Médicos investigam por que mulheres são maioria entre os pacientes com chikungunya
ALVOS DO MOSQUITO

Médicos investigam por que mulheres são maioria entre os pacientes com chikungunya

As mulheres são maioria em todas as faixas de idade, entre os pacientes no Ceará. As mais atingidas têm entre 30 e 39 anos

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

13 de julho de 2017 às 07:45

Há 2 semanas

Relatório da Sesa aponta a suscetibilidade das mulheres aos mosquito (FOTO: Sesa/Reprodução)

Dos mais de 50 mil casos confirmados de Febre Chikungunya registrados no Ceará no primeiro semestre deste ano, mais da metade (33.350, ou 67%) se concentrou em uma faixa etária que vai dos 20 aos 59 anos.

As mulheres são as mais atingidas em todas as faixas etárias a partir de 14 anos. As mais atingidas são aquelas que têm entre 30 e 39 anos. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

O infectologista Anastácio Queiroz esclarece não haver indícios científicos sobre por que elas são mais vulneráveis à doença. Em entrevista à rádio Tribuna Bandnews, ele diz ser preciso estudar melhor o que causa essa maior incidência.

“É preciso que nós investiguemos de maneira mais detalhada para responder isso. Será que as mulheres vão mais aos postos [de saúde]? E, aí, evidentemente, será que as mulheres voltam para fazer os testes? Nós não sabemos”.

Os números da Sesa ainda apontam que mais de 80% dos municípios cearenses registraram chikungunya em 2017. A doença já causou a morte de 43 pessoas no Estado — 33 somente em Fortaleza. Atualmente, o Ceará registra uma incidência de 1.051 casos de chikungunya por 100 mil habitantes.

A expectativa, no entanto, é de que o segundo semestre deste ano evidencie uma redução no número de casos. A ausência de chuvas do período costuma reduzir o número de focos e, consequentemente, o de reproduções e infecções, afirma Anastácio Queiroz, que, no entanto, faz uma ponderação.

“O fato é que, apesar de toda essa redução, nós continuaremos vendo pessoas naquela fase sub-aguda, crônica da doença, que é um porcentual importante e evolui com um sofrimento de mais de seis meses”.

Confira análise completa do infectologista na matéria da Rádio Tribuna Bandnews:

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Médicos investigam por que mulheres são maioria entre os pacientes com chikungunya

As mulheres são maioria em todas as faixas de idade, entre os pacientes no Ceará. As mais atingidas têm entre 30 e 39 anos

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

13 de julho de 2017 às 07:45

Há 2 semanas

Relatório da Sesa aponta a suscetibilidade das mulheres aos mosquito (FOTO: Sesa/Reprodução)

Dos mais de 50 mil casos confirmados de Febre Chikungunya registrados no Ceará no primeiro semestre deste ano, mais da metade (33.350, ou 67%) se concentrou em uma faixa etária que vai dos 20 aos 59 anos.

As mulheres são as mais atingidas em todas as faixas etárias a partir de 14 anos. As mais atingidas são aquelas que têm entre 30 e 39 anos. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

O infectologista Anastácio Queiroz esclarece não haver indícios científicos sobre por que elas são mais vulneráveis à doença. Em entrevista à rádio Tribuna Bandnews, ele diz ser preciso estudar melhor o que causa essa maior incidência.

“É preciso que nós investiguemos de maneira mais detalhada para responder isso. Será que as mulheres vão mais aos postos [de saúde]? E, aí, evidentemente, será que as mulheres voltam para fazer os testes? Nós não sabemos”.

Os números da Sesa ainda apontam que mais de 80% dos municípios cearenses registraram chikungunya em 2017. A doença já causou a morte de 43 pessoas no Estado — 33 somente em Fortaleza. Atualmente, o Ceará registra uma incidência de 1.051 casos de chikungunya por 100 mil habitantes.

A expectativa, no entanto, é de que o segundo semestre deste ano evidencie uma redução no número de casos. A ausência de chuvas do período costuma reduzir o número de focos e, consequentemente, o de reproduções e infecções, afirma Anastácio Queiroz, que, no entanto, faz uma ponderação.

“O fato é que, apesar de toda essa redução, nós continuaremos vendo pessoas naquela fase sub-aguda, crônica da doença, que é um porcentual importante e evolui com um sofrimento de mais de seis meses”.

Confira análise completa do infectologista na matéria da Rádio Tribuna Bandnews: