Delegado descarta envolvimento de mãe na morte da menina Débora Lohany
FIM DA INVESTIGAÇÃO

Delegado descarta envolvimento de mãe na morte da menina Débora Lohany

O delegado Renê Andrade se disse convencido de que o assassinato foi vingança de Walderir por ter sido espancado ao tentar abusar de outra garota

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

18 de abril de 2017 às 11:44

Há 1 mês

Apesar do inquérito não ter sido concluído ainda, já está bem encaminhado (FOTO: Arquivo Pessoal)

A investigação feita até o momento não apontou nenhum indício de que a mãe de Débora Lohany de Oliveira, Daniele de Oliveira Santos, teve participação no rapto e assassinato da criança de quatro anos. Foi o que revelaram os delegados à frente do caso, que gerou revolta no Bairro Aerolândia, em Fortaleza, nas últimas semanas.

“A gente faz isso até por uma questão de justiça, porque foi bastante ventilado pelas redes sociais que a mãe poderia ter uma participação. A gente pode afirmar que não há qualquer envolvimento da mesma [Daniele] nem de seus familiares com relação a esse fato tão trágico”, afirmou o delegado Renê Andrade, titular do Departamento de Inteligência Policial (DIP), em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Apesar do inquérito ainda não ter sido concluído, Renê Andrade se disse convencido de que o crime foi cometido em vingança por um espancamento que o suspeito preso em flagrante pelo crime sofreu por parte de moradores de uma comunidade conhecida como Padre Cícero, após ele ter tentado abusar de uma criança horas antes ao sumiço de Débora.

O suspeito preso é muito “reativo”, afirmou Renê Andrade, citando episódios, flagrados em vídeo, em que Walderir Batista dos Santos passou a atirar pedras em restaurantes após ser repreendido por importunar clientes.

À Polícia Civil, Walderir afirmou que o crime ocorreu por causa de uma disputa por ponto de venda de flanelas com familiares da Débora. A versão foi negada pela mãe de Débora, que disse que ninguém da família trabalha como flanelinha, conforme mostrou o Tribuna do Ceará nessa segunda-feira (17).

Faltando dez dias para o término do prazo legal para a conclusão do inquérito, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) ainda analisa o material genético do suspeito do crime, comparando-o com DNA encontrado nas unhas, na roupa e na sandália de Débora.

“Ele [Walderir] relatou detalhes do acontecido, mas não podemos nos satisfazer legalmente com essa confissão. O trabalho da Polícia Civil e da Perícia Forense é trazer provas de que ele realmente matou. Só assim garantiremos uma futura condenação penal e o afastamento dele da sociedade”, afirmou André Costa.

Relembre o caso:

Publicidade

Dê sua opinião

FIM DA INVESTIGAÇÃO

Delegado descarta envolvimento de mãe na morte da menina Débora Lohany

O delegado Renê Andrade se disse convencido de que o assassinato foi vingança de Walderir por ter sido espancado ao tentar abusar de outra garota

Por Lucas Barbosa em Segurança Pública

18 de abril de 2017 às 11:44

Há 1 mês

Apesar do inquérito não ter sido concluído ainda, já está bem encaminhado (FOTO: Arquivo Pessoal)

A investigação feita até o momento não apontou nenhum indício de que a mãe de Débora Lohany de Oliveira, Daniele de Oliveira Santos, teve participação no rapto e assassinato da criança de quatro anos. Foi o que revelaram os delegados à frente do caso, que gerou revolta no Bairro Aerolândia, em Fortaleza, nas últimas semanas.

“A gente faz isso até por uma questão de justiça, porque foi bastante ventilado pelas redes sociais que a mãe poderia ter uma participação. A gente pode afirmar que não há qualquer envolvimento da mesma [Daniele] nem de seus familiares com relação a esse fato tão trágico”, afirmou o delegado Renê Andrade, titular do Departamento de Inteligência Policial (DIP), em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

Apesar do inquérito ainda não ter sido concluído, Renê Andrade se disse convencido de que o crime foi cometido em vingança por um espancamento que o suspeito preso em flagrante pelo crime sofreu por parte de moradores de uma comunidade conhecida como Padre Cícero, após ele ter tentado abusar de uma criança horas antes ao sumiço de Débora.

O suspeito preso é muito “reativo”, afirmou Renê Andrade, citando episódios, flagrados em vídeo, em que Walderir Batista dos Santos passou a atirar pedras em restaurantes após ser repreendido por importunar clientes.

À Polícia Civil, Walderir afirmou que o crime ocorreu por causa de uma disputa por ponto de venda de flanelas com familiares da Débora. A versão foi negada pela mãe de Débora, que disse que ninguém da família trabalha como flanelinha, conforme mostrou o Tribuna do Ceará nessa segunda-feira (17).

Faltando dez dias para o término do prazo legal para a conclusão do inquérito, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) ainda analisa o material genético do suspeito do crime, comparando-o com DNA encontrado nas unhas, na roupa e na sandália de Débora.

“Ele [Walderir] relatou detalhes do acontecido, mas não podemos nos satisfazer legalmente com essa confissão. O trabalho da Polícia Civil e da Perícia Forense é trazer provas de que ele realmente matou. Só assim garantiremos uma futura condenação penal e o afastamento dele da sociedade”, afirmou André Costa.

Relembre o caso: