Tasso Jereissati recebe apoio de Alckmin e Fernando Henrique em meio à crise no PSDB

SENADOR

Tasso Jereissati recebe apoio de Alckmin e Fernando Henrique em meio à crise no PSDB

Tasso é candidato à presidência do partido em 2018 e defende renovações de posturas dentro do PSDB diante da crise política no Brasil

Por Tribuna do Ceará em Política

11 de novembro de 2017 às 12:20

Há 1 mês
Tasso foi afastado da presidência pelo presidente afastado, Aécio Neves. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Tasso foi afastado da presidência pelo presidente afastado, Aécio Neves. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

A destituição do senador Tasso Jereissati da presidência do PSDB pouco tempo após lançar candidatura à presidência da sigla, gerou contrariedade em nomes de peso do partido. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou clara sua oposição ao ato do senador Aécio Neves (PSDB), em entrevista à Folha de S. Paulo. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu candidatura do senador cearense no Facebook.

“Não fui consultado. Se fosse, não concordaria. Agora, nós temos que unir o partido”, afirmou o Alckmin. O governador também rejeitou indicação de Fernando Henrique Cardoso para que assumisse a presidência para unir a sigla. “Não há necessidade. O partido tem bons quadros”, disse.

Na sexta-feira (10), pelo Facebook, o ex-presidente defendeu a unidade do partido e o nome de Tasso para a presidência. “Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido”, escreveu.

Fernando Henrique pontuou que o partido precisa dar sinais claros da própria mudança e cobrou alterações no estatuto da sigla “para dar mais transparência e responsabilidade às decisões da Executiva do partido”.

“Na próxima campanha, tudo que pareça afastar-se das boas normas de conduta política será condenado, mormente no caso de um partido que se pretende transformador. Estamos jogando o futuro, não apenas os próximos meses”, acrescentou.

Na convenção estadual do PSDB, na sexta-feira (10), em Fortaleza, Tasso Jereissati voltou a falar sobre a crise interna no seu partido. Ele disse que “o PSDB do momento perdeu o rumo, e agora vai separar o joio do trigo”.

“Existe o PSDB do Mário Covas, do Fernando Henrique, que acabaram com a inflação e mudaram o Brasil. E existe o PSDB do momento que, ao longo do anos, perdeu o rumo e agora vai separar o joio do trigo pra gente enfrentar esse momento de desafios do Brasil”, disse Tasso.

Convenção do PSDB no Ceará. (Foto: Divulgação/PSDB)

Convenção do PSDB no Ceará. (Foto: Divulgação/PSDB)

Ele cobrou mais uma vez sinceridade de Aécio Neves e disse que a sua saída do cargo foi uma tentativa de impedir o processo de renovação do PSDB e não para garantir isonomia nas eleições do comando do partido, como alegou o senador mineiro.

“Ele não nos quer conduzindo esse processo. Ele está noutra linha muito diferente da nossa. Está fazendo o possível e o que pode no intuito de nos impedir e de colocar aqueles que defendem a linha dele, de deixar tudo como está”, disse Tasso.

Cenário no Ceará
No âmbito estadual, Tasso voltou a falar em renovação do partido e disse que o governador Camilo Santana (PT) é “mandado” por “oligarquia”. O ex-governador do Estado também retomou os discursos pela renovação política. Para ele, “a renovação não está na idade, está na cabeça”.

A convenção do PSDB de ontem oficializou o novo presidente estadual da sigla,  o ex-prefeito de Jaguaribara, Francini Guedes. Apesar de dizer que a oposição está unida, Guedes é reticente quanto a uma possível aliança entre o governador Camilo Santana e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB). Ele diz que caso a aliança se confirme, o bloco de oposição no Ceará fica fragilizado.

Sobre a atuação da oposição, Tasso afirmou que os irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT) exercem poder sobre o Governo de Camilo. Ele fez críticas à “política de oligarquia” no Estado.

“Voltamos a ter oligarquia: um irmão é candidato a isso, o outro é candidato a aquilo outro, o outro é candidato, a irmã é candidata, e o governador é mandado por eles. Isso não dá mais pra gente aceitar”, afirmou Tasso.

Publicidade

Dê sua opinião

SENADOR

Tasso Jereissati recebe apoio de Alckmin e Fernando Henrique em meio à crise no PSDB

Tasso é candidato à presidência do partido em 2018 e defende renovações de posturas dentro do PSDB diante da crise política no Brasil

Por Tribuna do Ceará em Política

11 de novembro de 2017 às 12:20

Há 1 mês
Tasso foi afastado da presidência pelo presidente afastado, Aécio Neves. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Tasso foi afastado da presidência pelo presidente afastado, Aécio Neves. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

A destituição do senador Tasso Jereissati da presidência do PSDB pouco tempo após lançar candidatura à presidência da sigla, gerou contrariedade em nomes de peso do partido. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou clara sua oposição ao ato do senador Aécio Neves (PSDB), em entrevista à Folha de S. Paulo. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu candidatura do senador cearense no Facebook.

“Não fui consultado. Se fosse, não concordaria. Agora, nós temos que unir o partido”, afirmou o Alckmin. O governador também rejeitou indicação de Fernando Henrique Cardoso para que assumisse a presidência para unir a sigla. “Não há necessidade. O partido tem bons quadros”, disse.

Na sexta-feira (10), pelo Facebook, o ex-presidente defendeu a unidade do partido e o nome de Tasso para a presidência. “Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido”, escreveu.

Fernando Henrique pontuou que o partido precisa dar sinais claros da própria mudança e cobrou alterações no estatuto da sigla “para dar mais transparência e responsabilidade às decisões da Executiva do partido”.

“Na próxima campanha, tudo que pareça afastar-se das boas normas de conduta política será condenado, mormente no caso de um partido que se pretende transformador. Estamos jogando o futuro, não apenas os próximos meses”, acrescentou.

Na convenção estadual do PSDB, na sexta-feira (10), em Fortaleza, Tasso Jereissati voltou a falar sobre a crise interna no seu partido. Ele disse que “o PSDB do momento perdeu o rumo, e agora vai separar o joio do trigo”.

“Existe o PSDB do Mário Covas, do Fernando Henrique, que acabaram com a inflação e mudaram o Brasil. E existe o PSDB do momento que, ao longo do anos, perdeu o rumo e agora vai separar o joio do trigo pra gente enfrentar esse momento de desafios do Brasil”, disse Tasso.

Convenção do PSDB no Ceará. (Foto: Divulgação/PSDB)

Convenção do PSDB no Ceará. (Foto: Divulgação/PSDB)

Ele cobrou mais uma vez sinceridade de Aécio Neves e disse que a sua saída do cargo foi uma tentativa de impedir o processo de renovação do PSDB e não para garantir isonomia nas eleições do comando do partido, como alegou o senador mineiro.

“Ele não nos quer conduzindo esse processo. Ele está noutra linha muito diferente da nossa. Está fazendo o possível e o que pode no intuito de nos impedir e de colocar aqueles que defendem a linha dele, de deixar tudo como está”, disse Tasso.

Cenário no Ceará
No âmbito estadual, Tasso voltou a falar em renovação do partido e disse que o governador Camilo Santana (PT) é “mandado” por “oligarquia”. O ex-governador do Estado também retomou os discursos pela renovação política. Para ele, “a renovação não está na idade, está na cabeça”.

A convenção do PSDB de ontem oficializou o novo presidente estadual da sigla,  o ex-prefeito de Jaguaribara, Francini Guedes. Apesar de dizer que a oposição está unida, Guedes é reticente quanto a uma possível aliança entre o governador Camilo Santana e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB). Ele diz que caso a aliança se confirme, o bloco de oposição no Ceará fica fragilizado.

Sobre a atuação da oposição, Tasso afirmou que os irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT) exercem poder sobre o Governo de Camilo. Ele fez críticas à “política de oligarquia” no Estado.

“Voltamos a ter oligarquia: um irmão é candidato a isso, o outro é candidato a aquilo outro, o outro é candidato, a irmã é candidata, e o governador é mandado por eles. Isso não dá mais pra gente aceitar”, afirmou Tasso.