"Ele tentou me matar por uma vaga", desabafa corretor esfaqueado por estacionar em frente a loja

INDIGNAÇÃO

“Ele tentou me matar por uma vaga”, desabafa corretor esfaqueado por estacionar em frente a loja

Marcelo Ricardo foi ferido no braço, na costela e na língua, tomou 30 pontos e ficará em recuperação por 120 dias

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

14 de Maio de 2018 às 10:55

Há 1 semana
facada

Corretor foi esfaqueado por ter estacionado o carro em frente a loja no Papicu. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O corretor de imóveis agredido após estacionar o carro em frente a um estabelecimento na Avenida Santos Dumont, bairro Papicu, em Fortaleza conversou com a equipe do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, e deu detalhes sobre o ocorrido. Marcelo Ricardo foi esfaqueado no braço e na costela, e também quebrou um braço durante luta corporal com o dono do local. Em tom de revolta, o corretor de imóveis pede justiça.

O caso ocorreu na última terça-feira (8) e está sob investigação no 15ºDP, na Cidade 2000. Ele presta depoimento à polícia nesta segunda-feira (14).

A vítima relata que trabalha e mora na área. Marcelo se disse surpreso, pois sempre imaginou o lugar como um espaço público. Além disso, relatou nunca ter visto o homem que o agrediu. Assim que estacionou o veículo, relata, o agressor o abordou falando que era proibido parar o carro ali, que era só para clientes.

Marcelo replicou, dizendo pensar que a vaga era pública, mas avisou que não demoraria. O dono do estabelecimento foi direto na ameaça, segundo a vítima: “Você colocou seu carro aqui ontem e demorou. Se colocar, rasgo os pneus!”, relatou. Depois, o homem teria entrado na loja e saído de lá com uma faca, quando começou a cumprir a ameaça.
Perplexo com a cena, a primeira reação foi chamar a polícia por telefone. Ao perceber, o homem teria impedido o corretor.

“Ele chegou próximo de mim, olhou pra mim e disse: ‘Quero ver a polícia te livrar dessa’. E quando fez isso empurrou uma faca na direção do meu peito. Por reflexo, virei meu corpo e levei a primeira facada aqui (no braço). Depois, me atraquei com ele. Nós caímos, ele me deu outra facada e cortou a minha língua. No que caí, quebrei o braço (direito) e, por finalizar, ainda deu uma facada na barriga”, recordou a vítima.

“Ele só não me matou porque as pessoas que estavam em volta tiraram ele de cima de mim. Ele queria continuar fazendo aquilo. Eu mesmo liguei para a polícia, e gritava bem alto. Depois, você ele disse: ‘Você teve o que mereceu’, e foi embora”.

Segundo a vítima, logo após deixar o local, o agressor, orientado por advogado, registrou um B.O., alegando ter sido agredido. Ainda de acordo com Marcelo, nunca foi alertado se o lugar era proibido para estacionamento.

“Fico revoltado porque levei uma facada por estar exercendo meu direito de ficar ali. Uma pessoa tentou me matar por uma vaga de garagem. Hoje, estou sofrendo de dores. Estou com mais de 30 pontos… Sou um corretor de imóveis, vivo de comissão, como vou sustentar minha família?”, disse ele, que foi levado ao IJF para atendimento e foi liberado neste sábado (12).

Nesta segunda-feira (15), Marcelo Ricardo vai prestar depoimento para o delegado do 15º DP, na Cidade 2000. Segundo a vítima, deve ficar em torno de 120 dias afastado do trabalho por laudo médico. A reportagem do Barra Pesada também ouviu a esposa do acusado, que disse sofrer ameaças da família da vítima.

“Não sei de onde essa mulher tirou isso. Minha família ficou envolvida comigo no hospital. Ela que prove que recebeu ameaça, porque eu tenho como provar. Ligou para o hospital um senhor chamado Xavier, se apresentando como pai desse indivíduo, dizendo que sabia onde eu morava, que a minha esposa tinha uma filha, que não adiantava eu ficar fazendo reportagem que o filho dele não seria preso e que ele queria um acordo. E se eu não fizesse, eu ia sofrer consequências. Ele sequer pediu desculpa, quis saber quanto custa cada facada que o filho dele deu. Ele vai descobrir isso na Justiça”.

