Saiba como votaram os senadores do Ceará na Reforma Trabalhista

POLÍTICA

Saiba como votaram os senadores do Ceará na Reforma Trabalhista

Para Michel Temer, a reforma ajudará o País a gerar mais empregos, opositores apontam retrocessos e prejuízos a trabalhadores

Por Tribuna Bandnews FM em Política

12 de julho de 2017 às 12:14

Há 5 meses

Sessão foi suspensa por sete horas após protesto de senadoras oposicionistas (FOTO: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O Senado Federal aprovou nessa terça-feira (11) o texto-base da Reforma Trabalhista. Foram 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção. Dos três senadores cearenses, apenas dois votaram,  José Pimentel (PT) e Tasso Jereissati (PSDB).

Em lados opostos, Pimentel votou contra o texto, enquanto Tasso votou a favor. Eunício Oliveira (PMDB) não votou por ser o presidente da Casa.

A votação foi marcada por tumultos. A sessão chegou a ser suspensa por sete horas diante do protesto de senadoras da oposição. Elas ocuparam a mesa de forma a impedir a continuidade dos trabalhos.

Em retaliação, Eunício Oliveira ordenou o desligamento das luzes, do ar-condicionado e dos microfones. Somente às 18h30min, a votação foi retomada.

O texto agora segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB). Após a aprovação, a reforma entra em vigor em até 120 dias. Em pronunciamento feito instantes após aprovação do texto, o presidente comemorou o que qualificou como uma das reforma mais “ambiciosas” dos últimos 30 anos. “É uma vitória do Brasil na luta contra o desemprego e na construção de um país mais competitivo”, afirmou Temer.

Repercussão
O debate da reforma foi marcado por polêmicas. Para governistas, as mudanças são uma modernização da lei, que dinamizava as relações entre empregados e empregadores. Opositores defendem que a reforma destrói direitos trabalhistas que protegiam os empregados.

A rádio Tribuna BandNews ouviu os presidentes da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Para Will Pereira, presidente da CUT-CE, há pontos “inaceitáveis” na reforma, como o peso de lei que passa ter a negociação direta entre funcionários e patrões. “A gente percebe que há um lado nesse processo de negociação certamente tem força”, afirma o sindicalista.

O empresário Severino Ramalho Neto, presidente da CDL, afirma que a reforma proporcionará aumento no número de vagas de empregos, ao abrir, por exemplos, novas oportunidades de contratação, como o trabalho intermitente. “É um texto que não retira direitos. Prevalece a negociação, ela fortalece a negociação”, afirma.

Confira abaixo matéria completa da Rádio Tribuna Bandnews:

 

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Saiba como votaram os senadores do Ceará na Reforma Trabalhista

Para Michel Temer, a reforma ajudará o País a gerar mais empregos, opositores apontam retrocessos e prejuízos a trabalhadores

Por Tribuna Bandnews FM em Política

12 de julho de 2017 às 12:14

Há 5 meses

Sessão foi suspensa por sete horas após protesto de senadoras oposicionistas (FOTO: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O Senado Federal aprovou nessa terça-feira (11) o texto-base da Reforma Trabalhista. Foram 50 votos a favor, 26 contra e uma abstenção. Dos três senadores cearenses, apenas dois votaram,  José Pimentel (PT) e Tasso Jereissati (PSDB).

Em lados opostos, Pimentel votou contra o texto, enquanto Tasso votou a favor. Eunício Oliveira (PMDB) não votou por ser o presidente da Casa.

A votação foi marcada por tumultos. A sessão chegou a ser suspensa por sete horas diante do protesto de senadoras da oposição. Elas ocuparam a mesa de forma a impedir a continuidade dos trabalhos.

Em retaliação, Eunício Oliveira ordenou o desligamento das luzes, do ar-condicionado e dos microfones. Somente às 18h30min, a votação foi retomada.

O texto agora segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB). Após a aprovação, a reforma entra em vigor em até 120 dias. Em pronunciamento feito instantes após aprovação do texto, o presidente comemorou o que qualificou como uma das reforma mais “ambiciosas” dos últimos 30 anos. “É uma vitória do Brasil na luta contra o desemprego e na construção de um país mais competitivo”, afirmou Temer.

Repercussão
O debate da reforma foi marcado por polêmicas. Para governistas, as mudanças são uma modernização da lei, que dinamizava as relações entre empregados e empregadores. Opositores defendem que a reforma destrói direitos trabalhistas que protegiam os empregados.

A rádio Tribuna BandNews ouviu os presidentes da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Para Will Pereira, presidente da CUT-CE, há pontos “inaceitáveis” na reforma, como o peso de lei que passa ter a negociação direta entre funcionários e patrões. “A gente percebe que há um lado nesse processo de negociação certamente tem força”, afirma o sindicalista.

O empresário Severino Ramalho Neto, presidente da CDL, afirma que a reforma proporcionará aumento no número de vagas de empregos, ao abrir, por exemplos, novas oportunidades de contratação, como o trabalho intermitente. “É um texto que não retira direitos. Prevalece a negociação, ela fortalece a negociação”, afirma.

Confira abaixo matéria completa da Rádio Tribuna Bandnews: