Casa de show onde ocorreu Chacina das Cajazeiras será transformada em igreja

MUDANÇA APÓS VIOLÊNCIA

Casa de show onde ocorreu Chacina das Cajazeiras será transformada em igreja

Pelo menos 14 pessoas morreram no “Forró do Gago”. O local dará lugar a uma igreja evangélica, cujo primeiro culto deve acontecer nesta semana

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de Fevereiro de 2018 às 17:33

Há 3 semanas

A fachada amanheceu renovada na quarta-feira (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

José Clediano Girão Nobre, proprietário do “Forró do Gago”, local da maior chacina da história do Ceará, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (1º). O proprietário preferiu não conversar com a imprensa.

O delegado do 13º Distrito Policial, Hélio Marques, informou que o proprietário da casa não vai mais realizar festas e que pretende alugar o espaço para uma igreja evangélica. O primeiro culto deve acontecer ainda nesta semana.

O delegado afirmou que o comerciante era dono do espaço, promovia festas e sabia que os frequentadores eram públicos diversos. José Clediano contou que não sabia da presença de pessoas envolvidas com facções criminosas e nem de comemorações onde havia apologia ao crime.

Segundo Hélio Marques, os equipamentos de som utilizados no Forró do Gago atingiam 150 decibéis, comprometendo a saúde da população da região. O máximo permitido pela legislação é de 75 decibéis. Além disso, a polícia civil observou que o local não tinha condições para realizar eventos. “É um espaço muito reduzido. Só tinha uma saída que parece um portão de uma garagem”, afirma.

Após as declarações, José Clediano foi encaminhado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestará depoimento.

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

Acompanhe o caso:

1/2 – Você se sente seguro em Fortaleza? De 10 entrevistados, todos disseram “não”

31/1 – Casa de shows onde aconteceu chacina tem o nome retirado da fachada

31/1 – Casa de show onde ocorreu chacina pode ser fechada por crime ambiental, avisa delegado

31/1 – Mãe de vendedora de lanches morta em chacina já havia perdido outros 2 filhos

30/1 – Temer aprova criação de grupo especializado da PF para combater crime organizado no Ceará

30/1 – Manifestantes bloqueiam BR-116 de novo e prometem que protesto vai durar 18 dias

30/1 – Secretaria da Justiça identifica responsáveis pelo massacre em cadeia de Itapajé

30/1 – Facções ganharam força no Ceará nos últimos 5 anos, reconhece chefe de gabinete do Governo

30/1 – Média diária de homicídios já supera a marca de 2017, ano que registrou recorde no Ceará

30/1 – Secretário de Segurança descarta entregar o cargo: “De forma alguma!”

29/1 – Senador Tasso Jereissati afirma que “as autoridades devem assumir suas responsabilidade”, sobre violência no Ceará

29/1 – Moradores bloqueiam BR-116 com fogo em manifestação após maior chacina no Ceará

29/1 – Sete homens são presos com armas em velório de vítima da Chacina das Cajazeiras

29/1 – “Facções parecem não acreditar que exista governo”, comenta Nonato Albuquerque

29/1 – Jornal Jangadeiro mostra todos os detalhes da chacina em Fortaleza; confira na íntegra

29/1 – Mais um ministro rebate críticas de Camilo: “Quem não tem competência, que não se estabeleça”

29/1 – 50% dos 5 mil mortos em 2017 faziam parte de facções, aponta secretário de Segurança

29/1 – Grande Fortaleza teve fim de semana mais violento do ano, com pelo menos 47 assassinatos

29/1 – “Governos não pedem apoio federal por questão política”, diz ministro da Justiça após fala de Camilo

29/1 – Garota de 19 anos havia ido comprar lanche quando foi morta em chacina

29/1 – 8 dos 14 mortos em chacina tinham até 25 anos. Veja os nomes das vítimas

28/1 – Cinco suspeitos de chacina já foram identificados, anuncia Camilo Santana

28/1 – “Preto e pobre vira estatística quando morre”, lamenta sobrinha de vendedor morto em chacina

28/1 – “Violência no Ceará não é caso isolado”, afirma sociólogo após maior chacina no estado

27/1 – Mãe da vendedora de lanches morta em chacina decide doar órgãos

27/1 – Motorista de Uber levava passageiro quando foi atingido por tiros na Chacina das Cajazeiras

27/1 – Facção assume autoria de Chacina das Cajazeiras; Facção rival promete revanche

27/1 – Sobrevivente detalha momentos de terror durante maior chacina do Ceará

27/1 – Preso o 1º suspeito de chacina que deixou pelo menos 14 mortos em Fortaleza

27/1 – “Não há motivo para pânico”, declara secretário da Segurança Pública após maior chacina no Ceará

27/1 – Número de homicídios no Ceará saltou 545% nos últimos 20 anos

27/1 – Presidente do Sinpol culpa Governo por chacina: “Governo negou existência de facções por muito tempo”

27/1 – Chacina das Cajazeiras deixa pelo menos 14 mortos durante festa

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MUDANÇA APÓS VIOLÊNCIA

Casa de show onde ocorreu Chacina das Cajazeiras será transformada em igreja

Pelo menos 14 pessoas morreram no “Forró do Gago”. O local dará lugar a uma igreja evangélica, cujo primeiro culto deve acontecer nesta semana

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

1 de Fevereiro de 2018 às 17:33

Há 3 semanas

A fachada amanheceu renovada na quarta-feira (FOTO: Dorian Girão/TV Jangadeiro)

José Clediano Girão Nobre, proprietário do “Forró do Gago”, local da maior chacina da história do Ceará, prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (1º). O proprietário preferiu não conversar com a imprensa.

O delegado do 13º Distrito Policial, Hélio Marques, informou que o proprietário da casa não vai mais realizar festas e que pretende alugar o espaço para uma igreja evangélica. O primeiro culto deve acontecer ainda nesta semana.

O delegado afirmou que o comerciante era dono do espaço, promovia festas e sabia que os frequentadores eram públicos diversos. José Clediano contou que não sabia da presença de pessoas envolvidas com facções criminosas e nem de comemorações onde havia apologia ao crime.

Segundo Hélio Marques, os equipamentos de som utilizados no Forró do Gago atingiam 150 decibéis, comprometendo a saúde da população da região. O máximo permitido pela legislação é de 75 decibéis. Além disso, a polícia civil observou que o local não tinha condições para realizar eventos. “É um espaço muito reduzido. Só tinha uma saída que parece um portão de uma garagem”, afirma.

Após as declarações, José Clediano foi encaminhado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestará depoimento.

Maior chacina da história

Pelo menos 14 pessoas foram vítimas de uma chacina na madrugada deste sábado (27), no Bairro Cajazeiras. O caso aconteceu em uma pequena casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

Pessoas armadas chegaram em carros e atiraram em outras que estavam na rua, sem qualquer alvo certo. Morreram clientes do local, trabalhadores que estavam vendendo lanches e até um motorista do Uber, que passava pela região.

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