"As forças de segurança têm que reagir à altura", diz Sinpol após declaração de secretário de Segurança

DECLARAÇÃO POLÊMICA

“As forças de segurança têm que reagir à altura”, diz Sinpol após declaração de secretário de Segurança

O secretário André Costa fez declaração polêmica no último sábado. As palavras do titular da SSPDS vêm causando diferentes reações

Por Ana Clara Jovino em Segurança Pública

30 de janeiro de 2017 às 20:14

Há 2 anos

O secretário disse que para bandido só teria duas chances: justiça ou cemitério(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A declaração polêmica do secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), André Costa, vem causando diferentes reações. No último sábado (28), ele disse que para bandido só teriam duas alternativas: justiça ou cemitério.

“Para o bandido a gente oferece duas coisas: se ele quiser se entregar, a gente oferece a justiça. Se ele quiser puxar uma arma, como foi feito contra nosso policial, a gente tem o cemitério para oferecer a ele. Tem a justiça e tem o cemitério, o que não pode é um bandido puxar uma arma na rua e matar um policial ou matar uma pessoa inocente”, declarou.

Para o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), a declaração é polêmica, corajosa. O presidente do Sindicato, Lucas de Oliveira, afirmou concordar com o posicionamento do secretário. “Precisa ter coragem para se dar uma declaração dessa, mas eu acho que as forças de segurança têm que reagir à altura. Concordamos com o secretário”.

O presidente falou ainda que a polícia tem que reagir de acordo com a Lei. “Policial tem que reagir também. Mas ele não está autorizando à arbitrariedade. A polícia tem que entrar com a Lei. Antes morrer 10 bandidos do que 10 policiais. A sociedade não perde nada com morte de bandidos”, finaliza.

A declaração do secretario de Segurança divide opiniões. O professor de Psicologia Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), João Paulo Barros, acredita que não se pode naturalizar a morte e nem fazer justiça com as próprias mãos. Para ele, a declaração do secretário foi infeliz.

“Acho que, especialmente vindo de um representante do estado, responsável maior pela parte de segurança pública, declarar que alguém merece o cemitério, ainda que esse alguém tenha cometido um ato ilícito, tirado a vida de alguém, que é um absurdo, ainda assim é necessário agir de acordo com a lei. Não há pena de morte no Brasil, pelo menos do ponto de vista legal. Na prática, existe pena de morte, principalmente para pessoas da periferia”, enfatiza em entrevista concedida à Tribuna BandNews FM

Já a funcionária pública Rita de Cássia concorda com a declaração e acredita que a punição para as pessoas que cometem esse tipo de crime deve ser mais séria. “Há muita facilidade na compra de arma, a falta de fiscalização, o policiamento na rua é muito pouco, a gente ver nesse pré-cernaval da Praia de Iracema a quantidade de assalto que tem, eu moro ali próximo e a gente fica presenciando essa violência. É aí que a punição seja mais séria”, relata a funcionária pública.

Em menos de 24 horas após o crime, dois suspeitos de envolvimento na morte do PM foram presos. Esse foi o primeiro agente de segurança pública a ser morto em 2017. Desde que assumiu a gestão, André Costa realizou duas operações, intitulada “Cartão de Visita”, com ações mais ostensivas em locais e horários de maior atuação de crimes.

Ouça a declaração completa do secretário de segurança do Ceará e a o que algumas pessoas acham, em entrevista a Tribuna Band News FM:

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DECLARAÇÃO POLÊMICA

“As forças de segurança têm que reagir à altura”, diz Sinpol após declaração de secretário de Segurança

O secretário André Costa fez declaração polêmica no último sábado. As palavras do titular da SSPDS vêm causando diferentes reações

Por Ana Clara Jovino em Segurança Pública

30 de janeiro de 2017 às 20:14

Há 2 anos

O secretário disse que para bandido só teria duas chances: justiça ou cemitério(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A declaração polêmica do secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), André Costa, vem causando diferentes reações. No último sábado (28), ele disse que para bandido só teriam duas alternativas: justiça ou cemitério.

“Para o bandido a gente oferece duas coisas: se ele quiser se entregar, a gente oferece a justiça. Se ele quiser puxar uma arma, como foi feito contra nosso policial, a gente tem o cemitério para oferecer a ele. Tem a justiça e tem o cemitério, o que não pode é um bandido puxar uma arma na rua e matar um policial ou matar uma pessoa inocente”, declarou.

Para o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), a declaração é polêmica, corajosa. O presidente do Sindicato, Lucas de Oliveira, afirmou concordar com o posicionamento do secretário. “Precisa ter coragem para se dar uma declaração dessa, mas eu acho que as forças de segurança têm que reagir à altura. Concordamos com o secretário”.

O presidente falou ainda que a polícia tem que reagir de acordo com a Lei. “Policial tem que reagir também. Mas ele não está autorizando à arbitrariedade. A polícia tem que entrar com a Lei. Antes morrer 10 bandidos do que 10 policiais. A sociedade não perde nada com morte de bandidos”, finaliza.

A declaração do secretario de Segurança divide opiniões. O professor de Psicologia Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), João Paulo Barros, acredita que não se pode naturalizar a morte e nem fazer justiça com as próprias mãos. Para ele, a declaração do secretário foi infeliz.

“Acho que, especialmente vindo de um representante do estado, responsável maior pela parte de segurança pública, declarar que alguém merece o cemitério, ainda que esse alguém tenha cometido um ato ilícito, tirado a vida de alguém, que é um absurdo, ainda assim é necessário agir de acordo com a lei. Não há pena de morte no Brasil, pelo menos do ponto de vista legal. Na prática, existe pena de morte, principalmente para pessoas da periferia”, enfatiza em entrevista concedida à Tribuna BandNews FM

Já a funcionária pública Rita de Cássia concorda com a declaração e acredita que a punição para as pessoas que cometem esse tipo de crime deve ser mais séria. “Há muita facilidade na compra de arma, a falta de fiscalização, o policiamento na rua é muito pouco, a gente ver nesse pré-cernaval da Praia de Iracema a quantidade de assalto que tem, eu moro ali próximo e a gente fica presenciando essa violência. É aí que a punição seja mais séria”, relata a funcionária pública.

Em menos de 24 horas após o crime, dois suspeitos de envolvimento na morte do PM foram presos. Esse foi o primeiro agente de segurança pública a ser morto em 2017. Desde que assumiu a gestão, André Costa realizou duas operações, intitulada “Cartão de Visita”, com ações mais ostensivas em locais e horários de maior atuação de crimes.

Ouça a declaração completa do secretário de segurança do Ceará e a o que algumas pessoas acham, em entrevista a Tribuna Band News FM: