Excesso de peso, gravidez e tipo sanguíneo "O" atraem mais mosquitos, revela estudo
USE REPELENTE!

Excesso de peso, gravidez e tipo sanguíneo “O” atraem mais mosquitos, revela estudo

Segundo os especialistas, fazer exercício físico à noite também atrai picada de mosquitos, que sentem o dióxido de carbono liberado pelos humanos

Por Tribuna do Ceará em Saúde

20 de julho de 2017 às 07:00

Há 3 meses
mosquito-transmissao

Aedes aegypti (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ John Tann)

Tipo sanguíneo, gravidez, sobrepeso e até o suor podem ser fatores decisivos na hora de ser picado por algum mosquito. É que estudos falam que algumas características podem atrair os insetos, que muitas vezes repassam doenças para os homens, como dengue, zika e chikungunya.

Sergio Vañó, dermatologista do hospital Ramón y Cajal e professor de Dermatologia na Universidade de Alcalá de Henares, em Madri, concedeu entrevista ao jornal El País. De acordo com ele, alguns mosquitos gostam de picar umas pessoas mais que do outras.

Sobre o grupo sanguíneo, o tipo “O” é o preferido do Aedes albopictus, mosquito que também transmite dengue, zika e chikungunya, como explica o farmacêutico Diego Hoyos.

Além disso, ele indica que os mosquitos são atraídos pelo dióxido de carbono, produzidos ao respirar. “Os níveis de CO2 aumentam nos adultos, grávidas e pessoas com excesso de peso”. Por isso, a gravidez e o excesso de peso podem ser determinantes na hora da atração.

Os mosquitos têm 27 receptores do odor e “o ácido lático que o suor contém ativa seus radares”, afirma Arantza Vega, doutora membro do comitê de Alergia a Himenópteros da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica.

“Essa substância, com o dióxido de carbono, é um indicador de que somos mamíferos e, portanto, podemos proporcionar sangue”. Produzem mais ácido lático as grávidas, as pessoas altas ou quem acaba de fazer exercício.

E resta a pergunta: como podemos reduzir nosso atrativo natural para os mosquitos? Levando em conta os três fatores anteriores, é necessário banhar-se antes de dormir e não fazer exercício nas horas próximas do sono. Mas, sobretudo, com um bom repelente.

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Excesso de peso, gravidez e tipo sanguíneo “O” atraem mais mosquitos, revela estudo

Segundo os especialistas, fazer exercício físico à noite também atrai picada de mosquitos, que sentem o dióxido de carbono liberado pelos humanos

Por Tribuna do Ceará em Saúde

20 de julho de 2017 às 07:00

Há 3 meses
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Aedes aegypti (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ John Tann)

Tipo sanguíneo, gravidez, sobrepeso e até o suor podem ser fatores decisivos na hora de ser picado por algum mosquito. É que estudos falam que algumas características podem atrair os insetos, que muitas vezes repassam doenças para os homens, como dengue, zika e chikungunya.

Sergio Vañó, dermatologista do hospital Ramón y Cajal e professor de Dermatologia na Universidade de Alcalá de Henares, em Madri, concedeu entrevista ao jornal El País. De acordo com ele, alguns mosquitos gostam de picar umas pessoas mais que do outras.

Sobre o grupo sanguíneo, o tipo “O” é o preferido do Aedes albopictus, mosquito que também transmite dengue, zika e chikungunya, como explica o farmacêutico Diego Hoyos.

Além disso, ele indica que os mosquitos são atraídos pelo dióxido de carbono, produzidos ao respirar. “Os níveis de CO2 aumentam nos adultos, grávidas e pessoas com excesso de peso”. Por isso, a gravidez e o excesso de peso podem ser determinantes na hora da atração.

Os mosquitos têm 27 receptores do odor e “o ácido lático que o suor contém ativa seus radares”, afirma Arantza Vega, doutora membro do comitê de Alergia a Himenópteros da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica.

“Essa substância, com o dióxido de carbono, é um indicador de que somos mamíferos e, portanto, podemos proporcionar sangue”. Produzem mais ácido lático as grávidas, as pessoas altas ou quem acaba de fazer exercício.

E resta a pergunta: como podemos reduzir nosso atrativo natural para os mosquitos? Levando em conta os três fatores anteriores, é necessário banhar-se antes de dormir e não fazer exercício nas horas próximas do sono. Mas, sobretudo, com um bom repelente.