta segunda-feira (13) relacionado a uma unidade de centro socioeducativo para jovens infratores em Fortaleza. Vinte bandidos armados invadiram o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga, e executaram quatro internos.

Para o presidente do Conselho Penitenciário do Estado, Cláudio Justa, a lógica das facções criminosas que impera dentro das penitenciárias dos adultos se estendeu para o centro educacionais, onde ficam os adolescentes.

“Os presídios convencionais, dos adultos, são divididos em facções e um não convive um com o outro nas unidades para não ter risco de rebeliões e chacinas. Infelizmente o mesmo fenômeno negativo está acontecendo nesses centros educacionais”, explica Justa.

O presidente comenta que infelizmente isso acontece porque a origem da criminalidade está lá e não é mudada, não existe política para uma mudança dentro das comunidades. “Esses jovens estão entrando no mundo criminoso muito mais cedo dentro da comunidade que é dominada pelo tráfico. Ele inicia como o menino que fala que a Polícia está chegando, os inimigos e aos poucos começa a traficar, leva toda essa lógica de facção que ele fez parte na comunidade para o centro educacional”, lamenta.

Por serem menores de idade, eles são mais instáveis e até mais violentos, como disse Cláudio Justa. Uma solução para melhorar e minimizar todos esses danos seria uma política diferente.

“A medida seria estancar toda a origem disso, o tráfico de drogas que existe dentro das comunidades que afeta e dissemina toda essa violência”, finaliza.

4 adolescentes assassinados

Cerca de 20 homens invadiram o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga, em Fortaleza, na madrugada desta segunda-feira (13), e retiraram seis adolescentes do local. Quatro deles foram assassinados com vários tiros, na Rua Firmo Ananias Cardoso. Os outros dois foram liberados, e retornaram para o centro.

De acordo com informações policiais, os homens invadiram a unidade pulando o muro da parte de trás do Centro Educacional. Armados, tiraram os adolescentes.

Publicidade

Dê sua opinião

PONTO DE VISTA

“Guerra de facções em presídios chegou aos centros educacionais”, alerta especialista

Os presídios são divididos em facções e, infelizmente, o mesmo fenômeno negativo está acontecendo nos centros educacionais

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

14 de novembro de 2017 às 07:15

Há 6 dias
As facções estão inseridas nos centros (FOTO: Renato Roseno/Arquivo)

As facções estão inseridas nos centros (FOTO: Renato Roseno/Arquivo)

Mais um caso de violência foi registrado nesta segunda-feira (13) relacionado a uma unidade de centro socioeducativo para jovens infratores em Fortaleza. Vinte bandidos armados invadiram o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga, e executaram quatro internos.

Para o presidente do Conselho Penitenciário do Estado, Cláudio Justa, a lógica das facções criminosas que impera dentro das penitenciárias dos adultos se estendeu para o centro educacionais, onde ficam os adolescentes.

“Os presídios convencionais, dos adultos, são divididos em facções e um não convive um com o outro nas unidades para não ter risco de rebeliões e chacinas. Infelizmente o mesmo fenômeno negativo está acontecendo nesses centros educacionais”, explica Justa.

O presidente comenta que infelizmente isso acontece porque a origem da criminalidade está lá e não é mudada, não existe política para uma mudança dentro das comunidades. “Esses jovens estão entrando no mundo criminoso muito mais cedo dentro da comunidade que é dominada pelo tráfico. Ele inicia como o menino que fala que a Polícia está chegando, os inimigos e aos poucos começa a traficar, leva toda essa lógica de facção que ele fez parte na comunidade para o centro educacional”, lamenta.

Por serem menores de idade, eles são mais instáveis e até mais violentos, como disse Cláudio Justa. Uma solução para melhorar e minimizar todos esses danos seria uma política diferente.

“A medida seria estancar toda a origem disso, o tráfico de drogas que existe dentro das comunidades que afeta e dissemina toda essa violência”, finaliza.

4 adolescentes assassinados

Cerca de 20 homens invadiram o Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no Bairro Sapiranga, em Fortaleza, na madrugada desta segunda-feira (13), e retiraram seis adolescentes do local. Quatro deles foram assassinados com vários tiros, na Rua Firmo Ananias Cardoso. Os outros dois foram liberados, e retornaram para o centro.

De acordo com informações policiais, os homens invadiram a unidade pulando o muro da parte de trás do Centro Educacional. Armados, tiraram os adolescentes.