Acusados da morte de Dandara podem pegar até 30 anos de prisão
CASO BÁRBARO

Acusados da morte de Dandara podem pegar até 30 anos de prisão

Os presos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

5 de setembro de 2017 às 16:33

Há 2 semanas
Dandara foi assassinada de forma cruel (FOTO: Reprodução)

Dandara foi assassinada de forma cruel (FOTO: Reprodução)

Os cinco acusados presos pela morte da travesti Dandara foram ouvidos na 1ª Vara do Júri, nesta terça-feira (5).

Francisco José Monteiro de Oliveira, Isaías da Silva Camurça, Jean Vitor da Silva Oliveira, Júlio Cesar Braga da Costa e Rafael Alves da Silva Paiva seriam os responsáveis pela agressão e morte da travesti.

O advogado de um dos suspeitos defende que cada um seja julgado conforme sua participação. Os presos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima. Eles podem ser condenados de 12 a 30 anos de prisão.

Dos 12 acusados de participação da morte, três estão foragidos – entre eles Francisco Wellington Teles, o que levou Dandara para o local do espancamento.

Esse ano, o Centro de Referência Janaína Dutra já registrou 98 casos de violação dos direitos LGBT, com a confirmação de 16 assassinatos. Para o coordenador Téo Cândido, a punição dos responsáveis pela morte da travesti servirá de exemplo.

O caso

Dandara dos Santos foi linchada e morta no dia 15 de fevereiro no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Um vídeo, gravado por um dos agressores, ganhou repercussão internacional e mostra o momento do espancamento.

Segundo coordenador da Diversidade Sexual da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos de Fortaleza, Paulo Diógenes, relatos da comunidade afirmam que Dandara teria ficado cerca de 20 minutos à espera de socorro, mas nada foi feito. “Uma fatalidade que autoridades precisam dar os devidos esclarecimentos!”, reforçou Diógenes, famoso pela personagem de humor Raimundinha, uma travesti.

Na época, a Defensoria Pública do Ceará também se manifestou sobre a morte da travesti. “A Defensoria Pública do Estado do Ceará repudia as ações de transfobia que ocorrem em Fortaleza, incluindo a divulgação das imagens destes crimes pelas redes sociais, e informa que realizará, por seu Núcleo de Direitos Humanos, audiência pública sobre a  questão para propor ações preventivas e apuração rigorosa de qualquer atitude discriminatória e criminosa”.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), foi outro que se pronunciou a respeito da morte da travesti Dandara do Santos, 42 anos. O caso ganhou repercussão 15 dias depois, após as imagens do crime serem compartilhadas em redes sociais.

Em nota no Facebook, Camilo julgou o caso “repugnante e inaceitável” e determinou ao secretário de Segurança que trabalhe com “total empenho no sentido de identificar e punir cada um dos criminosos”.

Relembre o caso através da cobertura de Tribuna do Ceará:

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CASO BÁRBARO

Acusados da morte de Dandara podem pegar até 30 anos de prisão

Os presos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

5 de setembro de 2017 às 16:33

Há 2 semanas
Dandara foi assassinada de forma cruel (FOTO: Reprodução)

Dandara foi assassinada de forma cruel (FOTO: Reprodução)

Os cinco acusados presos pela morte da travesti Dandara foram ouvidos na 1ª Vara do Júri, nesta terça-feira (5).

Francisco José Monteiro de Oliveira, Isaías da Silva Camurça, Jean Vitor da Silva Oliveira, Júlio Cesar Braga da Costa e Rafael Alves da Silva Paiva seriam os responsáveis pela agressão e morte da travesti.

O advogado de um dos suspeitos defende que cada um seja julgado conforme sua participação. Os presos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima. Eles podem ser condenados de 12 a 30 anos de prisão.

Dos 12 acusados de participação da morte, três estão foragidos – entre eles Francisco Wellington Teles, o que levou Dandara para o local do espancamento.

Esse ano, o Centro de Referência Janaína Dutra já registrou 98 casos de violação dos direitos LGBT, com a confirmação de 16 assassinatos. Para o coordenador Téo Cândido, a punição dos responsáveis pela morte da travesti servirá de exemplo.

O caso

Dandara dos Santos foi linchada e morta no dia 15 de fevereiro no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza. Um vídeo, gravado por um dos agressores, ganhou repercussão internacional e mostra o momento do espancamento.

Segundo coordenador da Diversidade Sexual da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos de Fortaleza, Paulo Diógenes, relatos da comunidade afirmam que Dandara teria ficado cerca de 20 minutos à espera de socorro, mas nada foi feito. “Uma fatalidade que autoridades precisam dar os devidos esclarecimentos!”, reforçou Diógenes, famoso pela personagem de humor Raimundinha, uma travesti.

Na época, a Defensoria Pública do Ceará também se manifestou sobre a morte da travesti. “A Defensoria Pública do Estado do Ceará repudia as ações de transfobia que ocorrem em Fortaleza, incluindo a divulgação das imagens destes crimes pelas redes sociais, e informa que realizará, por seu Núcleo de Direitos Humanos, audiência pública sobre a  questão para propor ações preventivas e apuração rigorosa de qualquer atitude discriminatória e criminosa”.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), foi outro que se pronunciou a respeito da morte da travesti Dandara do Santos, 42 anos. O caso ganhou repercussão 15 dias depois, após as imagens do crime serem compartilhadas em redes sociais.

Em nota no Facebook, Camilo julgou o caso “repugnante e inaceitável” e determinou ao secretário de Segurança que trabalhe com “total empenho no sentido de identificar e punir cada um dos criminosos”.

Relembre o caso através da cobertura de Tribuna do Ceará: