Como é trabalho dos policiais civis que têm como missão convencer jovens a não usar drogas

CONHEÇA A DIPRE

Como é trabalho dos policiais civis que têm como missão convencer jovens a não usar drogas

A Divisão de Proteção ao Estudante conta com cinco policiais que fazem palestras de prevenção ao uso de drogas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

6 de outubro de 2017 às 06:45

Há 2 meses

A Divisão realiza palestras e cursos de prevenção sobre o combate à violência e prevenção ao uso de drogas (FOTO: Dipre/Divulgação)

Com o intuito de diminuir os índices de violência no Estado, a Divisão de Proteção ao Estudante (Dipre) tem realizado ações preventivas de combate à violência e ao uso indevido de drogas voltado para as crianças e adolescentes. O segmento especializado da Polícia Civil realiza palestras e cursos sobre violência sexual, domésticas, os efeitos das drogas em escolas públicas e privadas.

“A Dipre é o elo que a Polícia Civil tem com a sociedade, mas de forma educativa”, definiu o inspetor.

Segundo o diretor da Divisão, o inspetor Silvio Maia, as palestras promovem o debate da violência urbana para dentro das escolas, instigando os mais jovens a refletir sobre a atual situação de segurança do Estado.

“A gente aborda a prevenção ao uso de drogas, a violência doméstica, a violência sexual. A gente capacita os alunos e gestores das escolas para a disseminação da cultura de paz”, detalha o oficial da Polícia Civil.

Apesar de abordar temas de violência em geral, a Dipre tem como principal foco a prevenção ao uso de drogas. Segundo Silvio, as principais causas dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLI) são o uso indevido de drogas e o tráfico de drogas.

Por esse motivo que a Divisão, em parceria com as secretarias de educação, pretende levar o assunto para todas as escolas públicas do Estado, a fim de conscientizar os estudantes dos riscos.

Para saber a participação dos jovens no mundo do crime, o Tribuna do Ceará solicitou à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) o número de crianças e adolescentes apreendidas e envolvidas em crime neste ano no Ceará, mas até o momento os dados ainda não foram repassados.

A Divisão atua em escolas pública e privadas de todo o Estado (FOTO: Dipre/Divulgação)

As palestras duram em média 2h e são realizadas a partir de agendamento solicitados pelas escolas. As temáticas são escolhidas conforme a necessidade da instituição de ensino e ministradas por um dos cinco policiais civis que compõem a Dipre. Cada oficial é especializado em violência e nos efeitos de drogas.

O serviço da Divisão é gratuito e pode ser solicitado por meio do telefone (85) 3101-7418 ou na sede da divisão, situado no Centro de Fortaleza, em frente à praça dos Voluntários.

“A gente faz um pré-atendimento todo mês ou ligamos para as escolas para reforçar a ação de prevenção. A gente faz palestras pontuais, cursos, seminários, treinamentos para os gestores de educação. No fim das atividades, pedimos um feeback da ação”, explica o inspetor.

A Divisão busca atuar em bairros em áreas com maior vulnerabilidade à violência e que precisam do apoio do Estado, como a região da grande Messejana, do Bom Jardim e no grande Pirambu. “Em um dia, vamos para mais de uma escola”, ressalta.

De acordo com Sílvio, a Dipre atende por dia 200 alunos. Entretanto, esse número varia de acordo com o período do ano devido ao período letivo das escolas.

A demanda aumentou

Quando foi criada há 22 anos, as atividades da Dipre eram destinadas somente para as escolas e universidades da rede pública e privada, por ser uma divisão focada para os jovens. Hoje, os policiais dão palestras, seminários e oficinas de valorização da vida em empresas, associações, penitenciárias, igrejas entre outras instituições.

“A gente fez um trabalho com os familiares de presidiários do sistema penitenciário do Ceará. Fizemos vários atendimentos nas unidades prisionais, como a CPPL II e a Penitenciária de Pacatuba”, informou Silvio. Recentemente, a Dipre realizou um treinamento de 40h/aulas para os servidores da Secretaria de Políticas sobre Drogas (SPD).

A responsabilidade não é só da Polícia Civil

Silvio ressalta da necessidade de uma participação maior das secretarias de Educação e Saúde em seus trabalhos para que os efeitos sejam mais efetivos. “Deveríamos ter na matriz curricular das escolas uma ‘disciplina’ para falar especificamente das drogas, porque dependência química é um mal que assola a sociedade, atualmente”, sugere o diretor como medida de prevenção.

O professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Leonardo Fá também acredita que a ação deveria ter a participação mais expressiva de outras pastas do governo. A presença de psicólogos, educadores sociais, profissionais da saúde tornaria mais eficiente os trabalhos da Dipre.

“O problema não é apenas da polícia. O esforço deve ser na integralização das áreas da educação, da saúde e de projetos culturais”, pontua.

Mas há problemas financeiros e de gestão interna entre as secretarias que impedem a integralização das pastas por esse motivo que o governa realiza esses trabalhos mais pontuais. “Há uma dificuldades das secretarias de estabelecer um trabalho integrado e a falta de recursos de financiamento para implementar essas ações integralizadas”, declarou.

Serviço

Divisão de Proteção ao Estudante (Dipre)
Local: Rua do Rosário, 199 (4º andar)
Telefone: (85) 3101-7418

Publicidade

Dê sua opinião

CONHEÇA A DIPRE

Como é trabalho dos policiais civis que têm como missão convencer jovens a não usar drogas

A Divisão de Proteção ao Estudante conta com cinco policiais que fazem palestras de prevenção ao uso de drogas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

6 de outubro de 2017 às 06:45

Há 2 meses

A Divisão realiza palestras e cursos de prevenção sobre o combate à violência e prevenção ao uso de drogas (FOTO: Dipre/Divulgação)

Com o intuito de diminuir os índices de violência no Estado, a Divisão de Proteção ao Estudante (Dipre) tem realizado ações preventivas de combate à violência e ao uso indevido de drogas voltado para as crianças e adolescentes. O segmento especializado da Polícia Civil realiza palestras e cursos sobre violência sexual, domésticas, os efeitos das drogas em escolas públicas e privadas.

“A Dipre é o elo que a Polícia Civil tem com a sociedade, mas de forma educativa”, definiu o inspetor.

Segundo o diretor da Divisão, o inspetor Silvio Maia, as palestras promovem o debate da violência urbana para dentro das escolas, instigando os mais jovens a refletir sobre a atual situação de segurança do Estado.

“A gente aborda a prevenção ao uso de drogas, a violência doméstica, a violência sexual. A gente capacita os alunos e gestores das escolas para a disseminação da cultura de paz”, detalha o oficial da Polícia Civil.

Apesar de abordar temas de violência em geral, a Dipre tem como principal foco a prevenção ao uso de drogas. Segundo Silvio, as principais causas dos Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLI) são o uso indevido de drogas e o tráfico de drogas.

Por esse motivo que a Divisão, em parceria com as secretarias de educação, pretende levar o assunto para todas as escolas públicas do Estado, a fim de conscientizar os estudantes dos riscos.

Para saber a participação dos jovens no mundo do crime, o Tribuna do Ceará solicitou à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) o número de crianças e adolescentes apreendidas e envolvidas em crime neste ano no Ceará, mas até o momento os dados ainda não foram repassados.

A Divisão atua em escolas pública e privadas de todo o Estado (FOTO: Dipre/Divulgação)

As palestras duram em média 2h e são realizadas a partir de agendamento solicitados pelas escolas. As temáticas são escolhidas conforme a necessidade da instituição de ensino e ministradas por um dos cinco policiais civis que compõem a Dipre. Cada oficial é especializado em violência e nos efeitos de drogas.

O serviço da Divisão é gratuito e pode ser solicitado por meio do telefone (85) 3101-7418 ou na sede da divisão, situado no Centro de Fortaleza, em frente à praça dos Voluntários.

“A gente faz um pré-atendimento todo mês ou ligamos para as escolas para reforçar a ação de prevenção. A gente faz palestras pontuais, cursos, seminários, treinamentos para os gestores de educação. No fim das atividades, pedimos um feeback da ação”, explica o inspetor.

A Divisão busca atuar em bairros em áreas com maior vulnerabilidade à violência e que precisam do apoio do Estado, como a região da grande Messejana, do Bom Jardim e no grande Pirambu. “Em um dia, vamos para mais de uma escola”, ressalta.

De acordo com Sílvio, a Dipre atende por dia 200 alunos. Entretanto, esse número varia de acordo com o período do ano devido ao período letivo das escolas.

A demanda aumentou

Quando foi criada há 22 anos, as atividades da Dipre eram destinadas somente para as escolas e universidades da rede pública e privada, por ser uma divisão focada para os jovens. Hoje, os policiais dão palestras, seminários e oficinas de valorização da vida em empresas, associações, penitenciárias, igrejas entre outras instituições.

“A gente fez um trabalho com os familiares de presidiários do sistema penitenciário do Ceará. Fizemos vários atendimentos nas unidades prisionais, como a CPPL II e a Penitenciária de Pacatuba”, informou Silvio. Recentemente, a Dipre realizou um treinamento de 40h/aulas para os servidores da Secretaria de Políticas sobre Drogas (SPD).

A responsabilidade não é só da Polícia Civil

Silvio ressalta da necessidade de uma participação maior das secretarias de Educação e Saúde em seus trabalhos para que os efeitos sejam mais efetivos. “Deveríamos ter na matriz curricular das escolas uma ‘disciplina’ para falar especificamente das drogas, porque dependência química é um mal que assola a sociedade, atualmente”, sugere o diretor como medida de prevenção.

O professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Leonardo Fá também acredita que a ação deveria ter a participação mais expressiva de outras pastas do governo. A presença de psicólogos, educadores sociais, profissionais da saúde tornaria mais eficiente os trabalhos da Dipre.

“O problema não é apenas da polícia. O esforço deve ser na integralização das áreas da educação, da saúde e de projetos culturais”, pontua.

Mas há problemas financeiros e de gestão interna entre as secretarias que impedem a integralização das pastas por esse motivo que o governa realiza esses trabalhos mais pontuais. “Há uma dificuldades das secretarias de estabelecer um trabalho integrado e a falta de recursos de financiamento para implementar essas ações integralizadas”, declarou.

Serviço

Divisão de Proteção ao Estudante (Dipre)
Local: Rua do Rosário, 199 (4º andar)
Telefone: (85) 3101-7418