Professora da UECE descobre proteína que pode ajudar a combater o câncer
AVANÇOS

Professora da Uece descobre proteína que pode ajudar a combater o câncer

Após conclusão dos estudos em relação ao câncer, a próxima etapa deve abordar influência da proteína contra o zika

Por Tribuna do Ceará em Saúde

21 de março de 2017 às 07:00

Há 7 meses
Estudos em relação ao câncer já estão concluídos. (Foto: Wilson Dias]Agência Brasil)

Estudos em relação ao câncer já estão concluídos. (Foto: Wilson Dias]Agência Brasil)

A pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Katiane Queiroz desenvolveu um estudo sobre a proteína lactoferrina humana (LF), já conhecida como agente antitumoral, que pode ajudar no combate ao câncer. A pesquisa foi divulgada pela universidade na sexta-feira (17).

Após conclusão dos estudos em relação ao câncer, próxima etapa deve abordar influência contra o zika vírus.

A lactoferrina humana é uma proteína natural encontrada no leite materno e “em inúmeras secreções exócrinas como saliva, lágrima, sêmen, fluidos vaginais e gastrointestinais, mucosa nasal e bronquial”, como explica Katiane.

Essa substância ajuda a combater infecções e fortalece o sistema de defesa do corpo humano. É a principal fonte de ferro presente no leite e desempenha um papel importante no sistema imunológico das crianças.

Em seu estudo, a professora utilizou um método inovador para a produção da lactoferrina. Nele, um vírus com alto poder de proliferação, conhecido como adenovírus, foi modificado e passou a conter os genes da proteína. As células virais contendo o DNA da lactoferrina humana foram injetadas nas glândulas mamárias de cabras que passaram a produzir leite com essa substância.

Segundo a pesquisadora, a técnica permite “a produção rápida e barata de um biofármaco que já foi empregado eficazmente no combate de células provenientes do câncer colorretal, da próstata e do glioblastoma (tumor cerebral)”.

A área de aplicação da lactoferrina é extensa, segundo Katiane. Ela afirma que a proteína serve como agente antibacteriano, antiviral, anti-inflamatório, imunoregulatório, antifúngico e antitumoral.

Entre a variedade de remédios que podem ser fabricados a partir da proteína estão vacinas, imunoreagentes, agentes quimiopreventivos e quimioterápicos. A proteína também pode ser utilizada em tratamentos nutricionais através do leite e derivados lácteos como queijos, iogurtes e manteigas.

Os estudos sobre a aplicação da lactoferrina no tratamento do câncer foram concluídos, mas as pesquisas sobre a utilização da proteína para tratar outras doenças seguirá. “Nossa pesquisa ainda abordará o papel da lactoferrina contra o zika vírus. Também estamos em busca de auxílio financeiro para estudarmos essa proteína como agente modulador na doença de Alzheimer e antienvelhecimento”, afirma Katiane. A pesquisa contou com o financiamento da Funcap através do edital Inovafit.

Com informações da Funcap.

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Professora da Uece descobre proteína que pode ajudar a combater o câncer

Após conclusão dos estudos em relação ao câncer, a próxima etapa deve abordar influência da proteína contra o zika

Por Tribuna do Ceará em Saúde

21 de março de 2017 às 07:00

Há 7 meses
Estudos em relação ao câncer já estão concluídos. (Foto: Wilson Dias]Agência Brasil)

Estudos em relação ao câncer já estão concluídos. (Foto: Wilson Dias]Agência Brasil)

A pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Katiane Queiroz desenvolveu um estudo sobre a proteína lactoferrina humana (LF), já conhecida como agente antitumoral, que pode ajudar no combate ao câncer. A pesquisa foi divulgada pela universidade na sexta-feira (17).

Após conclusão dos estudos em relação ao câncer, próxima etapa deve abordar influência contra o zika vírus.

A lactoferrina humana é uma proteína natural encontrada no leite materno e “em inúmeras secreções exócrinas como saliva, lágrima, sêmen, fluidos vaginais e gastrointestinais, mucosa nasal e bronquial”, como explica Katiane.

Essa substância ajuda a combater infecções e fortalece o sistema de defesa do corpo humano. É a principal fonte de ferro presente no leite e desempenha um papel importante no sistema imunológico das crianças.

Em seu estudo, a professora utilizou um método inovador para a produção da lactoferrina. Nele, um vírus com alto poder de proliferação, conhecido como adenovírus, foi modificado e passou a conter os genes da proteína. As células virais contendo o DNA da lactoferrina humana foram injetadas nas glândulas mamárias de cabras que passaram a produzir leite com essa substância.

Segundo a pesquisadora, a técnica permite “a produção rápida e barata de um biofármaco que já foi empregado eficazmente no combate de células provenientes do câncer colorretal, da próstata e do glioblastoma (tumor cerebral)”.

A área de aplicação da lactoferrina é extensa, segundo Katiane. Ela afirma que a proteína serve como agente antibacteriano, antiviral, anti-inflamatório, imunoregulatório, antifúngico e antitumoral.

Entre a variedade de remédios que podem ser fabricados a partir da proteína estão vacinas, imunoreagentes, agentes quimiopreventivos e quimioterápicos. A proteína também pode ser utilizada em tratamentos nutricionais através do leite e derivados lácteos como queijos, iogurtes e manteigas.

Os estudos sobre a aplicação da lactoferrina no tratamento do câncer foram concluídos, mas as pesquisas sobre a utilização da proteína para tratar outras doenças seguirá. “Nossa pesquisa ainda abordará o papel da lactoferrina contra o zika vírus. Também estamos em busca de auxílio financeiro para estudarmos essa proteína como agente modulador na doença de Alzheimer e antienvelhecimento”, afirma Katiane. A pesquisa contou com o financiamento da Funcap através do edital Inovafit.

Com informações da Funcap.