Governo promete avaliar mudanças no edital de compras de medicamentos após atrasos na entrega

ATRASOS NA ENTREGA

Governo promete avaliar mudanças no edital de compras de medicamentos após atrasos

A promessa veio após o atraso de 6 meses na entrega de medicamentos da saúde básica em 182 municípios

Por Tribuna do Ceará em Saúde

22 de julho de 2018 às 06:45

Há 1 mês
Medicamentos em referência a Governo do Estado promete avaliar mudança no edital de compras de medicamentos

Fortaleza e Sobral são os únicos municípios que não estão na Programação Pactuada dos medicamentos (FOTO: Arquivo/ Agência Brasil)

Após seis meses de atraso na entrega de medicamentos da saúde básica em 182 municípios, o Governo do Estado prometeu avaliar mudanças no edital das compras.

A decisão foi tomada após uma audiência no Ministério Público do Ceará (MPCE), na última sexta-feira (13), com representantes da secretaria estadual, de secretários municipais de saúde e fornecedores.

Um dos motivos justificados pelos fornecedores na dificuldade na entrega de medicamentos dentro do prazo foi a falta de previsibilidade nos editais do Governo do Estado.

De acordo com o representante do Sindicato do Varejo Farmacêutico, Fábio Timbó, a Secretaria de Saúde do Ceará deveria usar o mesmo modelo do Ministério da Saúde de estabelecer prazos nos documentos de licitação, e desburocratizar os procedimentos.

“O grande problema é a falta de previsão, a indústria vai discutir em 2018 e planejar o que ela vai fabricar em 2019. Então, o Estado não pode achar que ela vai trabalhar do jeito que ela quer. O Ceará precisa cada vez mais priorizar a área da saúde”.

O secretário adjunto da Secretaria da Saúde do Ceará, Marcos Gadelha, prometeu agendar uma reunião em até dez dias na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para analisar o processo licitatório dos remédios. “Precisa melhorar essa interação, esse processo de comunicação da secretária de saúde com toda essa rede que é responsável para que no final a gente consiga entregar esse medicamento à população”.

Outro motivo apontado pelos fornecedores para o atraso nas entregas, é a falta da matéria prima na indústria farmacêutica, para a fabricação dos remédios que constam na lista de compras do estado.

De acordo com a procurado do MPCE, Isabel Porto, a questão seria resolvida com a substituição dos medicamentos para outras marcas com o mesmo princípio ativo. “Fizemos umas tratativas com essa rede para que fizesse entrega no prazo fosse de no máximo 15 dias e havendo a justificativa da industria farmacêutica fosse de no máximo de 30 dias”.

A população dos 182 municípios sofrem com a falta dos medicamentos básicos, com os de hipertensão e do controle do colesterol. Os medicamentos são adquiridos por meio de compra centralizada pelo governo estadual. A demora da entrega vem ocorrendo mesmo com o pagamento em dia feito pelas prefeituras.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde de Icapuí, Reginaldo Alves, explica que o valor do repasse das prefeituras para o governo, varia de R$ 1,50 a R$ 3 por habitante ao ano, as transferências de recursos são feitas mensalmente. “O estado se responsabiliza em compra-los, só que reiteradamente essas compras são entregues parceladas, ou os itens não são entregues. As consequências disso direta são que falta medicamentos nos Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e nas unidades básicas de saúde”.

Confira a matéria de Juliana Marques para Tribuna BandNews FM:

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ATRASOS NA ENTREGA

Governo promete avaliar mudanças no edital de compras de medicamentos após atrasos

A promessa veio após o atraso de 6 meses na entrega de medicamentos da saúde básica em 182 municípios

Por Tribuna do Ceará em Saúde

22 de julho de 2018 às 06:45

Há 1 mês
Medicamentos em referência a Governo do Estado promete avaliar mudança no edital de compras de medicamentos

Fortaleza e Sobral são os únicos municípios que não estão na Programação Pactuada dos medicamentos (FOTO: Arquivo/ Agência Brasil)

Após seis meses de atraso na entrega de medicamentos da saúde básica em 182 municípios, o Governo do Estado prometeu avaliar mudanças no edital das compras.

A decisão foi tomada após uma audiência no Ministério Público do Ceará (MPCE), na última sexta-feira (13), com representantes da secretaria estadual, de secretários municipais de saúde e fornecedores.

Um dos motivos justificados pelos fornecedores na dificuldade na entrega de medicamentos dentro do prazo foi a falta de previsibilidade nos editais do Governo do Estado.

De acordo com o representante do Sindicato do Varejo Farmacêutico, Fábio Timbó, a Secretaria de Saúde do Ceará deveria usar o mesmo modelo do Ministério da Saúde de estabelecer prazos nos documentos de licitação, e desburocratizar os procedimentos.

“O grande problema é a falta de previsão, a indústria vai discutir em 2018 e planejar o que ela vai fabricar em 2019. Então, o Estado não pode achar que ela vai trabalhar do jeito que ela quer. O Ceará precisa cada vez mais priorizar a área da saúde”.

O secretário adjunto da Secretaria da Saúde do Ceará, Marcos Gadelha, prometeu agendar uma reunião em até dez dias na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para analisar o processo licitatório dos remédios. “Precisa melhorar essa interação, esse processo de comunicação da secretária de saúde com toda essa rede que é responsável para que no final a gente consiga entregar esse medicamento à população”.

Outro motivo apontado pelos fornecedores para o atraso nas entregas, é a falta da matéria prima na indústria farmacêutica, para a fabricação dos remédios que constam na lista de compras do estado.

De acordo com a procurado do MPCE, Isabel Porto, a questão seria resolvida com a substituição dos medicamentos para outras marcas com o mesmo princípio ativo. “Fizemos umas tratativas com essa rede para que fizesse entrega no prazo fosse de no máximo 15 dias e havendo a justificativa da industria farmacêutica fosse de no máximo de 30 dias”.

A população dos 182 municípios sofrem com a falta dos medicamentos básicos, com os de hipertensão e do controle do colesterol. Os medicamentos são adquiridos por meio de compra centralizada pelo governo estadual. A demora da entrega vem ocorrendo mesmo com o pagamento em dia feito pelas prefeituras.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde de Icapuí, Reginaldo Alves, explica que o valor do repasse das prefeituras para o governo, varia de R$ 1,50 a R$ 3 por habitante ao ano, as transferências de recursos são feitas mensalmente. “O estado se responsabiliza em compra-los, só que reiteradamente essas compras são entregues parceladas, ou os itens não são entregues. As consequências disso direta são que falta medicamentos nos Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e nas unidades básicas de saúde”.

Confira a matéria de Juliana Marques para Tribuna BandNews FM: