Pele de tilápia é usada na reconstrução vaginal em pacientes com síndrome rara

AVANÇO NA MEDICINA

Pele de tilápia é usada na reconstrução vaginal em pacientes com síndrome rara

Pesquisa é desenvolvida na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, da UFC. A intenção é levar o tratamento para todo o país

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

6 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 8 meses

Estudo é realizado na Maternidade Escola (FOTO: Divulgação)

O Ceará sai na frente numa pesquisa em saúde voltada à Síndrome de Rokitansky. A Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolve estudo que chegou a testes de sucesso no uso da pele de tilápia para cirurgia de reconstrução vaginal.

Ainda em caráter experimental, o trabalho é desenvolvido na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em Fortaleza. De acordo com o médico Leonardo Bezerra, que lidera a pesquisa, a pele do peixe substitui a da paciente.

Doença rara, a Síndrome de Rokitansky se caracteriza pela ausência congênita do útero e de partes superiores da vagina. Ainda em caráter clínico-experimental, a pesquisa tem participação de uma equipe multidisciplinar e é executada na Maternidade Escola da UFC.

“Aquela região da pele de tilápia se transforma incrivelmente numa quantidade de célula tipicamente iguais às células vaginais normais. Aquela pele de tilápia é transformada de fenômenos biológicos naturais que existem na vagina pelo estímulo de células-tronco e se transforma em células vaginais normais. As pacientes que realizaram cirurgia, ao ser realizado exame físico, após três ou seis meses, a gente observa um aspecto de mucosa vaginal normal e ao estudo histológico, quando a gente faz a biópsia, a gente encontra células vaginais normais sem reação de rejeição, sem erosão, sem infecção. Isso tem nos deixado muito felizes”, explicou Leonardo.

Com avanços consideráveis, o intuito do grupo é fazer com o que o tratamento chegue a pacientes de todo o Brasil. O uso da pele de tilápia já era feito no Estado na recuperação de queimados de maneira eficaz. O médico ainda explica que, antes da pesquisa realizada, o material não tinha uso e era descartado.

“Fazer procedimentos de treinamento no Brasil inteiro, uma vez que, obviamente, nossos resultados estejam consolidados, mostrando resultados satisfatórios com o decorrer do tempo a gente poder oferecer para todas as pacientes que sofrem com a síndrome. Outro sonho é a tentativa de utilizar a própria pele de tilápia como enxerto biológico em outras situações. Em doenças associadas, por ex, com incontinência urinária, bexiga baixa, útero caído… Nosso próximo passo, é a gente tentar inicialmente com estudos em animais, simular um modelo de uso da pele de tilápia em animais que a gente simula bexiga caída, incontinência urinária, pra talvez daqui a 3 ou 4 anos, fazer experimentos e utilizar a pele de tilápia também para essas acepções”, concluiu o especialista.

Confira entrevista na Tribuna Band News FM:

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Pele de tilápia é usada na reconstrução vaginal em pacientes com síndrome rara

Pesquisa é desenvolvida na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, da UFC. A intenção é levar o tratamento para todo o país

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

6 de Fevereiro de 2018 às 07:00

Há 8 meses

Estudo é realizado na Maternidade Escola (FOTO: Divulgação)

O Ceará sai na frente numa pesquisa em saúde voltada à Síndrome de Rokitansky. A Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolve estudo que chegou a testes de sucesso no uso da pele de tilápia para cirurgia de reconstrução vaginal.

Ainda em caráter experimental, o trabalho é desenvolvido na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em Fortaleza. De acordo com o médico Leonardo Bezerra, que lidera a pesquisa, a pele do peixe substitui a da paciente.

Doença rara, a Síndrome de Rokitansky se caracteriza pela ausência congênita do útero e de partes superiores da vagina. Ainda em caráter clínico-experimental, a pesquisa tem participação de uma equipe multidisciplinar e é executada na Maternidade Escola da UFC.

“Aquela região da pele de tilápia se transforma incrivelmente numa quantidade de célula tipicamente iguais às células vaginais normais. Aquela pele de tilápia é transformada de fenômenos biológicos naturais que existem na vagina pelo estímulo de células-tronco e se transforma em células vaginais normais. As pacientes que realizaram cirurgia, ao ser realizado exame físico, após três ou seis meses, a gente observa um aspecto de mucosa vaginal normal e ao estudo histológico, quando a gente faz a biópsia, a gente encontra células vaginais normais sem reação de rejeição, sem erosão, sem infecção. Isso tem nos deixado muito felizes”, explicou Leonardo.

Com avanços consideráveis, o intuito do grupo é fazer com o que o tratamento chegue a pacientes de todo o Brasil. O uso da pele de tilápia já era feito no Estado na recuperação de queimados de maneira eficaz. O médico ainda explica que, antes da pesquisa realizada, o material não tinha uso e era descartado.

“Fazer procedimentos de treinamento no Brasil inteiro, uma vez que, obviamente, nossos resultados estejam consolidados, mostrando resultados satisfatórios com o decorrer do tempo a gente poder oferecer para todas as pacientes que sofrem com a síndrome. Outro sonho é a tentativa de utilizar a própria pele de tilápia como enxerto biológico em outras situações. Em doenças associadas, por ex, com incontinência urinária, bexiga baixa, útero caído… Nosso próximo passo, é a gente tentar inicialmente com estudos em animais, simular um modelo de uso da pele de tilápia em animais que a gente simula bexiga caída, incontinência urinária, pra talvez daqui a 3 ou 4 anos, fazer experimentos e utilizar a pele de tilápia também para essas acepções”, concluiu o especialista.

Confira entrevista na Tribuna Band News FM: