Ceará deve chegar ao milésimo homicídio ainda neste mês de março

AUMENTO DE 36%

Ceará deve chegar ao milésimo homicídio ainda neste mês de março

Nos dois primeiros meses deste ano, o Estado registrou 845 crimes violentos letais intencionais (CVLI), atingindo uma média de 14,3 mortes por dia

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

9 de Março de 2018 às 17:17

Há 7 meses

No mês de fevereiro, o Ceará registrou 363 CVLIs (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Atualizado às 17h50

O Ceará registrou, nos dois primeiros meses do ano, 845 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O levantamento foi divulgado em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (9).

O número corresponde a 14,3 mortes por dia, um aumento de 36% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 618 mortes. Caso esta média se mantenha, o Estado pode chegar à milésima morte neste domingo (11).

No mês de fevereiro, foram registrados 363 homicídios. O número é menor do que o de janeiro, quando o Ceará contabilizou 482 mortes. A capital cearense também apresentou aumento. De acordo com a pasta, Fortaleza registrou 121 CVLIs em fevereiro, contra 90 contabilizados no ano passado, um acréscimo de 34,4%.

Já a Região Metropolitana teve um acréscimo de 82,5%, passando de 57 casos em 2017 para 104. Ao mesmo tempo em que o número de homicídios cresceu no Estado, mais armas de fogo foram apreendidas durante os meses de janeiros e fevereiro. A pasta informa que somente neste período a polícia conseguiu capturar 1.231 armas, 8% a mais da quantidade apreendida em 2017 (1.140).

Violência extrema

Tanto janeiro quanto fevereiro foram marcados por casos de extrema violência. No primeiro mês do ano, aconteceu a maior chacina da história do Ceará com repercussão a nível internacional. O caso ocorreu no dia 27 de fevereiro na casa de show, “Forró do Gago”, no bairro no bairro Cajazeiras. Na época, o secretário de segurança, André Costa, caracterizou as mortes como um caso isolado. “Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim (…) é difícil evitar”, declarou o titular.

Dois dias depois da maior chacina, 10 detentos foram assassinados durante um conflito entre facções rivais na cadeia pública de Itapajé, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, o ataque foi uma resposta do Comando Vermelho (CV) contra a chacina de Cajazeiras realizado pela facção Guardiões do Estado (GDE).

Além das chacinas, outros crimes bárbaros foram registrados no Estado. O caso mais recente é o assassinato de três jovens que foram torturadas antes de serem mortas. O crime foi registrado pelos criminosos e divulgado nas redes sociais nesta segunda (5). Os corpos das mulheres estavam desaparecidas e foram encontradas na manhã desta sexta-feira (9), no bairro Vila Velha, localidades onde foram mortas.

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AUMENTO DE 36%

Ceará deve chegar ao milésimo homicídio ainda neste mês de março

Nos dois primeiros meses deste ano, o Estado registrou 845 crimes violentos letais intencionais (CVLI), atingindo uma média de 14,3 mortes por dia

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

9 de Março de 2018 às 17:17

Há 7 meses

No mês de fevereiro, o Ceará registrou 363 CVLIs (Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Atualizado às 17h50

O Ceará registrou, nos dois primeiros meses do ano, 845 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O levantamento foi divulgado em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (9).

O número corresponde a 14,3 mortes por dia, um aumento de 36% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 618 mortes. Caso esta média se mantenha, o Estado pode chegar à milésima morte neste domingo (11).

No mês de fevereiro, foram registrados 363 homicídios. O número é menor do que o de janeiro, quando o Ceará contabilizou 482 mortes. A capital cearense também apresentou aumento. De acordo com a pasta, Fortaleza registrou 121 CVLIs em fevereiro, contra 90 contabilizados no ano passado, um acréscimo de 34,4%.

Já a Região Metropolitana teve um acréscimo de 82,5%, passando de 57 casos em 2017 para 104. Ao mesmo tempo em que o número de homicídios cresceu no Estado, mais armas de fogo foram apreendidas durante os meses de janeiros e fevereiro. A pasta informa que somente neste período a polícia conseguiu capturar 1.231 armas, 8% a mais da quantidade apreendida em 2017 (1.140).

Violência extrema

Tanto janeiro quanto fevereiro foram marcados por casos de extrema violência. No primeiro mês do ano, aconteceu a maior chacina da história do Ceará com repercussão a nível internacional. O caso ocorreu no dia 27 de fevereiro na casa de show, “Forró do Gago”, no bairro no bairro Cajazeiras. Na época, o secretário de segurança, André Costa, caracterizou as mortes como um caso isolado. “Claro que não há perda de controle, foi um evento isolado. No mundo todo tem situações assim (…) é difícil evitar”, declarou o titular.

Dois dias depois da maior chacina, 10 detentos foram assassinados durante um conflito entre facções rivais na cadeia pública de Itapajé, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, o ataque foi uma resposta do Comando Vermelho (CV) contra a chacina de Cajazeiras realizado pela facção Guardiões do Estado (GDE).

Além das chacinas, outros crimes bárbaros foram registrados no Estado. O caso mais recente é o assassinato de três jovens que foram torturadas antes de serem mortas. O crime foi registrado pelos criminosos e divulgado nas redes sociais nesta segunda (5). Os corpos das mulheres estavam desaparecidas e foram encontradas na manhã desta sexta-feira (9), no bairro Vila Velha, localidades onde foram mortas.