Secretária da Saúde confirma que Fortaleza já vive uma epidemia de chikungunya
PREOCUPAÇÃO

Secretária da Saúde confirma que Fortaleza já vive uma epidemia de chikungunya

Joana Maciel ressaltou os altos índices em pouco mais de um ano desde que a chikungunya foi notificada

Por Jéssica Welma em Saúde

12 de maio de 2017 às 11:31

Há 2 semanas
Aedes aegypti transmite chikungunya, dengue e zika em Fortaleza. (Foto: Ag. Pará)

Aedes aegypti transmite chikungunya, dengue e zika em Fortaleza. (Foto: Ag. Pará)

A secretária da Saúde da Prefeitura de Fortaleza, Joana Maciel, confirmou que a Capital passa por uma epidemia de chikungunya, durante entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, nesta sexta-feira (12). Os dados oficiais até a manhã contabilizam mais de 11 mil casos notificados da doença, dos quais 5 mil estão confirmados.

Em relação a situação crítica da febre chikungunya, a secretária fez um comparativo com a dengue, que é estudada há décadas e tem a evolução acompanhada ano a ano. “A chikungunya entrou na cidade pela primeira vez em 2016, com 17 mil casos”, ressaltou.

“Temos alguns aspectos da febre chikungunya diferentes da dengue. Dengue é uma doença aguda, ela se resolve naquele momento. Com a chikungunya, na fase aguda, temos que ter a preocupação com o risco de morte, principalmente na faixa etária acima dos 60 anos e abaixo de 1 ano. Os extremos de faixa etária nos preocupam”, afirmou Joana Maciel.

Questionada se já é possível classificar o cenário como epidêmico, Joana afirmou que sim. Segundo ela, ainda que seja necessário um acompanhamento de série histórica de uma doença para identificar uma epidemia, a alta taxa de infecção do vírus mostra que o quadro deve ser tratado como um surto epidêmico.

A secretária afirmou que a Prefeitura de Fortaleza tem 109 postos de saúde, os quais a população deve procurar em casos menos graves das doenças. Entre eles, 19 estão habilitados a atendimento mais rápido.

“Se ela teve dor e febre baixa, ela vai para o posto. Se ela estiver se sentido muito mal, ela deve ir para UPA. Na UPA, a depender do caso clínico, será encaminhada para um hospital”, orientou.

A situação mais preocupante, de acordo com a secretária, além de crianças e idosos, é das pessoas com comorbidades (doenças relacionadas) e problemas como doenças do coração, do fígado, dos rins, dentre outras.

> Confira especial do Tribuna do Ceará sobre os estudos nas universidades cearenses contra dengue, zika e chikungunya

“Tem outro aspecto em que (a chikungunya) difere da dengue que é a cronificação. Em muitos casos o paciente fica com os sintomas por mais de três meses e por um período de tempo muito elevado, uma dor que incomoda, incapacita nas extremidades, principalmente dores de mão. Estamos levando isso em consideração no nosso manejo clínico”, ressaltou.

A Prefeitura também tem reforçado a importância de conscientizar a população para a limpeza dos criadouros em cada residência. “O ciclo do mosquito se renova a cada sete dias, a gente precisa ter muito cuidado com o nosso domicílio. O fumacê atinge o mosquito adulto fora das casas”, frisou.

Acompanhe a entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM:

AO VIVO: A secretária de saúde de Fortaleza, Joana Maciel, conversa com Nonato Albuquerque e Ariane Cajazeiras sobre as ações da prefeitura em relação à Chikungunya. Acompanhe a entrevista no Tribuna Bandnews FM – Primeira Edição.

Posted by Tribuna do Ceará on Friday, May 12, 2017

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Secretária da Saúde confirma que Fortaleza já vive uma epidemia de chikungunya

Joana Maciel ressaltou os altos índices em pouco mais de um ano desde que a chikungunya foi notificada

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12 de maio de 2017 às 11:31

Há 2 semanas
Aedes aegypti transmite chikungunya, dengue e zika em Fortaleza. (Foto: Ag. Pará)

Aedes aegypti transmite chikungunya, dengue e zika em Fortaleza. (Foto: Ag. Pará)

A secretária da Saúde da Prefeitura de Fortaleza, Joana Maciel, confirmou que a Capital passa por uma epidemia de chikungunya, durante entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM, nesta sexta-feira (12). Os dados oficiais até a manhã contabilizam mais de 11 mil casos notificados da doença, dos quais 5 mil estão confirmados.

Em relação a situação crítica da febre chikungunya, a secretária fez um comparativo com a dengue, que é estudada há décadas e tem a evolução acompanhada ano a ano. “A chikungunya entrou na cidade pela primeira vez em 2016, com 17 mil casos”, ressaltou.

“Temos alguns aspectos da febre chikungunya diferentes da dengue. Dengue é uma doença aguda, ela se resolve naquele momento. Com a chikungunya, na fase aguda, temos que ter a preocupação com o risco de morte, principalmente na faixa etária acima dos 60 anos e abaixo de 1 ano. Os extremos de faixa etária nos preocupam”, afirmou Joana Maciel.

Questionada se já é possível classificar o cenário como epidêmico, Joana afirmou que sim. Segundo ela, ainda que seja necessário um acompanhamento de série histórica de uma doença para identificar uma epidemia, a alta taxa de infecção do vírus mostra que o quadro deve ser tratado como um surto epidêmico.

A secretária afirmou que a Prefeitura de Fortaleza tem 109 postos de saúde, os quais a população deve procurar em casos menos graves das doenças. Entre eles, 19 estão habilitados a atendimento mais rápido.

“Se ela teve dor e febre baixa, ela vai para o posto. Se ela estiver se sentido muito mal, ela deve ir para UPA. Na UPA, a depender do caso clínico, será encaminhada para um hospital”, orientou.

A situação mais preocupante, de acordo com a secretária, além de crianças e idosos, é das pessoas com comorbidades (doenças relacionadas) e problemas como doenças do coração, do fígado, dos rins, dentre outras.

> Confira especial do Tribuna do Ceará sobre os estudos nas universidades cearenses contra dengue, zika e chikungunya

“Tem outro aspecto em que (a chikungunya) difere da dengue que é a cronificação. Em muitos casos o paciente fica com os sintomas por mais de três meses e por um período de tempo muito elevado, uma dor que incomoda, incapacita nas extremidades, principalmente dores de mão. Estamos levando isso em consideração no nosso manejo clínico”, ressaltou.

A Prefeitura também tem reforçado a importância de conscientizar a população para a limpeza dos criadouros em cada residência. “O ciclo do mosquito se renova a cada sete dias, a gente precisa ter muito cuidado com o nosso domicílio. O fumacê atinge o mosquito adulto fora das casas”, frisou.

Acompanhe a entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM:

AO VIVO: A secretária de saúde de Fortaleza, Joana Maciel, conversa com Nonato Albuquerque e Ariane Cajazeiras sobre as ações da prefeitura em relação à Chikungunya. Acompanhe a entrevista no Tribuna Bandnews FM – Primeira Edição.

Posted by Tribuna do Ceará on Friday, May 12, 2017