Ceará é o estado com maior número de policiais mortos por bandidos no Nordeste

LÍDER NO RANKING

Ceará é o estado com maior número de policiais mortos por bandidos no Nordeste

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 51 policiais civis e militares morreram no Estado nos últimos dois anos. As principais vítimas são os militares

Por jangadeiro em Segurança Pública

14 de agosto de 2018 às 07:15

Há 10 meses
Dois policiais em frente à residência da família

Os policiais militares são as principais vítimas (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Morreram mais policiais militares e civis no Ceará do que em outros estados da região Nordeste nos anos de 2016 e 2017. É o que apontam os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na última quinta-feira (8). De acordo com o levantamento, nesse período, 51 agentes de segurança foram assassinados em todo o Estado.

As principais vítimas são os policiais militares, que correspondem a 94% dos homicídios. Em nível nacional, Ceará ocupou o terceiro lugar, em 2016, e o quarto, em 2017, ficando atrás de cidades da região Sudeste e Norte do País.

Segundo a pesquisa do Fórum, quase 80% dos agentes foram assinados nos momentos de lazer, correspondendo a um número de 40 mortes. Os PMs foram as principais vítimas com 37 assassinatos, enquanto policiais civis somam em três casos.

Já os números de assassinatos de policiais durante o serviço são bem menores comparado aos casos de mortes nos momentos de folga. De acordo com os dados, 11 homicídios foram registrados. Todas as vítimas eram militares. O ano com o maior número de registro de casos foi 2016, com nove, enquanto, em 2017, foram contabilizados dois homicídios.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol), a explicação para os números deve-se a vulnerabilidade em que os oficiais se encontram nos momentos de folga, ao contrário de quando estão em serviço. “Em serviço, é uma situação totalmente distinta. O policial está acompanhado por equipe e com equipamentos de segurança. Além disso, está atento a qualquer situação de confronto”, ressalta.

Por outro lado, nos momentos de lazer, os oficiais estão desprevenidos e, ao serem abordados por criminosos, precisam reagir por conta da identificação como policial a partir da carteira funcional. “Se ele for identificado pela carteira funcional, o criminoso vai atirar”, afirma.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, de janeiro a julho de 2018, se comparado ao mesmo período de 2017, houve redução de 70,6% no número de policiais mortos. Cinco agentes de segurança foram mortos nos sete primeiros meses deste ano, enquanto de janeiro a julho de 2017, foram 17 vítimas.

“Uma das ações desenvolvidas pela SSPDS para combater os homicídios de agentes de segurança foi a criação do Conselho de Defesa do Policial no Exercício da Função, com o objetivo de prestar assistência jurídica a agentes de segurança que são partes em processos judiciais ou disciplinares por figurarem em ocorrências como as de intervenção policial”, informou a nota.

A SSPDS cita ainda a aquisição de armamentos e o treinamento dos policiais. “O treinamento dos policiais também é prioridade para o Sistema de Segurança, por meio dos cursos de formação inicial ou capacitações de formação continuada, realizados pela Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp)”, conclui a nota.

Publicidade

Dê sua opinião

LÍDER NO RANKING

Ceará é o estado com maior número de policiais mortos por bandidos no Nordeste

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 51 policiais civis e militares morreram no Estado nos últimos dois anos. As principais vítimas são os militares

Por jangadeiro em Segurança Pública

14 de agosto de 2018 às 07:15

Há 10 meses
Dois policiais em frente à residência da família

Os policiais militares são as principais vítimas (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Morreram mais policiais militares e civis no Ceará do que em outros estados da região Nordeste nos anos de 2016 e 2017. É o que apontam os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na última quinta-feira (8). De acordo com o levantamento, nesse período, 51 agentes de segurança foram assassinados em todo o Estado.

As principais vítimas são os policiais militares, que correspondem a 94% dos homicídios. Em nível nacional, Ceará ocupou o terceiro lugar, em 2016, e o quarto, em 2017, ficando atrás de cidades da região Sudeste e Norte do País.

Segundo a pesquisa do Fórum, quase 80% dos agentes foram assinados nos momentos de lazer, correspondendo a um número de 40 mortes. Os PMs foram as principais vítimas com 37 assassinatos, enquanto policiais civis somam em três casos.

Já os números de assassinatos de policiais durante o serviço são bem menores comparado aos casos de mortes nos momentos de folga. De acordo com os dados, 11 homicídios foram registrados. Todas as vítimas eram militares. O ano com o maior número de registro de casos foi 2016, com nove, enquanto, em 2017, foram contabilizados dois homicídios.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol), a explicação para os números deve-se a vulnerabilidade em que os oficiais se encontram nos momentos de folga, ao contrário de quando estão em serviço. “Em serviço, é uma situação totalmente distinta. O policial está acompanhado por equipe e com equipamentos de segurança. Além disso, está atento a qualquer situação de confronto”, ressalta.

Por outro lado, nos momentos de lazer, os oficiais estão desprevenidos e, ao serem abordados por criminosos, precisam reagir por conta da identificação como policial a partir da carteira funcional. “Se ele for identificado pela carteira funcional, o criminoso vai atirar”, afirma.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, de janeiro a julho de 2018, se comparado ao mesmo período de 2017, houve redução de 70,6% no número de policiais mortos. Cinco agentes de segurança foram mortos nos sete primeiros meses deste ano, enquanto de janeiro a julho de 2017, foram 17 vítimas.

“Uma das ações desenvolvidas pela SSPDS para combater os homicídios de agentes de segurança foi a criação do Conselho de Defesa do Policial no Exercício da Função, com o objetivo de prestar assistência jurídica a agentes de segurança que são partes em processos judiciais ou disciplinares por figurarem em ocorrências como as de intervenção policial”, informou a nota.

A SSPDS cita ainda a aquisição de armamentos e o treinamento dos policiais. “O treinamento dos policiais também é prioridade para o Sistema de Segurança, por meio dos cursos de formação inicial ou capacitações de formação continuada, realizados pela Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp)”, conclui a nota.