Ceará registra um homicídio a cada duas horas durante o mês de julho

VIOLÊNCIA

Ceará registra um homicídio a cada duas horas durante o mês de julho

A Secretaria de Segurança recebeu a notificação de 4.515 assaltos e furtos em julho de 2018, média de 6 por hora

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

9 de agosto de 2018 às 10:58

Há 2 meses

O Estado registrou neste mês de julho 378 assassinatos (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

O Ceará registrou um homicídio a cada duas horas durante o mês de julho. De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta quarta-feira (8), houve 378 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI).

De janeiro a julho, o Ceará já registra um total de 2.758 assassinatos, sendo 47 pessoas vítimas de sete chacinas. A marca é ligeiramente inferior aos sete primeiros meses de 2017, ano em que a violência foi recorde no estado, quando houve 2.773 casos.

Em comparação com 2017, o mês de julho de 2018 apresentou uma redução de 20,3% no número de homicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínio. No ano passado, foram registrados 474 ocorrências.

O decréscimo se estendeu para todas as regiões do estado, com destaque para Fortaleza, que registrou 130 casos em 2018, contra 184 em 2017. Na Região Norte, a redução foi de 10%, sendo 81 casos em 2018 e 90 CVLI em 2017. Já na Região Sul, a diminuição foi de 3,1%, sendo 63 mortes violentas em julho, contra 65 no mesmo período de 2017.

Mortes em presídios e por intervenção policial

A SSPDS também disponibilizou os números de homicídios dentro de unidades prisionais no mês de julho. Segundo a pasta, foram contabilizados quatro assassinatos. Janeiro foi o período com maior registro, com 14.

Em relação a mortes por intervenção policial, foram 20 em julho. Nos primeiros sete meses do ano, esse número já chega a 139 registros. Dentre os casos, um dos de maior repercussão foi o de Gisele Távora de Araújo, de 42 anos, que morreu após ter sido baleada enquanto trafegava na avenida Oliveira Paiva.

Entretanto, a pasta informa que os homicídios em decorrência de intervenção policial não são considerados como intencionais, pois possuem excludente de ilicitude, ou seja, não se enquadram em conduta criminosa.

A SSPDS registrou um balanço positivo nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) e nos furtos, em todas as regiões do Ceará. Foram 4.515 casos em julho de 2018, contra 5.673, em 2017. Ainda assim, a média foi de 6 casos por hora no Ceará.

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Ceará registra um homicídio a cada duas horas durante o mês de julho

A Secretaria de Segurança recebeu a notificação de 4.515 assaltos e furtos em julho de 2018, média de 6 por hora

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

9 de agosto de 2018 às 10:58

Há 2 meses

O Estado registrou neste mês de julho 378 assassinatos (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

O Ceará registrou um homicídio a cada duas horas durante o mês de julho. De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta quarta-feira (8), houve 378 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI).

De janeiro a julho, o Ceará já registra um total de 2.758 assassinatos, sendo 47 pessoas vítimas de sete chacinas. A marca é ligeiramente inferior aos sete primeiros meses de 2017, ano em que a violência foi recorde no estado, quando houve 2.773 casos.

Em comparação com 2017, o mês de julho de 2018 apresentou uma redução de 20,3% no número de homicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínio. No ano passado, foram registrados 474 ocorrências.

O decréscimo se estendeu para todas as regiões do estado, com destaque para Fortaleza, que registrou 130 casos em 2018, contra 184 em 2017. Na Região Norte, a redução foi de 10%, sendo 81 casos em 2018 e 90 CVLI em 2017. Já na Região Sul, a diminuição foi de 3,1%, sendo 63 mortes violentas em julho, contra 65 no mesmo período de 2017.

Mortes em presídios e por intervenção policial

A SSPDS também disponibilizou os números de homicídios dentro de unidades prisionais no mês de julho. Segundo a pasta, foram contabilizados quatro assassinatos. Janeiro foi o período com maior registro, com 14.

Em relação a mortes por intervenção policial, foram 20 em julho. Nos primeiros sete meses do ano, esse número já chega a 139 registros. Dentre os casos, um dos de maior repercussão foi o de Gisele Távora de Araújo, de 42 anos, que morreu após ter sido baleada enquanto trafegava na avenida Oliveira Paiva.

Entretanto, a pasta informa que os homicídios em decorrência de intervenção policial não são considerados como intencionais, pois possuem excludente de ilicitude, ou seja, não se enquadram em conduta criminosa.

A SSPDS registrou um balanço positivo nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) e nos furtos, em todas as regiões do Ceará. Foram 4.515 casos em julho de 2018, contra 5.673, em 2017. Ainda assim, a média foi de 6 casos por hora no Ceará.