Facções estão em guerra pelo controle do tráfico de drogas, revela Conselho Penitenciário

ATENTADOS

Facções estão em guerra pelo controle do tráfico de drogas, revela Conselho Penitenciário

A hipótese mais provável para atentados é uma disputa entre as facções Guardiões do Estado e Comando Vermelho

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

21 de Abril de 2017 às 06:30

Há 7 meses

Já foram 21 incêndios em ônibus desde a quarta-feira (FOTO: Envaido por leitor via Whatsapp)

Para o presidente do Conselho Penitenciário do Estado, a série de atentados registrada desde quarta-feira (19) na Grande Fortaleza é reflexo da disputa por áreas para a venda de tráfico de drogas entre facções criminosas.

Em entrevista à rádio Tribuna Band News, Cláudio Justa afirmou que as ações são “demonstrações de força” para outras facções e, ao mesmo tempo, para o Estado — embora não seja este o alvo fundamental.

Ele disse ter percebido, em visitas, uma escala da tensão entre as facções, especialmente, as autodenominadas Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV). Bilhetes encontrados em pontos que foram alvo dos ataques trazem exigências, supostamente feitas pela GDE, para que integrantes do CV sejam retirados da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), em Itaitinga, na Grande Fortaleza.

“Outro recado se direcionava ao “governo”. “Se mexer […] nas unidades prisionais igual estão fazendo, iremos parar o Estado do Ceará e exprodir [sic] a Secretaria da Segurança e aquele aviso na Assembleia Legislativa do carro bomba vamos fazer valer dessa vez”. Já um terceiro afirmava: “O senhor secretário de segurança André Costa se continua [sic] matando os nossos irmão [sic] da GDE a gente vai continua [sic] a queima dos ônibus”.

Cláudio Justa afirma que a hipótese “que se desenha como a mais razoável” não aponta para questões internas aos presídios como as motivadoras do atentado.

“Nós temos um pacto que ocorre entre as facções que fazem pacto para viabilizar o rentável negócio da venda de drogas. E quando há a quebra dessas pactuações, há uma deflagração de guerra que entra como tsunami no sistema penitenciário”, afirma.

“Infelizmente, o Estado, diante da situação do baixo efetivo de agentes penitenciários, vulnerabilidade, superlotação, tem que dobrar a essas exigências para evitar um mal maior, que são os conflitos, as mortes, as atrocidades que já assistimos no Estado do Ceará em maio de 2016”.

Em nota, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) negou haver motins registrados no sistema penitenciário nesta madrugada (20) e que a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) investiga a motivação dos ataques.

Já foram 21 ônibus incendiados até o meio-dia desta quinta-feira (20). Além disso, foram atacados cinco carros da Enel e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), três delegacias e dois bancos.

Confira a entrevista de Cláudio Justa a Nonato Albuquerque, da Tribuna Band News

Acompanhe a cobertura dos ataques:

20/04 – Oscilações de energia não têm relação com ataques em Fortaleza, tranquiliza Enel

20/04 – Polícia investiga se depósitos clandestinos venderam combustíveis usados em ataques

20/04 – Policiais de funções burocráticas vão às ruas para tentar conter caos na segurança

20/04 – Motorista atingido por chamas em ataque ficou preso ao cinto de segurança

20/04 – Fortaleza tem novos ataques a ônibus nesta quinta; Já são 19 em menos de 24h

Publicidade

Dê sua opinião

ATENTADOS

Facções estão em guerra pelo controle do tráfico de drogas, revela Conselho Penitenciário

A hipótese mais provável para atentados é uma disputa entre as facções Guardiões do Estado e Comando Vermelho

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

21 de Abril de 2017 às 06:30

Há 7 meses

Já foram 21 incêndios em ônibus desde a quarta-feira (FOTO: Envaido por leitor via Whatsapp)

Para o presidente do Conselho Penitenciário do Estado, a série de atentados registrada desde quarta-feira (19) na Grande Fortaleza é reflexo da disputa por áreas para a venda de tráfico de drogas entre facções criminosas.

Em entrevista à rádio Tribuna Band News, Cláudio Justa afirmou que as ações são “demonstrações de força” para outras facções e, ao mesmo tempo, para o Estado — embora não seja este o alvo fundamental.

Ele disse ter percebido, em visitas, uma escala da tensão entre as facções, especialmente, as autodenominadas Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV). Bilhetes encontrados em pontos que foram alvo dos ataques trazem exigências, supostamente feitas pela GDE, para que integrantes do CV sejam retirados da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), em Itaitinga, na Grande Fortaleza.

“Outro recado se direcionava ao “governo”. “Se mexer […] nas unidades prisionais igual estão fazendo, iremos parar o Estado do Ceará e exprodir [sic] a Secretaria da Segurança e aquele aviso na Assembleia Legislativa do carro bomba vamos fazer valer dessa vez”. Já um terceiro afirmava: “O senhor secretário de segurança André Costa se continua [sic] matando os nossos irmão [sic] da GDE a gente vai continua [sic] a queima dos ônibus”.

Cláudio Justa afirma que a hipótese “que se desenha como a mais razoável” não aponta para questões internas aos presídios como as motivadoras do atentado.

“Nós temos um pacto que ocorre entre as facções que fazem pacto para viabilizar o rentável negócio da venda de drogas. E quando há a quebra dessas pactuações, há uma deflagração de guerra que entra como tsunami no sistema penitenciário”, afirma.

“Infelizmente, o Estado, diante da situação do baixo efetivo de agentes penitenciários, vulnerabilidade, superlotação, tem que dobrar a essas exigências para evitar um mal maior, que são os conflitos, as mortes, as atrocidades que já assistimos no Estado do Ceará em maio de 2016”.

Em nota, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) negou haver motins registrados no sistema penitenciário nesta madrugada (20) e que a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) investiga a motivação dos ataques.

Já foram 21 ônibus incendiados até o meio-dia desta quinta-feira (20). Além disso, foram atacados cinco carros da Enel e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), três delegacias e dois bancos.

Confira a entrevista de Cláudio Justa a Nonato Albuquerque, da Tribuna Band News

Acompanhe a cobertura dos ataques:

20/04 – Oscilações de energia não têm relação com ataques em Fortaleza, tranquiliza Enel

20/04 – Polícia investiga se depósitos clandestinos venderam combustíveis usados em ataques

20/04 – Policiais de funções burocráticas vão às ruas para tentar conter caos na segurança

20/04 – Motorista atingido por chamas em ataque ficou preso ao cinto de segurança

20/04 – Fortaleza tem novos ataques a ônibus nesta quinta; Já são 19 em menos de 24h