Sesa confirma 5 mortes por chikungunya no Ceará dentre elas a de uma criança de 10 dias
EPIDEMIA

Confirmadas 5 mortes por chikungunya no Ceará. Entre elas, um bebê de 10 dias

Desde janeiro de 2017, foram notificados 41 mil casos de chikungunya, dos quais 13 mil foram confirmados e 3 mil descartados

Por Jéssica Welma em Saúde

12 de maio de 2017 às 15:35

Há 5 meses
Aedes aegypti já casou cinco mortes por chikungunya no Ceará. (Foto: Alexandre Carvalho / Governo do Estado de Sao Paulo)

Aedes aegypti já casou cinco mortes por chikungunya no Ceará. (Foto: Alexandre Carvalho / Governo do Estado de Sao Paulo)

O boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) confirma cinco mortes por chikungunya no Estado até 12 de maio de 2017. As vítimas tinham entre 10 dias de idade e 74 anos. Entre os óbitos, um foi de pessoa do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Outros 40 casos estão sob investigação.

De acordo com a Sesa, desde janeiro de 2017, foram notificados 41.723 casos de chikungunya, dos quais 13.312 foram confirmados e 3.744 descartados. A maioria dos casos confirmados (66,8%) são em pessoas entre 20 e 59 anos e do sexo feminino.

A mortes confirmadas até agora aconteceram na cidade de Beberibe (1), Caucaia (1), Pacajus (1) e Fortaleza (2). As áreas mais atingidas no Ceará são Região Metropolitana e Maçiço de Baturité. Para os casos confirmados, os municípios de Catarina, Baturité, Aracoiaba, Pentecoste, Caucaia, Tejuçuoca, Ocara, Cascavel e Fortaleza apresentaram as maiores incidências.

O boletim também atualizou os números de casos de zika e dengue, transmitidas pelo mesmo mosquito. Em 2017, até 12 de maio, foram notificados 1.249 casos suspeitos de zika, dos quais 125 (10%) foram confirmados e 275 (22%) descartados.

Dos casos notificados de zika, 32,5% são de mulheres gestantes. Entre os 125 casos confirmados, 13 são grávidas, cuja preocupação é a microcefalia nos bebês. Quanto ao período gestacional da fase aguda, sete mulheres estavam no segundo trimestre de gravidez e três no primeiro trimestre.

Dengue

Em 2017, foram notificados 32.682 casos de dengue, dos quais 7.170 foram confirmados, em 110 municípios. Até maio, estão confirmadas três mortes pela dengue. Das vítimas, uma é do sexo feminino e duas do sexo masculino, em idades de 51 e 71 anos (dois casos). Os óbitos aconteceram nas cidade de Fortaleza, Maracanaú e Tabuleiro do Norte.

Fortaleza

Governos fazem alerta para que população se engaje em matar o mosquito nas residências. (Arte: Tribuna do Ceará)

Governos fazem alerta para que população se engaje em matar o mosquito nas residências. (Arte: Tribuna do Ceará)

A secretária da Saúde da Prefeitura de Fortaleza, Joana Maciel, confirmou que a Capital passa por um surto epidêmico de chikungunya, durante entrevista na rádio Tribuna BandNews FM, na manhã desta sexta-feira (12). Os dados oficiais até a manhã de hoje contabilizam mais de 11 mil casos notificados da doença, dos quais cinco mil estão confirmados.

Questionada se já é possível classificar o cenário como epidêmico, Joana afirmou que sim. Segundo ela, ainda que seja necessário um acompanhamento de série histórica de uma doença para identificar uma epidemia, a alta taxa de infecção do vírus mostra que o quadro deve ser tratado como um surto.

A situação mais preocupante, de acordo com a secretária, é das faixas etárias abaixo de 1 ano e acima de 60, além das pessoas com comorbidades (doenças relacionadas), e problemas como doenças do coração, do fígado, dos rins, dentre outras.

> Confira especial do Tribuna do Ceará: Quem mata o mosquito

“Temos alguns aspectos da febre chikungunya diferentes da dengue. Dengue é uma doença aguda, ela se resolve naquele momento. Com a chikungunya, na fase aguda, temos que ter a preocupação com o risco de morte, principalmente na faixa etária acima dos 60 anos e abaixo de 1 ano, os extremos de faixa etária nos preocupam”, afirmou Joana Maciel.

A secretária afirmou que a Prefeitura de Fortaleza tem 109 postos de saúde os quais a população deve procurar em casos menos graves das doenças. Entre eles, 19 estão habilitados a atendimento mais rápido. “Se ela teve dor e febre baixa, ela vai para o posto. Se ela estiver se sentido muito mal, ela deve ir para UPA. Na UPA, a depender do caso clinico, será encaminhada para um hospital”, orientou.

“Tem outro aspecto que (a chikungunya) difere da dengue que é a cronificação. Em muitos casos o paciente fica com os sintomas por mais de três meses e por um período de tempo muito elevado, uma dor que incomoda, incapacita nas extremidades, principalmente dores de mão. Estamos levando isso em consideração no nosso manejo clínico”, ressaltou.

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EPIDEMIA

Confirmadas 5 mortes por chikungunya no Ceará. Entre elas, um bebê de 10 dias

Desde janeiro de 2017, foram notificados 41 mil casos de chikungunya, dos quais 13 mil foram confirmados e 3 mil descartados

Por Jéssica Welma em Saúde

12 de maio de 2017 às 15:35

Há 5 meses
Aedes aegypti já casou cinco mortes por chikungunya no Ceará. (Foto: Alexandre Carvalho / Governo do Estado de Sao Paulo)

Aedes aegypti já casou cinco mortes por chikungunya no Ceará. (Foto: Alexandre Carvalho / Governo do Estado de Sao Paulo)

O boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) confirma cinco mortes por chikungunya no Estado até 12 de maio de 2017. As vítimas tinham entre 10 dias de idade e 74 anos. Entre os óbitos, um foi de pessoa do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Outros 40 casos estão sob investigação.

De acordo com a Sesa, desde janeiro de 2017, foram notificados 41.723 casos de chikungunya, dos quais 13.312 foram confirmados e 3.744 descartados. A maioria dos casos confirmados (66,8%) são em pessoas entre 20 e 59 anos e do sexo feminino.

A mortes confirmadas até agora aconteceram na cidade de Beberibe (1), Caucaia (1), Pacajus (1) e Fortaleza (2). As áreas mais atingidas no Ceará são Região Metropolitana e Maçiço de Baturité. Para os casos confirmados, os municípios de Catarina, Baturité, Aracoiaba, Pentecoste, Caucaia, Tejuçuoca, Ocara, Cascavel e Fortaleza apresentaram as maiores incidências.

O boletim também atualizou os números de casos de zika e dengue, transmitidas pelo mesmo mosquito. Em 2017, até 12 de maio, foram notificados 1.249 casos suspeitos de zika, dos quais 125 (10%) foram confirmados e 275 (22%) descartados.

Dos casos notificados de zika, 32,5% são de mulheres gestantes. Entre os 125 casos confirmados, 13 são grávidas, cuja preocupação é a microcefalia nos bebês. Quanto ao período gestacional da fase aguda, sete mulheres estavam no segundo trimestre de gravidez e três no primeiro trimestre.

Dengue

Em 2017, foram notificados 32.682 casos de dengue, dos quais 7.170 foram confirmados, em 110 municípios. Até maio, estão confirmadas três mortes pela dengue. Das vítimas, uma é do sexo feminino e duas do sexo masculino, em idades de 51 e 71 anos (dois casos). Os óbitos aconteceram nas cidade de Fortaleza, Maracanaú e Tabuleiro do Norte.

Fortaleza

Governos fazem alerta para que população se engaje em matar o mosquito nas residências. (Arte: Tribuna do Ceará)

Governos fazem alerta para que população se engaje em matar o mosquito nas residências. (Arte: Tribuna do Ceará)

A secretária da Saúde da Prefeitura de Fortaleza, Joana Maciel, confirmou que a Capital passa por um surto epidêmico de chikungunya, durante entrevista na rádio Tribuna BandNews FM, na manhã desta sexta-feira (12). Os dados oficiais até a manhã de hoje contabilizam mais de 11 mil casos notificados da doença, dos quais cinco mil estão confirmados.

Questionada se já é possível classificar o cenário como epidêmico, Joana afirmou que sim. Segundo ela, ainda que seja necessário um acompanhamento de série histórica de uma doença para identificar uma epidemia, a alta taxa de infecção do vírus mostra que o quadro deve ser tratado como um surto.

A situação mais preocupante, de acordo com a secretária, é das faixas etárias abaixo de 1 ano e acima de 60, além das pessoas com comorbidades (doenças relacionadas), e problemas como doenças do coração, do fígado, dos rins, dentre outras.

> Confira especial do Tribuna do Ceará: Quem mata o mosquito

“Temos alguns aspectos da febre chikungunya diferentes da dengue. Dengue é uma doença aguda, ela se resolve naquele momento. Com a chikungunya, na fase aguda, temos que ter a preocupação com o risco de morte, principalmente na faixa etária acima dos 60 anos e abaixo de 1 ano, os extremos de faixa etária nos preocupam”, afirmou Joana Maciel.

A secretária afirmou que a Prefeitura de Fortaleza tem 109 postos de saúde os quais a população deve procurar em casos menos graves das doenças. Entre eles, 19 estão habilitados a atendimento mais rápido. “Se ela teve dor e febre baixa, ela vai para o posto. Se ela estiver se sentido muito mal, ela deve ir para UPA. Na UPA, a depender do caso clinico, será encaminhada para um hospital”, orientou.

“Tem outro aspecto que (a chikungunya) difere da dengue que é a cronificação. Em muitos casos o paciente fica com os sintomas por mais de três meses e por um período de tempo muito elevado, uma dor que incomoda, incapacita nas extremidades, principalmente dores de mão. Estamos levando isso em consideração no nosso manejo clínico”, ressaltou.