Após 7 meses presos, 8 policiais acusados de envolvimento na Chacina do Curió são soltos

PRISÃO REVOGADA

Após 7 meses presos, 8 policiais acusados de envolvimento na Chacina do Curió são soltos

Os oito policiais tiveram suas prisões preventivas revogadas para responder o processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares

Por Ana Clara Jovino em Segurança Pública

18 de Abril de 2017 às 16:45

Há 7 meses

Os policiais vão responder o processo em liberdade, com a condição de cumprirem algumas medidas cautelares (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Oito dos 44 policiais presos desde o final de agosto de 2016, no 5º Batalhão da Polícia Militar, por envolvimento na Chacina do Curió, tiveram suas prisões preventivas revogadas nesta terça-feira (18) e vão responder o processo em liberdade, com a condição de cumprirem algumas medidas cautelares.

Os policiais soltos são Antônio Carlos Matos Marçal, José Wagner Silva de Souza, José Oliveira do Nascimento, Clênio Silva da Costa, Antônio Flauber de Melo Brazil, Francisco Helder de Sousa Filho, Maria Bárbara Moreira e Igor Bethoven Sousa de Oliveira.

De acordo com o advogado da Associação dos Policiais de Segurança, Régio Menezes, em liberdade, os policiais poderão voltar a trabalhar, porém não será possível exercer atividade policial externa nem sair de Fortaleza por mais de oito dias sem antes informar ao juiz. Além disso, os PMs continuam proibidos de manter contato com as vítimas que sobreviveram e com as testemunhas da chacina.

“O processo é dividido em duas fases: a primeira em que são ouvidas testemunhas e os interrogatórios são feitos, e a segunda, que é o júri. Já passou da primeira fase, então não tinha nenhum motivo para eles continuarem presos. Além de que nenhum deles têm antecedentes criminais, endereço fixo e vão permanecer soltos com algumas condições”, justifica.

O deputado estadual Capitão Wagner, que apoia os policiais presos e faz campanha para que eles sejam soltos, postou um vídeo em sua página oficial do Facebook, comemorando a soltura dos presos.

“Estou muito feliz por essa notícia, final de semana estive lá no 5º Batalhão visitando alguns que estavam, inclusive, recebendo a visita de familiares. A gente viu que alguns estavam quase sem esperança de que pudessem sair, e agora a gente acaba de receber essa notícia maravilhosa. O mérito é exclusivo do jurídico, das associações, das famílias, que se envolveram muito, se dedicaram de forma integral para nos trazer provas, para nos trazer argumentos para que esses jurídicos pudessem atuar, então estou muito feliz “, enfatizou o deputado.

Ao todo, 44 policiais foram presos no final do mês de agosto de 2016, denunciados de estarem ligados à Chacina do Curió direta ou indiretamente, por participação direta ou omissão entre outras possibilidades. Os crimes aconteceram no dia 12 de novembro de 2015, deixando 11 pessoas mortas e sete feridas, nos bairros do Curió e São Miguel, em Fortaleza.

Publicidade

Dê sua opinião

PRISÃO REVOGADA

Após 7 meses presos, 8 policiais acusados de envolvimento na Chacina do Curió são soltos

Os oito policiais tiveram suas prisões preventivas revogadas para responder o processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares

Por Ana Clara Jovino em Segurança Pública

18 de Abril de 2017 às 16:45

Há 7 meses

Os policiais vão responder o processo em liberdade, com a condição de cumprirem algumas medidas cautelares (FOTO: Reprodução/Whatsapp)

Oito dos 44 policiais presos desde o final de agosto de 2016, no 5º Batalhão da Polícia Militar, por envolvimento na Chacina do Curió, tiveram suas prisões preventivas revogadas nesta terça-feira (18) e vão responder o processo em liberdade, com a condição de cumprirem algumas medidas cautelares.

Os policiais soltos são Antônio Carlos Matos Marçal, José Wagner Silva de Souza, José Oliveira do Nascimento, Clênio Silva da Costa, Antônio Flauber de Melo Brazil, Francisco Helder de Sousa Filho, Maria Bárbara Moreira e Igor Bethoven Sousa de Oliveira.

De acordo com o advogado da Associação dos Policiais de Segurança, Régio Menezes, em liberdade, os policiais poderão voltar a trabalhar, porém não será possível exercer atividade policial externa nem sair de Fortaleza por mais de oito dias sem antes informar ao juiz. Além disso, os PMs continuam proibidos de manter contato com as vítimas que sobreviveram e com as testemunhas da chacina.

“O processo é dividido em duas fases: a primeira em que são ouvidas testemunhas e os interrogatórios são feitos, e a segunda, que é o júri. Já passou da primeira fase, então não tinha nenhum motivo para eles continuarem presos. Além de que nenhum deles têm antecedentes criminais, endereço fixo e vão permanecer soltos com algumas condições”, justifica.

O deputado estadual Capitão Wagner, que apoia os policiais presos e faz campanha para que eles sejam soltos, postou um vídeo em sua página oficial do Facebook, comemorando a soltura dos presos.

“Estou muito feliz por essa notícia, final de semana estive lá no 5º Batalhão visitando alguns que estavam, inclusive, recebendo a visita de familiares. A gente viu que alguns estavam quase sem esperança de que pudessem sair, e agora a gente acaba de receber essa notícia maravilhosa. O mérito é exclusivo do jurídico, das associações, das famílias, que se envolveram muito, se dedicaram de forma integral para nos trazer provas, para nos trazer argumentos para que esses jurídicos pudessem atuar, então estou muito feliz “, enfatizou o deputado.

Ao todo, 44 policiais foram presos no final do mês de agosto de 2016, denunciados de estarem ligados à Chacina do Curió direta ou indiretamente, por participação direta ou omissão entre outras possibilidades. Os crimes aconteceram no dia 12 de novembro de 2015, deixando 11 pessoas mortas e sete feridas, nos bairros do Curió e São Miguel, em Fortaleza.