Migração de profissionais do PSF para Mais Médicos preocupa especialistas

PREVISÃO

Profissionais do Programa Saúde da Família migram para Mais Médicos e preocupam Conselho

De acordo com o presidente do Conselho, a remuneração maior é um dos fatores da migração de profissionais para o Mais Médicos

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

28 de novembro de 2018 às 07:00

Há 4 meses
443 médicos estão inscritos para atender 114 cidades cearenses na reestruturação do programa Mais Médicos (FOTO: Isidro Rosales)

443 médicos estão inscritos para atender 114 cidades cearenses na reestruturação do Programa Mais Médicos (FOTO: Isidro Rosales)

O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) manifestou preocupação após o Ministério da Saúde divulgar que 443 médicos estão inscritos para atender 14 cidades cearenses na reestruturação do programa Mais Médicos.

Como antes as vagas eram ocupadas apenas por profissionais cubanos, o presidente da entidade Josete Tavares acredita estar se confirmando a previsão de que ocorrerá uma migração de profissionais do Programa Saúde da Família para o Mais Médicos.

Segundo ele, especialmente os municípios mais pobres devem sofrer com a carência dos profissionais. “O que está acontecendo de forma muito ruim é que médicos que já estão nas equipes de Saúde da Família contratados com vínculos aos municípios estão migrando para as vagas ofertadas por programa Mais Médicos e deixando os municípios que não têm equipe incompletos”.

Dos 443 médicos que devem atuar no Ceará pelo programa federal, apenas 11 profissionais já estão confirmados para as seguintes sete cidades: Acaraú, Irauçuba, Marco, Pacajus, Parambu, Quixeramobim e Tianguá. Cada profissional tem que se apresentar ao município em que vai trabalhar até o dia 14 de dezembro, para entregar a documentação exigida no edital.

De acordo com Josete Tavares, os profissionais são atraídos especialmente pela remuneração superior. “Normalmente a remuneração é melhor do que os pagos pelo município, tem um dia de dedicação aos estudos”. Ele comenta que, se o médico já estivesse compondo uma equipe, ele não poderia ingressar no programa Mais Médicos. “Se ele tivesse em um município de classificação mais vulnerável, não poderia migrar para um município menos vulnerável”.

Confira entrevistas concedidas ao repórter Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM:

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Profissionais do Programa Saúde da Família migram para Mais Médicos e preocupam Conselho

De acordo com o presidente do Conselho, a remuneração maior é um dos fatores da migração de profissionais para o Mais Médicos

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

28 de novembro de 2018 às 07:00

Há 4 meses
443 médicos estão inscritos para atender 114 cidades cearenses na reestruturação do programa Mais Médicos (FOTO: Isidro Rosales)

443 médicos estão inscritos para atender 114 cidades cearenses na reestruturação do Programa Mais Médicos (FOTO: Isidro Rosales)

O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) manifestou preocupação após o Ministério da Saúde divulgar que 443 médicos estão inscritos para atender 14 cidades cearenses na reestruturação do programa Mais Médicos.

Como antes as vagas eram ocupadas apenas por profissionais cubanos, o presidente da entidade Josete Tavares acredita estar se confirmando a previsão de que ocorrerá uma migração de profissionais do Programa Saúde da Família para o Mais Médicos.

Segundo ele, especialmente os municípios mais pobres devem sofrer com a carência dos profissionais. “O que está acontecendo de forma muito ruim é que médicos que já estão nas equipes de Saúde da Família contratados com vínculos aos municípios estão migrando para as vagas ofertadas por programa Mais Médicos e deixando os municípios que não têm equipe incompletos”.

Dos 443 médicos que devem atuar no Ceará pelo programa federal, apenas 11 profissionais já estão confirmados para as seguintes sete cidades: Acaraú, Irauçuba, Marco, Pacajus, Parambu, Quixeramobim e Tianguá. Cada profissional tem que se apresentar ao município em que vai trabalhar até o dia 14 de dezembro, para entregar a documentação exigida no edital.

De acordo com Josete Tavares, os profissionais são atraídos especialmente pela remuneração superior. “Normalmente a remuneração é melhor do que os pagos pelo município, tem um dia de dedicação aos estudos”. Ele comenta que, se o médico já estivesse compondo uma equipe, ele não poderia ingressar no programa Mais Médicos. “Se ele tivesse em um município de classificação mais vulnerável, não poderia migrar para um município menos vulnerável”.

Confira entrevistas concedidas ao repórter Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM: