Facções ganharam força no Ceará nos últimos 5 anos, reconhece chefe de gabinete do Governo

CRISE NA SEGURANÇA

Facções ganharam força no Ceará nos últimos 5 anos, reconhece chefe de gabinete do Governo

Segundo Élcio Batista, o Governo do Estado sabe que desde 2013 as facções ampliaram suas atividades no Ceará

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

30 de Janeiro de 2018 às 15:10

Há 5 meses

A entrevista aconteceu na manhã desta terça-feira (30) na Tribuna Band News (Foto: Reprodução/Facebook)

O chefe de gabinete do governador Camilo Santana (PT), Élcio Batista, deu entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM na manhã desta terça-feira (30) e afirmou que a expansão de facções criminosas no Ceará ganhou força nos últimos cinco anos. Segundo ele, o governador Camilo Santana tinha o conhecimento sobre os grupos desde o início de sua gestão.

“As facções no Brasil começam a se desenvolver na década de 1970 e de 1980 no Rio de Janeiro e em São Paulo. E desde o fim de 1980 e 1990, espalharam pelo País. Sempre estiveram presente nesses lugares. Agora, a forma como estão presentes, o poder de controle de território, de armas e de drogas têm se expandido nos últimos seis anos”, explica.

O chefe-gabinete revelou que há informações de que, nos anos de 2013 e 2014, houve uma necessidade dos grupos de uma presença mais forte no Ceará, disse sem citar nomes dos grupos criminosos. “Essa facção se estabeleceu e iniciou um processo de conquista de território e enfrentamento com outras facções”, frisou.

Élcio também explicou que os grupos são organizados e se adaptam conforme as medidas de investigação e de repressão qualificada.

“Eles são organizados e têm uma flexibilidade muito grande. Vão se adaptando de forma muito veloz e, inclusive, aos trabalhos de investigação e de repressão qualificada do Governo. O governador Camilo Santana desde o começo entendeu esse problema e, naquele momento, foi tomado em duas decisões: investimento em repressão qualificada e suporte aéreo no interior”, informou.

Até 2016, o Governo do Estado evitava reconhecer publicamente a existência de facções no Ceará. A partir de 2017, após ataques realizados contra ônibus e prédios públicos, governantes e autoridades da segurança pública passaram a falar sobre a atuação dos grupos, e a responsabilizá-los pelo aumento no número de homicídios. Ao fim do ano, o Ceará registrou o recorde de assassinatos na história: 5.134.

Sobre as medidas de seguranças apontadas para solucionar a crise no Estado, o chefe-gabinete acrescentou que a construção de penitenciária de segurança máxima no Estado do Ceará já está em processo final de licitação. Segundo ele, a verba destinada para o empreendimento é de R$ 42,5 milhões, e foi depositada nos cofres públicos do governo estadual no fim de 2017. O valor também será aplicado para dar continuidade às construções de unidades prisionais e para aquisição de equipamentos de segurança.

“No fim do ano passado, Camilo Santana entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o dinheiro fosse depositado. Antes, havia a necessidade de criar um fundo penitenciário. No mês de abril, mais ou menos, foi criado. Mas o ministro da Justiça informou que só iria depositar se o STF ordenasse”, explicou.

Além da construção do empreendimento, o governo estadual vai apresentar ao presidente Michel Temer um projeto que prevê a construção de unidades prisionais regionais. A ideia é desativar as cadeias públicas municipais. “Identificamos há algum tempo que precisamos melhorar o nosso sistema penitenciário. Infelizmente, não temos recursos para fazermos tudo”.

Confira a entrevista de Élcio Batista nesta terça-feira (30), na Rádio Tribuna BandNews:

AO VIVO | Élcio Batista, chefe-gabinete do governador Camilo Santana (PT) fala sobre a crise na segurança pública no Ceará. Ele é o entrevistado do Tribuna Band News – 1a Edição. Acompanhe:

Posted by Tribuna do Ceará on Tuesday, January 30, 2018

 

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

Além dos 14 mortos, nove pessoas foram internadas no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Quatro seguem internados após cirurgia (um homem, uma mulher e duas adolescentes). Um homem também está internado no Frotinha de Messejana. Foi a maior registrada na história do Ceará.

Acompanhe o caso:

30/1 – Média diária de homicídios já supera a marca de 2017, ano que registrou recorde no Ceará

30/1 – Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

29/1 – Senador Tasso Jereissati afirma que “as autoridades devem assumir suas responsabilidade”, sobre violência no Ceará

29/1 – Moradores bloqueiam BR-116 com fogo em manifestação após maior chacina no Ceará

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

29/1 – “Facções parecem não acreditar que exista governo”, comenta Nonato Albuquerque

29/1 – Jornal Jangadeiro mostra todos os detalhes da chacina em Fortaleza; confira na íntegra

29/1 – Mais um ministro rebate críticas de Camilo: “Quem não tem competência, que não se estabeleça”

29/1 – 50% dos 5 mil mortos em 2017 faziam parte de facções, aponta secretário de Segurança

