Taxa de recusa de transplantes de órgãos é de 41% entre as famílias cearenses
FALTA DE INFORMAÇÃO

Taxa de recusa de transplantes de órgãos é de 41% entre as famílias cearenses

A recusa é o principal entrave para o aumento do número de doações de órgãos no País. No Ceará, há 726 pessoas na fila de espera por uma doação de órgão

Por Tribuna do Ceará em Saúde

3 de setembro de 2017 às 06:45

Há 3 semanas

A taxa de recusa de doações no Ceará está abaixo da média nacional (FOTO: Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil)

De acordo com a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 41% das famílias cearenses recusaram o pedido de doação de órgãos de seus parentes entre os meses de janeiro e junho de 2017.

O cirurgião cardiovascular, José Lima Oliveira Júnior, aponta a falta de informação como principal causa para a recusa. “Por falta de informação, infelizmente, muitas famílias dizem não à doação de órgãos de seus parentes”. explicou o especialista.

O ”não” dito pelos familiares dificulta o aumento no número de doações de órgãos no Estado.

Entretanto, a taxa de doadores efetivos de órgãos do Ceará superou a média do Brasil nesse primeiro semestre, segundo a ABTO. A média no País corresponde a 14,6 doadores por um milhão de habitantes. Já a do Estado é de 20,7 doares por milhão.

Além disso, o estudo mostra que há 543 pessoas à espera por um rim, 143 por um fígado, 16 por coração, 13 pulmão, 9 pâncreas/rim e 2 córnea. Um total de 726 pessoas na fila de espera por uma doação.

Nesse mesmo período, a taxa de transplantes de três órgãos apresentou crescimento: rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%), enquanto número de doações para os órgãos coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6%).

Diante dos números, o cirurgião José Lima acredita que as campanhas de doações de órgãos são essenciais para conscientizar as famílias da importância das doações, como é o caso da campanha Setembro Verde. “Precisamos rever essa situação e aumentar o número de transplantes por meio de campanhas que mostram a importância da doação de órgãos para salvar vida”, destaca.

Publicidade

Dê sua opinião

FALTA DE INFORMAÇÃO

Taxa de recusa de transplantes de órgãos é de 41% entre as famílias cearenses

A recusa é o principal entrave para o aumento do número de doações de órgãos no País. No Ceará, há 726 pessoas na fila de espera por uma doação de órgão

Por Tribuna do Ceará em Saúde

3 de setembro de 2017 às 06:45

Há 3 semanas

A taxa de recusa de doações no Ceará está abaixo da média nacional (FOTO: Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil)

De acordo com a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 41% das famílias cearenses recusaram o pedido de doação de órgãos de seus parentes entre os meses de janeiro e junho de 2017.

O cirurgião cardiovascular, José Lima Oliveira Júnior, aponta a falta de informação como principal causa para a recusa. “Por falta de informação, infelizmente, muitas famílias dizem não à doação de órgãos de seus parentes”. explicou o especialista.

O ”não” dito pelos familiares dificulta o aumento no número de doações de órgãos no Estado.

Entretanto, a taxa de doadores efetivos de órgãos do Ceará superou a média do Brasil nesse primeiro semestre, segundo a ABTO. A média no País corresponde a 14,6 doadores por um milhão de habitantes. Já a do Estado é de 20,7 doares por milhão.

Além disso, o estudo mostra que há 543 pessoas à espera por um rim, 143 por um fígado, 16 por coração, 13 pulmão, 9 pâncreas/rim e 2 córnea. Um total de 726 pessoas na fila de espera por uma doação.

Nesse mesmo período, a taxa de transplantes de três órgãos apresentou crescimento: rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%), enquanto número de doações para os órgãos coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6%).

Diante dos números, o cirurgião José Lima acredita que as campanhas de doações de órgãos são essenciais para conscientizar as famílias da importância das doações, como é o caso da campanha Setembro Verde. “Precisamos rever essa situação e aumentar o número de transplantes por meio de campanhas que mostram a importância da doação de órgãos para salvar vida”, destaca.