Cortesias para convidados do Réveillon de Fortaleza são vendidas por até R$ 1.500 na internet

GOLPE

Cortesias para convidados do Réveillon de Fortaleza são vendidas por até R$ 1.500 na internet

Vendedores cometem duas contravenções: comercialização de cortesias com venda proibida e promessa de camarote com openbar que não haverá na festa

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de dezembro de 2017 às 13:30

Há 10 meses
Vendedor ofereceu quatro cortesias do espaço dos patrocinadores por R$ 300 cada. Venda delas é proibida (FOTO: Reprodução Whatsapp)

Vendedor ofereceu quatro cortesias do espaço dos patrocinadores por R$ 300 cada. Venda é proibida (FOTO: Reprodução Whatsapp)

A um dia do Réveillon de Fortaleza, surgiram em páginas no Facebook dezenas de anúncios de compra e venda de cortesias para acesso a espaço vip na festa que será realizada no aterro da Praia de Iracema, na noite de domingo (31) para segunda-feira (1).

Nos grupos Ingressos Fortaleza e Ingressos e Abadás Fortaleza, as entradas de venda proibida são oferecidas por preços que variam de R$ 300 a R$ 1.500.

As pessoas que ofertam as cortesias para a festa prometem “acesso a camarote com comida e bebida liberadas“. Elas informam o preço e pedem que a negociação seja fechada por inbox ou conversa via Whatsapp.

O Tribuna do Ceará conversou com um dos vendedores por Whatsapp, que se identifica como Carlos. Ele oferece a entrada por R$ 300, e diz que ainda tem quatro disponíveis. “É um convite, com selo da Prefeitura, tudo organizado. Entrego aonde você estiver”, garante.

Mesmo que algumas pessoas alertem que a festa é gratuita e que não conta com venda de ingressos, são muitos os que escrevem nas páginas de Facebook buscando vendedores que tenham cortesias para repassar. “Tem alguém vendendo front? Quero saber o valor”, escreve uma mulher. “Compro também. Alguém tem dois?”

Veja as negociações:

Compra e venda de cortesias
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Compra e venda de cortesias

Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

Compra e venda de cortesias
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Compra e venda de cortesias

Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

Compra e venda de cortesias
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Compra e venda de cortesias

Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

Compra e venda de cortesias
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Compra e venda de cortesias

Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

Compra e venda de cortesias
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Compra e venda de cortesias

Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

O que diz a Prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza esclarece que o Réveillon é totalmente gratuito e que não conta com camarote e nem frontstage. Neste ano, haverá somente um espaço reservado para convidados dos patrocinadores, sem openbar.

O print do ingresso recebido pelo Tribuna do Ceará garante acesso a esse espaço dos patrocinadores, explicou a assessoria de imprensa da Prefeitura. No bilhete, está impressa a frase “Convite individual e intransferível; venda proibida”.

“O Réveillon de Fortaleza é totalmente gratuito, e isso é um flagrante golpe. A festa não conta com camarote, e nem openbar. E o espaço dos patrocinadores também não conta com bebida e comida liberadas”, reforça a Prefeitura. Não foi dito se alguma providência será tomada contra a venda de cortesias para o espaço dos patrocinadores.

Veja a conversa do Tribuna do Ceará com vendedor:

Conversamos com vendedor
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Conversamos com vendedor

Vendedor oferece quatro cortesias por R$ 300 cada (FOTO: Reprodução Whatsapp)

Conversamos com vendedor
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Conversamos com vendedor

Vendedor oferece quatro cortesias por R$ 300 cada (FOTO: Reprodução Whatsapp)

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Conversamos com vendedor

Vendedor oferece quatro cortesias por R$ 300 cada (FOTO: Reprodução Whatsapp)

O que diz o Código Penal

A comercialização de ingressos de venda proibida com promessa que não será entregue pela organização do evento pode ser inserida no artigo 171, que é estelionato. “A pessoa obtém para si uma vantagem ilícita, causando um prejuízo alheio, induzindo e mantendo um erro”, sinaliza o advogado César Freire.

Esse crime tem pena de 1 a 5 anos, mas o acusado por ser liberado através do pagamento de fiança. “Em uma visão prática, dificilmente uma pessoa que pratica o crime fica presa, porque demora tanto a ser julgada que o caso prescreve”, alerta César Freire.

Já a pessoa que comprar o ingresso ilícito não pode reclamar se não receber todo o serviço prometido – no caso, o openbar.

