Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

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Amigas de universitária achada morta em porta-malas cobram maior investigação

Amiga de Yrna relata que poucos conheciam o namorado dela, que colocou o corpo da jovem no porta-malas

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

4 de Maio de 2016 às 11:30

Há 2 anos
A jovem era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

A jovem era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

“Nós queremos que o caso não seja esquecido”. Esse é o desejo de uma amiga da estudante universitária Yrna de Souza Casto, de 27 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do carro do namorado, neste domingo (1º). Em entrevista ao Tribuna do Ceará, na manhã desta quarta-feira (4), a jovem afirmou que uma campanha deve ser realizada nas redes sociais nos próximos dias com a intenção de pressionar a Polícia e a Justiça para que o caso não seja esquecido.

Para a amiga, a história ainda está muito estranha. “Eu e outras meninas éramos amigas dela (Yrna) desde a época de escola. Conversando entre nós, decidimos pedir que o caso seja realmente investigado e que ele (Gregório) seja investigado. Não vamos julgar e não vamos acusá-lo. Mas essa história está muito estranha, com depoimentos contraditórios. Nós não somos da Polícia, mas queremos que esse caso seja investigado”, relatou.

Quando perguntada se as amigas de Yrna conheciam Gregório, foi incisiva. “Não. Tínhamos muito contato, principalmente pelas redes sociais, com ela. Estamos um indignadas com a situação, até por causa da dor dos familiares. Nós queremos que a justiça seja feita, independente para qual seja o lado”, explicou.

Para auxiliar na produção da campanha, as amigas de Yrna estão buscando grupos e movimentos sociais que lutam contra o feminicídio. O objetivo é que o caso da jovem permaneça na mídia e que a tragédia não seja esquecida pelas autoridades.

Encontro marcado

Com bastante contato com as amigas de infância, a jovem disse que a estilista sempre marcava encontros e que, inclusive, tentaram fazer um nesse fim de semana, período em que tudo aconteceu. Segundo as amigas que estiveram presentes no velório, Yrna possuía hematomas nos braços. “Nós vimos que o corpo dela tinha alguns hematomas realmente, e de cara nós presenciamos”, concluiu, bastante abalada.

Entenda o caso

A universitária foi encontrada morta dentro do carro do namorado, no Bairro Dionísio Torres, na madrugada deste domingo (1º). De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de sábado (30), no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o empresário Gregório Donizete, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado

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Amiga de Yrna relata que poucos conheciam o namorado dela, que colocou o corpo da jovem no porta-malas

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

4 de Maio de 2016 às 11:30

Há 2 anos
A jovem era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

A jovem era formada em Design de Moda, pela UFC. (FOTO: reprodução/ facebook)

“Nós queremos que o caso não seja esquecido”. Esse é o desejo de uma amiga da estudante universitária Yrna de Souza Casto, de 27 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do carro do namorado, neste domingo (1º). Em entrevista ao Tribuna do Ceará, na manhã desta quarta-feira (4), a jovem afirmou que uma campanha deve ser realizada nas redes sociais nos próximos dias com a intenção de pressionar a Polícia e a Justiça para que o caso não seja esquecido.

Para a amiga, a história ainda está muito estranha. “Eu e outras meninas éramos amigas dela (Yrna) desde a época de escola. Conversando entre nós, decidimos pedir que o caso seja realmente investigado e que ele (Gregório) seja investigado. Não vamos julgar e não vamos acusá-lo. Mas essa história está muito estranha, com depoimentos contraditórios. Nós não somos da Polícia, mas queremos que esse caso seja investigado”, relatou.

Quando perguntada se as amigas de Yrna conheciam Gregório, foi incisiva. “Não. Tínhamos muito contato, principalmente pelas redes sociais, com ela. Estamos um indignadas com a situação, até por causa da dor dos familiares. Nós queremos que a justiça seja feita, independente para qual seja o lado”, explicou.

Para auxiliar na produção da campanha, as amigas de Yrna estão buscando grupos e movimentos sociais que lutam contra o feminicídio. O objetivo é que o caso da jovem permaneça na mídia e que a tragédia não seja esquecida pelas autoridades.

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Com bastante contato com as amigas de infância, a jovem disse que a estilista sempre marcava encontros e que, inclusive, tentaram fazer um nesse fim de semana, período em que tudo aconteceu. Segundo as amigas que estiveram presentes no velório, Yrna possuía hematomas nos braços. “Nós vimos que o corpo dela tinha alguns hematomas realmente, e de cara nós presenciamos”, concluiu, bastante abalada.

Entenda o caso

A universitária foi encontrada morta dentro do carro do namorado, no Bairro Dionísio Torres, na madrugada deste domingo (1º). De acordo com a Polícia Civil, a jovem morreu na madrugada de sábado (30), no apartamento do namorado, com quem tinha um relacionamento desde 2015.

O homem foi indiciado por ocultação de cadáver por permanecer com o corpo de Yrna Castro por mais de 12 horas dentro do seu carro e não ter informado à polícia e aos familiares sobre a morte. Segundo a delegada Socorro Portela, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o empresário Gregório Donizete, namorado da vítima, informou em depoimento que os dois usaram morfina misturada a um comprimido e injetaram as substâncias na veia.

O efeito da morfina dura de 4 a 6 horas. Pode provocar alívio de alguma dor e da ansiedade, diminuindo o sentimento de desconfiança e proporcionando um misto de sensações, como bem-estar, tranquilidade, sonolência e até depressão.

Acompanhe o caso:

4 de maio – “Ela nunca falou sobre drogas”, diz amiga íntima de universitária achada morta em porta-malas

3 de maio – Namorado diz à Polícia que tentou se matar após ver universitária morta no carro

3 de maio – Familiares apontam hematomas no corpo de universitária encontrada morta em porta-malas

3 de maio – Universitária encontrada em porta-malas do carro do namorado teria injetado morfina

2 de maio – Universitária é encontrada morta no porta-malas do carro do namorado