Cobrador morto estava juntando dinheiro para fazer faculdade de Educação Física
VIDA INTERROMPIDA

Cobrador morto estava juntando dinheiro para fazer faculdade de Educação Física

Samuel da Silva Silvestre tinha o desejo de que seus órgãos fossem doados, mas somente as córneas não ficaram comprometidas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

29 de setembro de 2017 às 15:26

Há 3 semanas

O caso aconteceu no Planalto Ayrton Senna na última quarta-feira (27) (FOTO: Reprodução/Câmera de Vigilância)

O velório de Samuel da Silva Silvestre, cobrador morto após ter reagido um assalto aconteceu na tarde desta quinta-feira (28). Segundo os familiares, as córneas do jovem foram doadas. Os outros órgãos já estavam comprometidos, impossibilitando a doação. As informações são do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

O pai do jovem, José Valmir Silvestre, disse que era o desejo do filho que seus órgãos fossem doados. Além disso, ele afirmou que Samuel estava no emprego para conseguir juntar dinheiro para cursar a faculdade de Educação Física.

“Como não somos ricos, ele decidiu trabalhar para fazer faculdade de Educação Física. Ele gostava muito de jogar futebol. Mas a vida dele foi ceifada por um assaltante que queria levar um celular que nem tão bom era”, desabafou José Valmir.

Samuel estava reunido com outros colegas de trabalho próximo ao fim da linha em que trabalhava quando um homem se aproximou, em uma bicicleta, e tomou o celular que a vítima tinha em mãos. O jovem vai em direção ao assaltante e entrou em uma luta corporal. Os dois caem no chão e o criminoso realiza disparos contra Samuel.

Valmir também já foi cobrador de ônibus e conta que também foi vítima de um assalto durante o exercício do trabalho. Ele foi agredido por facas pelo assaltante. Ao saber que o filho iria ser cobrador, não imaginava que seria vítima de um crime, apesar de ter conhecimento do risco da profissão. “A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente”, destaca.

O pai também pediu aos órgãos responsáveis providências para que o criminoso não fique impune de seus atos. “Eram para está preso e não na rua”, critica. Além disso, exigiu a presença de representantes dos Direitos Humanos no velório do seu filho e para realizar ações para que o crime fosse julgado.

Publicidade

Dê sua opinião

VIDA INTERROMPIDA

Cobrador morto estava juntando dinheiro para fazer faculdade de Educação Física

Samuel da Silva Silvestre tinha o desejo de que seus órgãos fossem doados, mas somente as córneas não ficaram comprometidas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

29 de setembro de 2017 às 15:26

Há 3 semanas

O caso aconteceu no Planalto Ayrton Senna na última quarta-feira (27) (FOTO: Reprodução/Câmera de Vigilância)

O velório de Samuel da Silva Silvestre, cobrador morto após ter reagido um assalto aconteceu na tarde desta quinta-feira (28). Segundo os familiares, as córneas do jovem foram doadas. Os outros órgãos já estavam comprometidos, impossibilitando a doação. As informações são do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

O pai do jovem, José Valmir Silvestre, disse que era o desejo do filho que seus órgãos fossem doados. Além disso, ele afirmou que Samuel estava no emprego para conseguir juntar dinheiro para cursar a faculdade de Educação Física.

“Como não somos ricos, ele decidiu trabalhar para fazer faculdade de Educação Física. Ele gostava muito de jogar futebol. Mas a vida dele foi ceifada por um assaltante que queria levar um celular que nem tão bom era”, desabafou José Valmir.

Samuel estava reunido com outros colegas de trabalho próximo ao fim da linha em que trabalhava quando um homem se aproximou, em uma bicicleta, e tomou o celular que a vítima tinha em mãos. O jovem vai em direção ao assaltante e entrou em uma luta corporal. Os dois caem no chão e o criminoso realiza disparos contra Samuel.

Valmir também já foi cobrador de ônibus e conta que também foi vítima de um assalto durante o exercício do trabalho. Ele foi agredido por facas pelo assaltante. Ao saber que o filho iria ser cobrador, não imaginava que seria vítima de um crime, apesar de ter conhecimento do risco da profissão. “A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente”, destaca.

O pai também pediu aos órgãos responsáveis providências para que o criminoso não fique impune de seus atos. “Eram para está preso e não na rua”, critica. Além disso, exigiu a presença de representantes dos Direitos Humanos no velório do seu filho e para realizar ações para que o crime fosse julgado.