"Ela não esteve presente na escola desde quinta-feira", diz amiga de professora assassinada em Fortaleza

CRIME CHOCANTE

“Ela não esteve presente na escola desde quinta-feira”, diz amiga de professora assassinada em Fortaleza

Maria Célia foi encontrada morta dentro de casa. O corpo da professora estava com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

3 de dezembro de 2017 às 17:50

Há 2 semanas
Professoras lamentam morte de colega de profissão (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Professoras lamentam morte de colega de profissão (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Uma amiga da professora Maria Célia Teixeira – encontrada morta dentro de casa na sexta-feira – afirmou que percebeu a ausência da pedagoga desde a última quinta-feira (30). “Já sentimos a falta dela, porque ela não esteve presente [na escola]”, explica Stela Regadas em entrevista à reportagem do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Stela Regadas era amiga de Maria Célia há cerca de 20 anos. Ambas trabalhavam no Centro Educacional Dom Hélio Campos, localizado no bairro Pirambu, em Fortaleza. “Ela não era só uma professora da nossa escola, era nossa amiga. Tínhamos amizade fora da escola. Era uma pessoa querida pela comunidade inteira. No Facebook dela tem depoimentos de alunos mostrando o quanto era bem quista, presente na escola e responsável”, relatou.

Maria Célia foi encontrada morta dentro de casa, na Rua Guerra Junqueiro, bairro Serrinha, na tarde de sexta-feira. O corpo da professora estava com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram registradas ainda lesões no pescoço provocadas por objeto perfurante.

Na geladeira, havia inscrições com letras e números que correspondem a uma facção presente no Ceará. “Estamos perplexos, chocados, nem acreditamos que tudo aconteceu (…) Nem vê-la a gente pode, não foi possível devido à situação de como as coisas aconteceram”, lamenta Stela, que esteve presente na tarde deste sábado (2) no enterro da professora, no Cemitério Memorial Fortaleza, em Maracanaú.

Outra colega, Giza Teixeira, pediu que o crime não seja esquecido. “Em nome de todos, faço apelo para que a polícia não esqueça esse crime, vá fundo nas investigações e puna quem fez isso com ela”.

O vice-presidente do Sindicato Apeoc, Reginaldo Pinheiro, lamentou o ocorrido e afirmou que o Sindicato entrou em contato com a Secretaria da Educação para que seja solicitada audiência com a Secretaria da Segurança Pública. “Pedimos para que seja dada toda a prioridade, que sejam identificados os responsáveis e punidos na forma da lei”, disse.

A SSPDS reforçou que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do crime. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), para o (85) 3257-8807, da DHPP, ou ainda para o número (85) 99111-7498, que é o Whatsapp da Divisão, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem. O sigilo é garantido.

Confira todos os detalhes no programa Barra Pesada de segunda-feira (4), a partir das 12h10, na TV Jangadeiro/SBT.

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CRIME CHOCANTE

“Ela não esteve presente na escola desde quinta-feira”, diz amiga de professora assassinada em Fortaleza

Maria Célia foi encontrada morta dentro de casa. O corpo da professora estava com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

3 de dezembro de 2017 às 17:50

Há 2 semanas
Professoras lamentam morte de colega de profissão (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Professoras lamentam morte de colega de profissão (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Uma amiga da professora Maria Célia Teixeira – encontrada morta dentro de casa na sexta-feira – afirmou que percebeu a ausência da pedagoga desde a última quinta-feira (30). “Já sentimos a falta dela, porque ela não esteve presente [na escola]”, explica Stela Regadas em entrevista à reportagem do Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Stela Regadas era amiga de Maria Célia há cerca de 20 anos. Ambas trabalhavam no Centro Educacional Dom Hélio Campos, localizado no bairro Pirambu, em Fortaleza. “Ela não era só uma professora da nossa escola, era nossa amiga. Tínhamos amizade fora da escola. Era uma pessoa querida pela comunidade inteira. No Facebook dela tem depoimentos de alunos mostrando o quanto era bem quista, presente na escola e responsável”, relatou.

Maria Célia foi encontrada morta dentro de casa, na Rua Guerra Junqueiro, bairro Serrinha, na tarde de sexta-feira. O corpo da professora estava com as mãos amarradas e com um saco plástico na cabeça. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram registradas ainda lesões no pescoço provocadas por objeto perfurante.

Na geladeira, havia inscrições com letras e números que correspondem a uma facção presente no Ceará. “Estamos perplexos, chocados, nem acreditamos que tudo aconteceu (…) Nem vê-la a gente pode, não foi possível devido à situação de como as coisas aconteceram”, lamenta Stela, que esteve presente na tarde deste sábado (2) no enterro da professora, no Cemitério Memorial Fortaleza, em Maracanaú.

Outra colega, Giza Teixeira, pediu que o crime não seja esquecido. “Em nome de todos, faço apelo para que a polícia não esqueça esse crime, vá fundo nas investigações e puna quem fez isso com ela”.

O vice-presidente do Sindicato Apeoc, Reginaldo Pinheiro, lamentou o ocorrido e afirmou que o Sindicato entrou em contato com a Secretaria da Educação para que seja solicitada audiência com a Secretaria da Segurança Pública. “Pedimos para que seja dada toda a prioridade, que sejam identificados os responsáveis e punidos na forma da lei”, disse.

A SSPDS reforçou que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do crime. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), para o (85) 3257-8807, da DHPP, ou ainda para o número (85) 99111-7498, que é o Whatsapp da Divisão, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem. O sigilo é garantido.

Confira todos os detalhes no programa Barra Pesada de segunda-feira (4), a partir das 12h10, na TV Jangadeiro/SBT.