Banco do Brasil terá que indenizar moradora que teve muro derrubado em assalto à agência

DANOS MORAIS

Banco do Brasil terá que indenizar moradora que teve muro derrubado em assalto à agência

O crime ocorreu em 2014, onde assaltantes usaram explosivos para acessar a agência bancária. A microempresária receberá R$ 15 mil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

21 de julho de 2018 às 07:15

Há 4 meses
Martelo de juiz em referência a Agricultora que perdeu bebê após acidente deve receber R$100 mil de município de Caridade

A vítima entrou na justiça por danos morais (FOTO: Divulgação/ TJCE)

O Banco do Brasil foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por danos morais a uma microempresária de Itapiúna, no interior do Ceará. A mulher teve a parede da casa derrubada por uso de explosivos após assalto à agência bancária, em dezembro de 2014.

A decisão foi proferida pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) na última quarta-feira (18). A relatoria foi do desembargador Heráclito Vieira Sousa Neto.

O caso ocorreu em 31 de dezembro de 2014, quando assaltantes explodiram, pela terceira vez, a agência do banco em Itapiúna. No momento da explosão, a família dormia. Esse foi o motivo que fez a microempresária entrar na Justiça pedindo reparação dos danos morais. O argumento usado foi de que a situação tem causado insegurança ao ponto de ter medo de dormir na própria casa.

O Banco do Brasil contestou alegando não ter responsabilidade e que também foi vítima da ação criminosa. E acrescentou que cabe ao Estado garantir a segurança da população. O Juízo da Comarca de Itapiúna julgou o pedido improcedente por entender que a forma como os criminosos agem impede que o banco adote medidas de segurança eficazes. A microempresária recorreu ao TJCE e afirmou viver constantemente com medo, passando por sofrimento físico e emocional.

Ao julgar o recurso, a 1ª Câmara de Direito Privado condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 15 mil. “O sofrimento da apelante resultante de diversos sentimentos negativos decorrentes do temor de residir vizinho à casa bancária é apto a autorizar reparação por dano extrapatrimonial; caracterizando pois, a conexão entre os sentimentos negativos vivenciados pela demandante e falha, falta, defeito da ação ou omissão da apelada”, considerou o desembargador.

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Banco do Brasil terá que indenizar moradora que teve muro derrubado em assalto à agência

O crime ocorreu em 2014, onde assaltantes usaram explosivos para acessar a agência bancária. A microempresária receberá R$ 15 mil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

21 de julho de 2018 às 07:15

Há 4 meses
Martelo de juiz em referência a Agricultora que perdeu bebê após acidente deve receber R$100 mil de município de Caridade

A vítima entrou na justiça por danos morais (FOTO: Divulgação/ TJCE)

O Banco do Brasil foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por danos morais a uma microempresária de Itapiúna, no interior do Ceará. A mulher teve a parede da casa derrubada por uso de explosivos após assalto à agência bancária, em dezembro de 2014.

A decisão foi proferida pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) na última quarta-feira (18). A relatoria foi do desembargador Heráclito Vieira Sousa Neto.

O caso ocorreu em 31 de dezembro de 2014, quando assaltantes explodiram, pela terceira vez, a agência do banco em Itapiúna. No momento da explosão, a família dormia. Esse foi o motivo que fez a microempresária entrar na Justiça pedindo reparação dos danos morais. O argumento usado foi de que a situação tem causado insegurança ao ponto de ter medo de dormir na própria casa.

O Banco do Brasil contestou alegando não ter responsabilidade e que também foi vítima da ação criminosa. E acrescentou que cabe ao Estado garantir a segurança da população. O Juízo da Comarca de Itapiúna julgou o pedido improcedente por entender que a forma como os criminosos agem impede que o banco adote medidas de segurança eficazes. A microempresária recorreu ao TJCE e afirmou viver constantemente com medo, passando por sofrimento físico e emocional.

Ao julgar o recurso, a 1ª Câmara de Direito Privado condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 15 mil. “O sofrimento da apelante resultante de diversos sentimentos negativos decorrentes do temor de residir vizinho à casa bancária é apto a autorizar reparação por dano extrapatrimonial; caracterizando pois, a conexão entre os sentimentos negativos vivenciados pela demandante e falha, falta, defeito da ação ou omissão da apelada”, considerou o desembargador.