“O convite é um contrato gerado entre as partes – quem deu o convite e quem recebeu. Se o convite tem venda proibida, quem vendeu responde pelas perdas e danos que ocasionou a quem comprou. Se a pessoa souber que esse ingresso não pode ser vendido e, mesmo assim, comprar, o princípio de boa fé é quebrado, e ela não poderá reclamar pelos danos que sofreu. A pessoa usufrui de algo que ela sabe que não deveria usufruir”, destaca.

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Vendedores cometem duas contravenções: comercialização de cortesias com venda proibida e promessa de camarote com openbar que não haverá na festa

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de dezembro de 2017 às 13:30

Há 10 meses
Vendedor ofereceu quatro cortesias do espaço dos patrocinadores por R$ 300 cada. Venda delas é proibida (FOTO: Reprodução Whatsapp)

Vendedor ofereceu quatro cortesias do espaço dos patrocinadores por R$ 300 cada. Venda é proibida (FOTO: Reprodução Whatsapp)

A um dia do Réveillon de Fortaleza, surgiram em páginas no Facebook dezenas de anúncios de compra e venda de cortesias para acesso a espaço vip na festa que será realizada no aterro da Praia de Iracema, na noite de domingo (31) para segunda-feira (1).

Nos grupos Ingressos Fortaleza e Ingressos e Abadás Fortaleza, as entradas de venda proibida são oferecidas por preços que variam de R$ 300 a R$ 1.500.

As pessoas que ofertam as cortesias para a festa prometem “acesso a camarote com comida e bebida liberadas“. Elas informam o preço e pedem que a negociação seja fechada por inbox ou conversa via Whatsapp.

O Tribuna do Ceará conversou com um dos vendedores por Whatsapp, que se identifica como Carlos. Ele oferece a entrada por R$ 300, e diz que ainda tem quatro disponíveis. “É um convite, com selo da Prefeitura, tudo organizado. Entrego aonde você estiver”, garante.

Mesmo que algumas pessoas alertem que a festa é gratuita e que não conta com venda de ingressos, são muitos os que escrevem nas páginas de Facebook buscando vendedores que tenham cortesias para repassar. “Tem alguém vendendo front? Quero saber o valor”, escreve uma mulher. “Compro também. Alguém tem dois?”

Veja as negociações:

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Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

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Negociações ocorrem às claras no Facebook (FOTO: Reprodução Facebook)

O que diz a Prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza esclarece que o Réveillon é totalmente gratuito e que não conta com camarote e nem frontstage. Neste ano, haverá somente um espaço reservado para convidados dos patrocinadores, sem openbar.

O print do ingresso recebido pelo Tribuna do Ceará garante acesso a esse espaço dos patrocinadores, explicou a assessoria de imprensa da Prefeitura. No bilhete, está impressa a frase “Convite individual e intransferível; venda proibida”.

“O Réveillon de Fortaleza é totalmente gratuito, e isso é um flagrante golpe. A festa não conta com camarote, e nem openbar. E o espaço dos patrocinadores também não conta com bebida e comida liberadas”, reforça a Prefeitura. Não foi dito se alguma providência será tomada contra a venda de cortesias para o espaço dos patrocinadores.

Veja a conversa do Tribuna do Ceará com vendedor:

Conversamos com vendedor
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Vendedor oferece quatro cortesias por R$ 300 cada (FOTO: Reprodução Whatsapp)

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Vendedor oferece quatro cortesias por R$ 300 cada (FOTO: Reprodução Whatsapp)

O que diz o Código Penal

A comercialização de ingressos de venda proibida com promessa que não será entregue pela organização do evento pode ser inserida no artigo 171, que é estelionato. “A pessoa obtém para si uma vantagem ilícita, causando um prejuízo alheio, induzindo e mantendo um erro”, sinaliza o advogado César Freire.

Esse crime tem pena de 1 a 5 anos, mas o acusado por ser liberado através do pagamento de fiança. “Em uma visão prática, dificilmente uma pessoa que pratica o crime fica presa, porque demora tanto a ser julgada que o caso prescreve”, alerta César Freire.

Já a pessoa que comprar o ingresso ilícito não pode reclamar se não receber todo o serviço prometido – no caso, o openbar.

“O convite é um contrato gerado entre as partes – quem deu o convite e quem recebeu. Se o convite tem venda proibida, quem vendeu responde pelas perdas e danos que ocasionou a quem comprou. Se a pessoa souber que esse ingresso não pode ser vendido e, mesmo assim, comprar, o princípio de boa fé é quebrado, e ela não poderá reclamar pelos danos que sofreu. A pessoa usufrui de algo que ela sabe que não deveria usufruir”, destaca.