Anvisa quer proibir vacina contra a dengue para quem nunca teve a doença

VACINAÇÃO

Anvisa quer proibir vacina contra a dengue para quem nunca teve a doença

Uma pesquisa apontou que pessoas que nunca tiveram contato com um dos tipos de vírus da dengue, ao tomar a vacina, estavam sob risco do agravamento da doença

Por Tribuna do Ceará em Saúde

2 de setembro de 2018 às 06:45

Há 3 semanas
vacina em referência a Medida da Anvisa busca proibir dengue para quem nunca teve a doença

A medida deve impactar na busca pela vacina em clínicas cearenses (FOTO: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

A medida da Anvisa de contraindicar a vacina contra a dengue para quem nunca teve a doença deve impactar na busca pela imunização nas clínicas cearenses.

Uma pesquisa feita pelo próprio laboratório que faz o produto, o francês Sanofi-Pasteur, apontou que pessoas nunca tiveram contato com um dos quatro tipos de vírus da dengue, ao tomar a vacina, estavam sob risco maior de agravamento do quadro se contraíssem a doença.

O diretor médico de uma clínica de vacinação do bairro Aldeota, João Cláudio Jacó, diz que além das doses ainda serem desconhecidas pela maior parte da população, a procura a partir de agora deve ser ainda mais reduzida.

A imunização é feita em três doses a cada seis meses. O custo de fábrica da dose é de cerca de R$ 130, mais os custos de aplicação, que é só oferecida na rede privada.

Desde que a Dengvaxia foi lançada, em dezembro de 2015, mais de 350 mil pessoas já tomaram a vacina contra dengue no Brasil. Para a aprovação das alterações, a Avnisa considerou que a Dengxavia é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue para pessoas que já tiveram alguma forma da doença.

Em entrevista à BandNews FM Brasília, a especialista em regulação da Anvisa, Daniela Marreco, explicou que o acompanhamento é contínuo e que a agência também monitora os dados de segurança, além de fazer a fiscalização.

“No mundo todo as agências trabalham dessa forma, recebendo informações de estudos clínicos conduzidos pela empresa e do acompanhamento que elas fazem dos seus produtos durante uso no mercado”.

O Sanofi-Pasteur tem 3 dias para mudar a bula eletrônica e orientar os locais onde a vacina é comercializada. A empresa também deve apresentar um plano com estratégias de minimização de riscos e acompanhamento de pessoas já vacinadas.

Sheila Homsani, diretora médica da empresa, reforça que a vacina tem papel importante para evitar casos mais graves. “Diminuiu muito o número de casos para os indivíduos que já tiveram dengue antes”.

Confira reportagem de Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM:

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VACINAÇÃO

Anvisa quer proibir vacina contra a dengue para quem nunca teve a doença

Uma pesquisa apontou que pessoas que nunca tiveram contato com um dos tipos de vírus da dengue, ao tomar a vacina, estavam sob risco do agravamento da doença

Por Tribuna do Ceará em Saúde

2 de setembro de 2018 às 06:45

Há 3 semanas
vacina em referência a Medida da Anvisa busca proibir dengue para quem nunca teve a doença

A medida deve impactar na busca pela vacina em clínicas cearenses (FOTO: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

A medida da Anvisa de contraindicar a vacina contra a dengue para quem nunca teve a doença deve impactar na busca pela imunização nas clínicas cearenses.

Uma pesquisa feita pelo próprio laboratório que faz o produto, o francês Sanofi-Pasteur, apontou que pessoas nunca tiveram contato com um dos quatro tipos de vírus da dengue, ao tomar a vacina, estavam sob risco maior de agravamento do quadro se contraíssem a doença.

O diretor médico de uma clínica de vacinação do bairro Aldeota, João Cláudio Jacó, diz que além das doses ainda serem desconhecidas pela maior parte da população, a procura a partir de agora deve ser ainda mais reduzida.

A imunização é feita em três doses a cada seis meses. O custo de fábrica da dose é de cerca de R$ 130, mais os custos de aplicação, que é só oferecida na rede privada.

Desde que a Dengvaxia foi lançada, em dezembro de 2015, mais de 350 mil pessoas já tomaram a vacina contra dengue no Brasil. Para a aprovação das alterações, a Avnisa considerou que a Dengxavia é comprovadamente eficaz na prevenção de um novo episódio de dengue para pessoas que já tiveram alguma forma da doença.

Em entrevista à BandNews FM Brasília, a especialista em regulação da Anvisa, Daniela Marreco, explicou que o acompanhamento é contínuo e que a agência também monitora os dados de segurança, além de fazer a fiscalização.

“No mundo todo as agências trabalham dessa forma, recebendo informações de estudos clínicos conduzidos pela empresa e do acompanhamento que elas fazem dos seus produtos durante uso no mercado”.

O Sanofi-Pasteur tem 3 dias para mudar a bula eletrônica e orientar os locais onde a vacina é comercializada. A empresa também deve apresentar um plano com estratégias de minimização de riscos e acompanhamento de pessoas já vacinadas.

Sheila Homsani, diretora médica da empresa, reforça que a vacina tem papel importante para evitar casos mais graves. “Diminuiu muito o número de casos para os indivíduos que já tiveram dengue antes”.

Confira reportagem de Jackson de Moura para Tribuna BandNews FM: