Pesquisadores estudam plantas da caatinga para tratamento da asma
BENEFÍCIOS

Pesquisadores estudam plantas da caatinga para tratamento da asma

O chambá e o cumaru já são utilizados popularmente, na forma de chá ou lambedor, no tratamento de asma, tosse, febre, dor e bronquite

Por Tribuna do Ceará em Saúde

17 de julho de 2017 às 07:00

Há 2 meses
caatinga

Plantas da caatinga são estudadas (FOTO: Divulgação)

Um dos biomas encontrados no Brasil, a caatinga está presente no Ceará e apresenta uma grande variedade de ambientes e espécies que não são encontrados em nenhum outro lugar. E entre os diversos tipos de plantas deste ecossistema, muitos são utilizados pela população para fins medicinais.

O imenso potencial da flora brasileira para uso em tratamentos contra vários tipos de doenças tem despertado cada vez mais o interesse da população. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015, a procura por alternativas à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos (obtidos a partir deste tipo de planta) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teve um crescimento de 161%. O fenômeno também é registrado na universidade, onde um número crescente de pesquisadores estuda estes recursos.

Um exemplo de pesquisa nascida a partir deste interesse é o trabalho coordenado pela professora Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Ceará (UFC), que busca desenvolver matérias-primas e medicamentos à base das plantas medicinais Amburana cearenses (cumaru) e Justicia pectoralis (chambá). O estudo visa a aplicação no tratamento da asma leve a moderada.

O chambá e o cumaru já são utilizados popularmente, na forma de chá ou lambedor, no tratamento de asma, tosse, febre, dor e bronquite. O projeto de pesquisa coordenado pela professora tem o objetivo de inovar e agregar mais tecnologia na produção de medicamentos que tenham como base essas duas plantas. Os estudos buscam o desenvolvimento de insumos farmacêuticos e fitoterápicos padronizados, produzidos com controle de qualidade, avaliação de segurança e eficácia pré-clínica.

A asma é uma doença crônica que atinge cerca de 10 milhões pessoas em todo o Brasil e é uma das principais causas de internamentos no SUS, segundo o Ministério da Saúde. Kalyne ressalta que a meta do estudo é oferecer para a população mais uma opção de medicamento para auxiliar o tratamento da asma leve a moderada “apresentando vantagens em relação à farmacoterapia atual da doença, especialmente as relacionadas à incidência de efeitos colaterais”.

A professora afirma que a partir de um extrato vegetal padronizado com propriedades farmacológicas e segurança comprovada (pré-clínica e clínica), podem ser formulados medicamentos como cápsulas, comprimidos, xaropes e cremes. Ela destaca que um dos benefícios do trabalho é que a produção de remédios a partir de matéria-prima da flora local irá gerar oportunidades e contribuir para a economia do Ceará.

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Pesquisadores estudam plantas da caatinga para tratamento da asma

O chambá e o cumaru já são utilizados popularmente, na forma de chá ou lambedor, no tratamento de asma, tosse, febre, dor e bronquite

Por Tribuna do Ceará em Saúde

17 de julho de 2017 às 07:00

Há 2 meses
caatinga

Plantas da caatinga são estudadas (FOTO: Divulgação)

Um dos biomas encontrados no Brasil, a caatinga está presente no Ceará e apresenta uma grande variedade de ambientes e espécies que não são encontrados em nenhum outro lugar. E entre os diversos tipos de plantas deste ecossistema, muitos são utilizados pela população para fins medicinais.

O imenso potencial da flora brasileira para uso em tratamentos contra vários tipos de doenças tem despertado cada vez mais o interesse da população. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015, a procura por alternativas à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos (obtidos a partir deste tipo de planta) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teve um crescimento de 161%. O fenômeno também é registrado na universidade, onde um número crescente de pesquisadores estuda estes recursos.

Um exemplo de pesquisa nascida a partir deste interesse é o trabalho coordenado pela professora Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Ceará (UFC), que busca desenvolver matérias-primas e medicamentos à base das plantas medicinais Amburana cearenses (cumaru) e Justicia pectoralis (chambá). O estudo visa a aplicação no tratamento da asma leve a moderada.

O chambá e o cumaru já são utilizados popularmente, na forma de chá ou lambedor, no tratamento de asma, tosse, febre, dor e bronquite. O projeto de pesquisa coordenado pela professora tem o objetivo de inovar e agregar mais tecnologia na produção de medicamentos que tenham como base essas duas plantas. Os estudos buscam o desenvolvimento de insumos farmacêuticos e fitoterápicos padronizados, produzidos com controle de qualidade, avaliação de segurança e eficácia pré-clínica.

A asma é uma doença crônica que atinge cerca de 10 milhões pessoas em todo o Brasil e é uma das principais causas de internamentos no SUS, segundo o Ministério da Saúde. Kalyne ressalta que a meta do estudo é oferecer para a população mais uma opção de medicamento para auxiliar o tratamento da asma leve a moderada “apresentando vantagens em relação à farmacoterapia atual da doença, especialmente as relacionadas à incidência de efeitos colaterais”.

A professora afirma que a partir de um extrato vegetal padronizado com propriedades farmacológicas e segurança comprovada (pré-clínica e clínica), podem ser formulados medicamentos como cápsulas, comprimidos, xaropes e cremes. Ela destaca que um dos benefícios do trabalho é que a produção de remédios a partir de matéria-prima da flora local irá gerar oportunidades e contribuir para a economia do Ceará.