Camilo Santana solicita apoio da Força Nacional para conter crise em presídios

REBELIÕES EM SÉRIE

Camilo Santana solicita apoio da Força Nacional para conter crise em presídios

O governador anunciou a montagem de gabinete de crise, após rebeliões em série e a morte de pelo menos 14 presos

Por Rosana Romão em Segurança Pública

23 de Maio de 2016 às 14:45

Há 2 anos
Texto foi publicado nesta segunda-feira, 23. (FOTO: Reprodução)

Texto foi publicado nesta segunda-feira, 23. (FOTO: Reprodução)

Usando seu perfil no Facebook, o governador do Ceará Camilo Santana anunciou pedido de apoio à Força Nacional de Segurança para conter a crise no sistema prisional, que estourou no último sábado (21). A postagem foi publicada nesta segunda-feira (23).

O governador classifica como “acontecimentos lamentáveis” a greve dos agentes penitenciários e as mortes de detentos dentro de presídios. A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) confirmou 14 mortes desde o fim de semana, mas segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários o número seria maior.

“Montei um gabinete de crise desde a manhã do último sábado e tenho acompanhado pessoalmente todos os trabalhos desse grupo”, diz no texto.

Camilo afirma que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, garantiu “apoio imediato”. O pedido foi solicitado no último domingo (22). Por fim, o governador lamenta as ocorrências das últimas 48h nas unidades prisionais e garante que trabalha em prol da “estabilidade do sistema penal o mais rápido possível”.

Entenda o caso

Uma série de rebeliões simultâneas ocorreu em pelo menos oito presídios do Ceará, na manhã e início da tarde deste sábado (21). As rebeliões tiveram início após deflagração de greve por parte do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará, nesta sexta-feira (20). Com a greve, foram suspensas as visitas do fim de semana, prejudicando a alimentação dos presídios, o que gerou a revolta.

Em decisão liminar proferida nesta sexta-feira (20), a greve foi declarada ilegal por decisão da desembargadora Terese Neumann, apontando crime de desobediência por parte do sindicato dos agentes prisionais, fato que também será investigado pelo Ministério Público. 

Sistema Prisional

O Governo do Estado confirma que as CPPLs II, III e IV estão completamente destruídas em termos de infraestrutura prisional. A Unidade Prisional de Caucaia, conhecida popularmente como Carrapicho, foi parcialmente danificada, enquanto o Instituto Penal Feminino registrou somente um pequeno motim. Em nota, a Procuradoria Geral da Justiça informou que vai investigar os motins, as mortes, a paralisação dos agentes prisionais e os prejuízos.

Acompanhe o caso:

23 de maio  Governo do Ceará confirma 14 mortes de detentos em série de rebeliões em presídios

23 de maio – Prints de Whatsapp revelam conversa entre presos durante rebeliões no Ceará

23 de maio – Carta que seria do Comando Vermelho pede fim de matança em presídios do Ceará

22 de maio – Chega ao fim greve de agentes penitenciários após onda de rebeliões no Ceará

21 de maio – Presos compartilham vídeos de quebra-quebra em rebelião na CPPL 4

21 de maio – Ministério Público vai apurar se agentes penitenciários tiveram culpa por caos em presídios

21 de maio – Série de rebeliões simultâneas ocorre em 8 presídios do Ceará

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REBELIÕES EM SÉRIE

Camilo Santana solicita apoio da Força Nacional para conter crise em presídios

O governador anunciou a montagem de gabinete de crise, após rebeliões em série e a morte de pelo menos 14 presos

Por Rosana Romão em Segurança Pública

23 de Maio de 2016 às 14:45

Há 2 anos
Texto foi publicado nesta segunda-feira, 23. (FOTO: Reprodução)

Texto foi publicado nesta segunda-feira, 23. (FOTO: Reprodução)

Usando seu perfil no Facebook, o governador do Ceará Camilo Santana anunciou pedido de apoio à Força Nacional de Segurança para conter a crise no sistema prisional, que estourou no último sábado (21). A postagem foi publicada nesta segunda-feira (23).

O governador classifica como “acontecimentos lamentáveis” a greve dos agentes penitenciários e as mortes de detentos dentro de presídios. A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) confirmou 14 mortes desde o fim de semana, mas segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários o número seria maior.

“Montei um gabinete de crise desde a manhã do último sábado e tenho acompanhado pessoalmente todos os trabalhos desse grupo”, diz no texto.

Camilo afirma que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, garantiu “apoio imediato”. O pedido foi solicitado no último domingo (22). Por fim, o governador lamenta as ocorrências das últimas 48h nas unidades prisionais e garante que trabalha em prol da “estabilidade do sistema penal o mais rápido possível”.

Entenda o caso

Uma série de rebeliões simultâneas ocorreu em pelo menos oito presídios do Ceará, na manhã e início da tarde deste sábado (21). As rebeliões tiveram início após deflagração de greve por parte do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará, nesta sexta-feira (20). Com a greve, foram suspensas as visitas do fim de semana, prejudicando a alimentação dos presídios, o que gerou a revolta.

Em decisão liminar proferida nesta sexta-feira (20), a greve foi declarada ilegal por decisão da desembargadora Terese Neumann, apontando crime de desobediência por parte do sindicato dos agentes prisionais, fato que também será investigado pelo Ministério Público. 

Sistema Prisional

O Governo do Estado confirma que as CPPLs II, III e IV estão completamente destruídas em termos de infraestrutura prisional. A Unidade Prisional de Caucaia, conhecida popularmente como Carrapicho, foi parcialmente danificada, enquanto o Instituto Penal Feminino registrou somente um pequeno motim. Em nota, a Procuradoria Geral da Justiça informou que vai investigar os motins, as mortes, a paralisação dos agentes prisionais e os prejuízos.

Acompanhe o caso:

23 de maio  Governo do Ceará confirma 14 mortes de detentos em série de rebeliões em presídios

23 de maio – Prints de Whatsapp revelam conversa entre presos durante rebeliões no Ceará

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22 de maio – Chega ao fim greve de agentes penitenciários após onda de rebeliões no Ceará

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