Cearense que perdeu filho em "jogo do desmaio" cria instituto para alertar pais
PREVENÇÃO

Cearense que perdeu filho em “jogo do desmaio” cria instituto para alertar pais

O Instituto Dimicuida nasceu depois que pais de Fortaleza perderam o filho de 16 anos, vítima de brincadeira perigosa

Por Ana Clara Jovino em Saúde

24 de outubro de 2016 às 07:00

Há 3 meses
Logo do Instituto Dimicuida (FOTO: Divulgação)

Logo do Instituto Dimicuida (FOTO: Divulgação)

Com o objetivo de preservar a vida de jovens, o Instituto Dimicuida existe desde 2014. A entidade nasceu após o empresário cearense Demétrio Jereissati perder o filho Dimitri, de 16 anos, com a brincadeira do desmaio, que vem preocupando pais por todo o Brasil.

O instituto é o único sobre o tema no país, desenvolvendo pesquisas, estudos e mantendo uma troca permanente de informações com outras entidades no mundo.

Os jogos de risco são vistos por crianças e adolescentes como brincadeiras. São jogos que consistem em cortar a passagem de ar para o cérebro, o que provoca um desmaio. Quem pratica busca uma sensação alucinatória ou de euforia.

Muitos jovens conhecem a brincadeira por vídeos na internet. Segundo a psicóloga responsável do Instituto Dimicuida, Fabiana Vasconcelos, existem cerca de 19 mil vídeos disponíveis. As brincadeiras podem ser realizadas também por desafios propostos pela internet ou entre grupos de amigos.

O caso mais recente foi do garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, que faleceu no dia 16 de outubro, em um hospital de Santos (SP), depois de um enforcamento. As suspeitas são de que o menino se asfixiou depois de ser desafiado por colegas por ter perdido uma partida de um jogo online.

Crianças e jovens de 4 a 20 anos de idade são mais propícios a praticarem os jogos, independente de raça, religião ou país. Muitos casos de jovens que morreram por conta dos jogos podem ser confundidos com práticas suicidas, mas quase nunca atendem a esse perfil.

“A entidade trabalha com quatro tipos de público: profissionais da área da saúde, educadores, pais e os jovens propícios a praticarem os jogos”, assegura Fabiana. São desenvolvidas pesquisas e estudos, informações e experiências, que são trocadas com entidades semelhantes no Brasil e no mundo.

A instituição atua principalmente em instituições de ensino. Segundo a psicóloga, o maior desafio sobre o tema é a falta de informação. Então, é realizada uma explicação do que são as brincadeiras perigosas, quem participa, como se propagam, por que é praticado, os sinais de um praticante e informações médicas.

“Preparamos o que vai ser trabalhado, as atividades que vão ser feitas de acordo com a demanda do público que vai ser atendido”, informa Fabiana.

A profissional esclarece que as atividades realizadas com os jovens têm que ser feitas com muita cautela. “Com os jovens nós ressaltamos a importância do cuidado com o corpo e da respiração, não apresentamos nem falamos das brincadeiras de risco, para não despertar a curiosidade deles nem para incentivar”, justifica a psicóloga.

Para saber mais sobre o instituto, acesse o site ou o a página no Facebook.

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Cearense que perdeu filho em “jogo do desmaio” cria instituto para alertar pais

O Instituto Dimicuida nasceu depois que pais de Fortaleza perderam o filho de 16 anos, vítima de brincadeira perigosa

Por Ana Clara Jovino em Saúde

24 de outubro de 2016 às 07:00

Há 3 meses
Logo do Instituto Dimicuida (FOTO: Divulgação)

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Com o objetivo de preservar a vida de jovens, o Instituto Dimicuida existe desde 2014. A entidade nasceu após o empresário cearense Demétrio Jereissati perder o filho Dimitri, de 16 anos, com a brincadeira do desmaio, que vem preocupando pais por todo o Brasil.

O instituto é o único sobre o tema no país, desenvolvendo pesquisas, estudos e mantendo uma troca permanente de informações com outras entidades no mundo.

Os jogos de risco são vistos por crianças e adolescentes como brincadeiras. São jogos que consistem em cortar a passagem de ar para o cérebro, o que provoca um desmaio. Quem pratica busca uma sensação alucinatória ou de euforia.

Muitos jovens conhecem a brincadeira por vídeos na internet. Segundo a psicóloga responsável do Instituto Dimicuida, Fabiana Vasconcelos, existem cerca de 19 mil vídeos disponíveis. As brincadeiras podem ser realizadas também por desafios propostos pela internet ou entre grupos de amigos.

O caso mais recente foi do garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, que faleceu no dia 16 de outubro, em um hospital de Santos (SP), depois de um enforcamento. As suspeitas são de que o menino se asfixiou depois de ser desafiado por colegas por ter perdido uma partida de um jogo online.

Crianças e jovens de 4 a 20 anos de idade são mais propícios a praticarem os jogos, independente de raça, religião ou país. Muitos casos de jovens que morreram por conta dos jogos podem ser confundidos com práticas suicidas, mas quase nunca atendem a esse perfil.

“A entidade trabalha com quatro tipos de público: profissionais da área da saúde, educadores, pais e os jovens propícios a praticarem os jogos”, assegura Fabiana. São desenvolvidas pesquisas e estudos, informações e experiências, que são trocadas com entidades semelhantes no Brasil e no mundo.

A instituição atua principalmente em instituições de ensino. Segundo a psicóloga, o maior desafio sobre o tema é a falta de informação. Então, é realizada uma explicação do que são as brincadeiras perigosas, quem participa, como se propagam, por que é praticado, os sinais de um praticante e informações médicas.

“Preparamos o que vai ser trabalhado, as atividades que vão ser feitas de acordo com a demanda do público que vai ser atendido”, informa Fabiana.

A profissional esclarece que as atividades realizadas com os jovens têm que ser feitas com muita cautela. “Com os jovens nós ressaltamos a importância do cuidado com o corpo e da respiração, não apresentamos nem falamos das brincadeiras de risco, para não despertar a curiosidade deles nem para incentivar”, justifica a psicóloga.

Para saber mais sobre o instituto, acesse o site ou o a página no Facebook.