"Se Aécio quiser voltar a presidência do partido, é muito simples", diz Tasso Jereissati
LIDERANÇA DO PSDB

“Se Aécio quiser voltar a presidência do partido, é muito simples”, diz Tasso Jereissati

Tucano afirma que enquanto estiver interinamente na presidência do partido seguirá a orientação da maioria do PSDB

Por Tribuna do Ceará em Política

23 de agosto de 2017 às 08:59

Há 4 semanas
O senador cearense está presidência do PSDB (FOTO: Reprodução/Facebook)

O senador cearense está presidência do PSDB (FOTO: Reprodução/Facebook)

O presidente interino do PSDB, o senador Tasso Jereissati, convocou nesta terça-feira (22) os parlamentares tucanos insatisfeitos com a sua gestão à procurarem o colega Aécio Neves, de Minas Gerais, presidente licenciado, para pedir que ele seja tirado do cargo.

A informação foi divulgada pela revista Veja. Ainda na terça-feira, o parlamentar cearense concedeu entrevista a rádio Jovem Pan, onde voltou a afirmar que não vai entregar a presidência do partido. “O meu cargo é interino, sou presidente interino. Portanto, no dia que o presidente eleito do partido resolver voltar do afastamento que ele se encontra o cargo é dele evidentemente, agora enquanto eu estiver no partido, mesmo que interina, de acordo com a maioria do partido”, afirmou.

Sobre as articulações de uma ala do partido para o retorno do presidente licenciado, Aécio Neves, e a nomeação de um novo vice, Tasso afirmou que a medida é simples de ser solucionada. “Não preciso articular nada. É só o senador Áecio querer e em 5 minutos ele resolve isso, é só ele escrever um documento que quer voltar ao partido e se quiser indicar alguém ou ficar na presidência ele escreve um documento. Isso é muito simples de fazer”, disse.

Ainda sobre a polêmica propaganda do PSDB, exibida na última quinta-feira, o senador cearense , afirmou que o conteúdo do filme foi visto por várias lideranças do partido e que apenas Aécio Neves foi contra. E que não encontra explicação para a polêmica em torno do vídeo.

“Se você olhar o programa com cuidado não há razão para tanta celeuma, tanta revolta, porque ele não atinge ninguém diretamente. Ele simplesmente fala em duas coisas: uma revisão de erros cometidos pelo partido e a defesa do parlamentarismo. Nós ouvimos as lideranças mais representativas do partido em várias instâncias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Áecio Neves que viu o programa e foi o único que não gostou”, explica.

Tasso Jereissatti defendeu ainda, a saída do PSDB da base do governo, no entanto, para ele, o partido precisa de uma revisão de erros e acertos para construir um novo programa de partido. “Eu defendi isso sem nenhuma dúvida. Agora, nunca ficar contra o governo, nunca assumir oposição como o PT, por exemplo. Eu defendi foi sair do governo para que nós pudéssemos ter a isenção necessária para fazer uma revisão de todos os nossos equívocos e acertos e preparar para o futuro um novo programa de partido, para que se tivesse os princípios do partido muito bem delineado”, garante.

O senador cearense negou que pretenda antecipar a convenção nacional do partido, marcada para dezembro, como medida para solucionar as divergências entre alas.

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LIDERANÇA DO PSDB

“Se Aécio quiser voltar a presidência do partido, é muito simples”, diz Tasso Jereissati

Tucano afirma que enquanto estiver interinamente na presidência do partido seguirá a orientação da maioria do PSDB

Por Tribuna do Ceará em Política

23 de agosto de 2017 às 08:59

Há 4 semanas
O senador cearense está presidência do PSDB (FOTO: Reprodução/Facebook)

O senador cearense está presidência do PSDB (FOTO: Reprodução/Facebook)

O presidente interino do PSDB, o senador Tasso Jereissati, convocou nesta terça-feira (22) os parlamentares tucanos insatisfeitos com a sua gestão à procurarem o colega Aécio Neves, de Minas Gerais, presidente licenciado, para pedir que ele seja tirado do cargo.

A informação foi divulgada pela revista Veja. Ainda na terça-feira, o parlamentar cearense concedeu entrevista a rádio Jovem Pan, onde voltou a afirmar que não vai entregar a presidência do partido. “O meu cargo é interino, sou presidente interino. Portanto, no dia que o presidente eleito do partido resolver voltar do afastamento que ele se encontra o cargo é dele evidentemente, agora enquanto eu estiver no partido, mesmo que interina, de acordo com a maioria do partido”, afirmou.

Sobre as articulações de uma ala do partido para o retorno do presidente licenciado, Aécio Neves, e a nomeação de um novo vice, Tasso afirmou que a medida é simples de ser solucionada. “Não preciso articular nada. É só o senador Áecio querer e em 5 minutos ele resolve isso, é só ele escrever um documento que quer voltar ao partido e se quiser indicar alguém ou ficar na presidência ele escreve um documento. Isso é muito simples de fazer”, disse.

Ainda sobre a polêmica propaganda do PSDB, exibida na última quinta-feira, o senador cearense , afirmou que o conteúdo do filme foi visto por várias lideranças do partido e que apenas Aécio Neves foi contra. E que não encontra explicação para a polêmica em torno do vídeo.

“Se você olhar o programa com cuidado não há razão para tanta celeuma, tanta revolta, porque ele não atinge ninguém diretamente. Ele simplesmente fala em duas coisas: uma revisão de erros cometidos pelo partido e a defesa do parlamentarismo. Nós ouvimos as lideranças mais representativas do partido em várias instâncias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Áecio Neves que viu o programa e foi o único que não gostou”, explica.

Tasso Jereissatti defendeu ainda, a saída do PSDB da base do governo, no entanto, para ele, o partido precisa de uma revisão de erros e acertos para construir um novo programa de partido. “Eu defendi isso sem nenhuma dúvida. Agora, nunca ficar contra o governo, nunca assumir oposição como o PT, por exemplo. Eu defendi foi sair do governo para que nós pudéssemos ter a isenção necessária para fazer uma revisão de todos os nossos equívocos e acertos e preparar para o futuro um novo programa de partido, para que se tivesse os princípios do partido muito bem delineado”, garante.

O senador cearense negou que pretenda antecipar a convenção nacional do partido, marcada para dezembro, como medida para solucionar as divergências entre alas.