29/1 – Grande Fortaleza teve fim de semana mais violento do ano, com pelo menos 47 assassinatos

29/1 – “Governos não pedem apoio federal por questão política”, diz ministro da Justiça após fala de Camilo

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1 – 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

28/1 – Cinco suspeitos de chacina já foram identificados, anuncia Camilo Santana

28/1 – “Preto e pobre vira estatística quando morre”, lamenta sobrinha de vendedor morto em chacina

28/1 – “Violência no Ceará não é caso isolado”, afirma sociólogo após maior chacina no estado

27/1 – Mãe da vendedora de lanches morta em chacina decide doar órgãos

27/1 – Motorista de Uber levava passageiro quando foi atingido por tiros na Chacina das Cajazeiras

27/1 – Facção assume autoria de Chacina das Cajazeiras; Facção rival promete revanche

27/1 – Sobrevivente detalha momentos de terror durante maior chacina do Ceará

27/1 – Preso o 1º suspeito de chacina que deixou pelo menos 14 mortos em Fortaleza

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 14 mortos durante festa

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1- 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

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Segundo Élcio Batista, o Governo do Estado sabe que desde 2013 as facções ampliaram suas atividades no Ceará

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

30 de Janeiro de 2018 às 15:10

Há 5 meses

A entrevista aconteceu na manhã desta terça-feira (30) na Tribuna Band News (Foto: Reprodução/Facebook)

O chefe de gabinete do governador Camilo Santana (PT), Élcio Batista, deu entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM na manhã desta terça-feira (30) e afirmou que a expansão de facções criminosas no Ceará ganhou força nos últimos cinco anos. Segundo ele, o governador Camilo Santana tinha o conhecimento sobre os grupos desde o início de sua gestão.

“As facções no Brasil começam a se desenvolver na década de 1970 e de 1980 no Rio de Janeiro e em São Paulo. E desde o fim de 1980 e 1990, espalharam pelo País. Sempre estiveram presente nesses lugares. Agora, a forma como estão presentes, o poder de controle de território, de armas e de drogas têm se expandido nos últimos seis anos”, explica.

O chefe-gabinete revelou que há informações de que, nos anos de 2013 e 2014, houve uma necessidade dos grupos de uma presença mais forte no Ceará, disse sem citar nomes dos grupos criminosos. “Essa facção se estabeleceu e iniciou um processo de conquista de território e enfrentamento com outras facções”, frisou.

Élcio também explicou que os grupos são organizados e se adaptam conforme as medidas de investigação e de repressão qualificada.

“Eles são organizados e têm uma flexibilidade muito grande. Vão se adaptando de forma muito veloz e, inclusive, aos trabalhos de investigação e de repressão qualificada do Governo. O governador Camilo Santana desde o começo entendeu esse problema e, naquele momento, foi tomado em duas decisões: investimento em repressão qualificada e suporte aéreo no interior”, informou.

Até 2016, o Governo do Estado evitava reconhecer publicamente a existência de facções no Ceará. A partir de 2017, após ataques realizados contra ônibus e prédios públicos, governantes e autoridades da segurança pública passaram a falar sobre a atuação dos grupos, e a responsabilizá-los pelo aumento no número de homicídios. Ao fim do ano, o Ceará registrou o recorde de assassinatos na história: 5.134.

Sobre as medidas de seguranças apontadas para solucionar a crise no Estado, o chefe-gabinete acrescentou que a construção de penitenciária de segurança máxima no Estado do Ceará já está em processo final de licitação. Segundo ele, a verba destinada para o empreendimento é de R$ 42,5 milhões, e foi depositada nos cofres públicos do governo estadual no fim de 2017. O valor também será aplicado para dar continuidade às construções de unidades prisionais e para aquisição de equipamentos de segurança.

“No fim do ano passado, Camilo Santana entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o dinheiro fosse depositado. Antes, havia a necessidade de criar um fundo penitenciário. No mês de abril, mais ou menos, foi criado. Mas o ministro da Justiça informou que só iria depositar se o STF ordenasse”, explicou.

Além da construção do empreendimento, o governo estadual vai apresentar ao presidente Michel Temer um projeto que prevê a construção de unidades prisionais regionais. A ideia é desativar as cadeias públicas municipais. “Identificamos há algum tempo que precisamos melhorar o nosso sistema penitenciário. Infelizmente, não temos recursos para fazermos tudo”.

Confira a entrevista de Élcio Batista nesta terça-feira (30), na Rádio Tribuna BandNews:

AO VIVO | Élcio Batista, chefe-gabinete do governador Camilo Santana (PT) fala sobre a crise na segurança pública no Ceará. Ele é o entrevistado do Tribuna Band News – 1a Edição. Acompanhe:

Posted by Tribuna do Ceará on Tuesday, January 30, 2018

 

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

Além dos 14 mortos, nove pessoas foram internadas no Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. Quatro seguem internados após cirurgia (um homem, uma mulher e duas adolescentes). Um homem também está internado no Frotinha de Messejana. Foi a maior registrada na história do Ceará.

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