Criança de 6 anos é abusada sexualmente em banheiro de escola em Itapajé

CASO CHOCANTE

Criança de 6 anos é abusada sexualmente em banheiro de escola em Itapajé

A Polícia prendeu dois funcionários de serviços gerais da escola particular. Delegado investiga a possibilidade de outras vítimas

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

8 de junho de 2018 às 11:45

Há 4 meses
Estupro de vulnerável pode render pena de até 15 anos (FOTO: Divulgação/Conselho Nacional de Justiça)

Estupro de vulnerável pode render pena de até 15 anos (FOTO: Divulgação/Conselho Nacional de Justiça)

Uma criança de 6 anos foi abusada sexualmente no banheiro de uma escola particular da cidade de Itapajé, a 125 km de Fortaleza. O crime foi confirmado pelo delegado, que logo pediu prisão preventiva dos dois acusados. Os homens seriam funcionários da área de serviços gerais.

Segundo a promotora da cidade, Valesca Bastos, a Justiça buscou agir rapidamente para evitar a fuga dos criminosos. No entanto, há suspeita de outras vítimas.

Segundo a promotora, o delegado recebeu a denúncia do abuso sexual no banheiro da escola na semana passada, por volta de quarta-feira (30). Assim, o trabalho foi na intenção de colher o máximo de elementos que confirmassem ou não as informações.

“Ficamos com medo de que eles fugissem porque o boato se espalhou rápido pela cidade. A Justiça procurou agir rapidamente. Na segunda-feira já havia um mandado de prisão preventiva para os suspeitos, e durante a noite eles já foram presos. Pra garantir que eles respondam ao processo, por tudo aquilo que o delegado ainda está apurando no inquérito”, disse Valesca Bastos.

Após a conclusão do inquérito, o documento deve ser enviado para ser avaliado pela promotora, que deve denunciar os envolvidos, se for o caso. Ela reforça que, confirmada, há uma vítima. E descarta ligação com a operação Silêncio dos Inocentes, instaurada pelo delegado da cidade para investigar casos paralelos.

“Ele está tentando apurar a questão da extensão do dano da vítima. Vítima confirmada temos uma. Houve um boato de que haveria cerca de 40 vítimas. Esse número não é um número confirmado. É absurdo, indignante, e é por isso que a Justiça está se mobilizando para dar prioridade total ao caso. Pela forma de como tudo aconteceu, há uma desconfiança de que possa haver outras vítimas. Isso é uma suspeita que está sendo averiguada no curso do inquérito policial”, revelou a promotora.

A promotora avisa ainda aos pais que Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário estão dando prioridade ao caso. Ela reforça que esse tipo de crime é recorrente na cidade.

“Sempre dei prioridade aos casos de abusos sexuais que existem em Itapajé, que são muitos e gravíssimos. Nesse caso, foram dois presos. O que acontece é que existe uma operação que o delegado desencadeou na cidade, justamente quando ele chegou e viu a quantidade de abusos sexuais que tinha, e iniciou a operação Silêncio dos Inocentes. E aí há outros casos, de abusos em paralelo, que não têm a ver com esse do colégio”, explicou a promotora.

Vítima

Ainda de acordo com a promotora, o auxílio que a criança deve receber é emocional. Ele pode ser prestado pelo serviço público pelo Crea de Itapajé. No entanto, ela acredita que a família deve procurar serviço particular. Caso decida pelo serviço público, o poder judiciário poderá auxiliar junto ao município para obter o suporte.

Os pais contrataram um advogado para acompanhar o caso. A criança in puberis, aquela que ainda não tem capacidade de discernimento, sofreu violência dentro de uma das melhores escolas da cidade. A promotoria ainda não tem informações sobre os depoimentos dos acusados, mas tomou conhecimento da oitiva da vítima.

“Tomei conhecido da oitiva da vítima, que é muito chocante. O delegado fez, inclusive, o pedido de preventiva muito baseado na escuta da vítima, que foi feita junto com uma servidora minha, do MP. O delegado costuma pedir apoio, e foi uma pessoa que treinei pessoalmente pra fazer essa oitiva sensibilizada das crianças, que não é fácil de fazer. Uma criança de seis anos precisa de uma escuta especial, voltada pra idade dela, já que não conta as mesmas coisas da forma de um adulto”, esclareceu a promotora.

Os suspeitos serão acusados, pelo menos, de estupro de vulnerável, artigo 214 – A, crime hediondo. A dupla deve ficar presa durante todo o processo. Após finalizado o inquérito, a promotoria ainda vai buscar avaliar se podem haver outras acusações.

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Criança de 6 anos é abusada sexualmente em banheiro de escola em Itapajé

A Polícia prendeu dois funcionários de serviços gerais da escola particular. Delegado investiga a possibilidade de outras vítimas

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

8 de junho de 2018 às 11:45

Há 4 meses
Estupro de vulnerável pode render pena de até 15 anos (FOTO: Divulgação/Conselho Nacional de Justiça)

Estupro de vulnerável pode render pena de até 15 anos (FOTO: Divulgação/Conselho Nacional de Justiça)

Uma criança de 6 anos foi abusada sexualmente no banheiro de uma escola particular da cidade de Itapajé, a 125 km de Fortaleza. O crime foi confirmado pelo delegado, que logo pediu prisão preventiva dos dois acusados. Os homens seriam funcionários da área de serviços gerais.

Segundo a promotora da cidade, Valesca Bastos, a Justiça buscou agir rapidamente para evitar a fuga dos criminosos. No entanto, há suspeita de outras vítimas.

Segundo a promotora, o delegado recebeu a denúncia do abuso sexual no banheiro da escola na semana passada, por volta de quarta-feira (30). Assim, o trabalho foi na intenção de colher o máximo de elementos que confirmassem ou não as informações.

“Ficamos com medo de que eles fugissem porque o boato se espalhou rápido pela cidade. A Justiça procurou agir rapidamente. Na segunda-feira já havia um mandado de prisão preventiva para os suspeitos, e durante a noite eles já foram presos. Pra garantir que eles respondam ao processo, por tudo aquilo que o delegado ainda está apurando no inquérito”, disse Valesca Bastos.

Após a conclusão do inquérito, o documento deve ser enviado para ser avaliado pela promotora, que deve denunciar os envolvidos, se for o caso. Ela reforça que, confirmada, há uma vítima. E descarta ligação com a operação Silêncio dos Inocentes, instaurada pelo delegado da cidade para investigar casos paralelos.

“Ele está tentando apurar a questão da extensão do dano da vítima. Vítima confirmada temos uma. Houve um boato de que haveria cerca de 40 vítimas. Esse número não é um número confirmado. É absurdo, indignante, e é por isso que a Justiça está se mobilizando para dar prioridade total ao caso. Pela forma de como tudo aconteceu, há uma desconfiança de que possa haver outras vítimas. Isso é uma suspeita que está sendo averiguada no curso do inquérito policial”, revelou a promotora.

A promotora avisa ainda aos pais que Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário estão dando prioridade ao caso. Ela reforça que esse tipo de crime é recorrente na cidade.

“Sempre dei prioridade aos casos de abusos sexuais que existem em Itapajé, que são muitos e gravíssimos. Nesse caso, foram dois presos. O que acontece é que existe uma operação que o delegado desencadeou na cidade, justamente quando ele chegou e viu a quantidade de abusos sexuais que tinha, e iniciou a operação Silêncio dos Inocentes. E aí há outros casos, de abusos em paralelo, que não têm a ver com esse do colégio”, explicou a promotora.

Vítima

Ainda de acordo com a promotora, o auxílio que a criança deve receber é emocional. Ele pode ser prestado pelo serviço público pelo Crea de Itapajé. No entanto, ela acredita que a família deve procurar serviço particular. Caso decida pelo serviço público, o poder judiciário poderá auxiliar junto ao município para obter o suporte.

Os pais contrataram um advogado para acompanhar o caso. A criança in puberis, aquela que ainda não tem capacidade de discernimento, sofreu violência dentro de uma das melhores escolas da cidade. A promotoria ainda não tem informações sobre os depoimentos dos acusados, mas tomou conhecimento da oitiva da vítima.

“Tomei conhecido da oitiva da vítima, que é muito chocante. O delegado fez, inclusive, o pedido de preventiva muito baseado na escuta da vítima, que foi feita junto com uma servidora minha, do MP. O delegado costuma pedir apoio, e foi uma pessoa que treinei pessoalmente pra fazer essa oitiva sensibilizada das crianças, que não é fácil de fazer. Uma criança de seis anos precisa de uma escuta especial, voltada pra idade dela, já que não conta as mesmas coisas da forma de um adulto”, esclareceu a promotora.

Os suspeitos serão acusados, pelo menos, de estupro de vulnerável, artigo 214 – A, crime hediondo. A dupla deve ficar presa durante todo o processo. Após finalizado o inquérito, a promotoria ainda vai buscar avaliar se podem haver outras acusações.