Confira o caso no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta segunda-feira (14).

Publicidade

Dê sua opinião

INDIGNAÇÃO

“Ele tentou me matar por uma vaga”, desabafa corretor esfaqueado por estacionar em frente a loja

Marcelo Ricardo foi ferido no braço, na costela e na língua, tomou 30 pontos e ficará em recuperação por 120 dias

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

14 de Maio de 2018 às 10:55

Há 1 semana
facada

Corretor foi esfaqueado por ter estacionado o carro em frente a loja no Papicu. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O corretor de imóveis agredido após estacionar o carro em frente a um estabelecimento na Avenida Santos Dumont, bairro Papicu, em Fortaleza conversou com a equipe do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, e deu detalhes sobre o ocorrido. Marcelo Ricardo foi esfaqueado no braço e na costela, e também quebrou um braço durante luta corporal com o dono do local. Em tom de revolta, o corretor de imóveis pede justiça.

O caso ocorreu na última terça-feira (8) e está sob investigação no 15ºDP, na Cidade 2000. Ele presta depoimento à polícia nesta segunda-feira (14).

A vítima relata que trabalha e mora na área. Marcelo se disse surpreso, pois sempre imaginou o lugar como um espaço público. Além disso, relatou nunca ter visto o homem que o agrediu. Assim que estacionou o veículo, relata, o agressor o abordou falando que era proibido parar o carro ali, que era só para clientes.

Marcelo replicou, dizendo pensar que a vaga era pública, mas avisou que não demoraria. O dono do estabelecimento foi direto na ameaça, segundo a vítima: “Você colocou seu carro aqui ontem e demorou. Se colocar, rasgo os pneus!”, relatou. Depois, o homem teria entrado na loja e saído de lá com uma faca, quando começou a cumprir a ameaça.
Perplexo com a cena, a primeira reação foi chamar a polícia por telefone. Ao perceber, o homem teria impedido o corretor.

“Ele chegou próximo de mim, olhou pra mim e disse: ‘Quero ver a polícia te livrar dessa’. E quando fez isso empurrou uma faca na direção do meu peito. Por reflexo, virei meu corpo e levei a primeira facada aqui (no braço). Depois, me atraquei com ele. Nós caímos, ele me deu outra facada e cortou a minha língua. No que caí, quebrei o braço (direito) e, por finalizar, ainda deu uma facada na barriga”, recordou a vítima.

“Ele só não me matou porque as pessoas que estavam em volta tiraram ele de cima de mim. Ele queria continuar fazendo aquilo. Eu mesmo liguei para a polícia, e gritava bem alto. Depois, você ele disse: ‘Você teve o que mereceu’, e foi embora”.

Segundo a vítima, logo após deixar o local, o agressor, orientado por advogado, registrou um B.O., alegando ter sido agredido. Ainda de acordo com Marcelo, nunca foi alertado se o lugar era proibido para estacionamento.

“Fico revoltado porque levei uma facada por estar exercendo meu direito de ficar ali. Uma pessoa tentou me matar por uma vaga de garagem. Hoje, estou sofrendo de dores. Estou com mais de 30 pontos… Sou um corretor de imóveis, vivo de comissão, como vou sustentar minha família?”, disse ele, que foi levado ao IJF para atendimento e foi liberado neste sábado (12).

Nesta segunda-feira (15), Marcelo Ricardo vai prestar depoimento para o delegado do 15º DP, na Cidade 2000. Segundo a vítima, deve ficar em torno de 120 dias afastado do trabalho por laudo médico. A reportagem do Barra Pesada também ouviu a esposa do acusado, que disse sofrer ameaças da família da vítima.

“Não sei de onde essa mulher tirou isso. Minha família ficou envolvida comigo no hospital. Ela que prove que recebeu ameaça, porque eu tenho como provar. Ligou para o hospital um senhor chamado Xavier, se apresentando como pai desse indivíduo, dizendo que sabia onde eu morava, que a minha esposa tinha uma filha, que não adiantava eu ficar fazendo reportagem que o filho dele não seria preso e que ele queria um acordo. E se eu não fizesse, eu ia sofrer consequências. Ele sequer pediu desculpa, quis saber quanto custa cada facada que o filho dele deu. Ele vai descobrir isso na Justiça”.

Confira o caso no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta segunda-feira (14).