Mais uma doença pode ter origem no Aedes aegypti. Agora é a febre do Mayaro
MAIS PREOCUPAÇÃO

Mais uma doença pode ter origem no Aedes aegypti. Agora é a febre do Mayaro

O vírus, identificado em 1954, pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

9 de novembro de 2016 às 07:00

Há 4 meses
Combate deve focar no mosquito Aedes aegypti. (Foto: PAHO/WHO)

Combate deve focar no mosquito Aedes aegypti. (Foto: PAHO/WHO)

A possibilidade da febre do Mayaro ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti preocupa especialistas cearenses. O vírus, identificado pela primeira vez em 1954 e que existe em áreas silvestres, principalmente ao redor da Amazônia, já foi detectado até fevereiro deste ano em mais de 60 pessoas na região Centro-Oeste, que estavam em área rural ou de mata.

A suspeita é de que os casos provavelmente tenham sido causados pelo Aedes aegypti. A reportagem é da rádio Tribuna Band News FM.

Segundo o infectologista Afonso Bezerra, os sintomas da febre são muito parecidos com os da febre Chikungunya.

“(A doença) causa febre, dor de cabeça, dor no corpo, e principalmente dor nas ‘juntas’ (articulações). Agora, o que a gente nunca viu com relação ao Mayaro é a questão da cronificação que ocorre com Chikungunya. Por exemplo, depois da crise, o sujeito pode ficar, às vezes, até mais de um ano sentindo dores nas articulações. Nós não temos história de Mayaro causando esse tipo de problema como acontece com Chikungunia”, pontua Bezeera.

Para diferenciar o quadro clínico, são necessários de exames laboratoriais e ainda não há tratamento ou vacina para a doença.

O infectologista Ivo Castelo Branco alerta que a única forma de se precaver da febre Mayaro, entre outros vírus, é combater a proliferação do seu transmissor, o Aedes aegypti.

“No ciclo dele, existem alguns passos que nós não temos métodos eficazes para combater, por exemplo, o caso do ovo do Aedes aegypti, que você pode jogar inseticida em cima que não acontece nada e, se for coberto de água, até um ano depois que a fêmea colocou aquele ovo, o mosquito pode transmitir algumas doenças até na própria eclosão. O problema é esse. O vírus, tudo bem. O problema é o aedes aegypti que, se nós não controlarmos, vai ser o (vírus) Mayaro, se não tiver o Mayaro, vai chegar outro”, alerta Castelo Branco.

Entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram confirmados 197 casos de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins, de acordo com o Ministério da Saúde.

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Mais uma doença pode ter origem no Aedes aegypti. Agora é a febre do Mayaro

O vírus, identificado em 1954, pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya

Por Tribuna Bandnews FM em Saúde

9 de novembro de 2016 às 07:00

Há 4 meses
Combate deve focar no mosquito Aedes aegypti. (Foto: PAHO/WHO)

Combate deve focar no mosquito Aedes aegypti. (Foto: PAHO/WHO)

A possibilidade da febre do Mayaro ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti preocupa especialistas cearenses. O vírus, identificado pela primeira vez em 1954 e que existe em áreas silvestres, principalmente ao redor da Amazônia, já foi detectado até fevereiro deste ano em mais de 60 pessoas na região Centro-Oeste, que estavam em área rural ou de mata.

A suspeita é de que os casos provavelmente tenham sido causados pelo Aedes aegypti. A reportagem é da rádio Tribuna Band News FM.

Segundo o infectologista Afonso Bezerra, os sintomas da febre são muito parecidos com os da febre Chikungunya.

“(A doença) causa febre, dor de cabeça, dor no corpo, e principalmente dor nas ‘juntas’ (articulações). Agora, o que a gente nunca viu com relação ao Mayaro é a questão da cronificação que ocorre com Chikungunya. Por exemplo, depois da crise, o sujeito pode ficar, às vezes, até mais de um ano sentindo dores nas articulações. Nós não temos história de Mayaro causando esse tipo de problema como acontece com Chikungunia”, pontua Bezeera.

Para diferenciar o quadro clínico, são necessários de exames laboratoriais e ainda não há tratamento ou vacina para a doença.

O infectologista Ivo Castelo Branco alerta que a única forma de se precaver da febre Mayaro, entre outros vírus, é combater a proliferação do seu transmissor, o Aedes aegypti.

“No ciclo dele, existem alguns passos que nós não temos métodos eficazes para combater, por exemplo, o caso do ovo do Aedes aegypti, que você pode jogar inseticida em cima que não acontece nada e, se for coberto de água, até um ano depois que a fêmea colocou aquele ovo, o mosquito pode transmitir algumas doenças até na própria eclosão. O problema é esse. O vírus, tudo bem. O problema é o aedes aegypti que, se nós não controlarmos, vai ser o (vírus) Mayaro, se não tiver o Mayaro, vai chegar outro”, alerta Castelo Branco.

Entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram confirmados 197 casos de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins, de acordo com o Ministério da Saúde.