Primeira-dama do Ceará nega acusações de crime eleitoral
INVESTIGAÇÃO

Primeira-dama do Ceará nega acusações de crime eleitoral

Segundo a revista Época, Onélia Santana é suspeita de compra de votos

Por Lyvia Rocha em Política

12 de dezembro de 2016 às 19:39

Há 5 meses
crime-eleitoral-onelia-santana

Onélia Santana negou qualquer envolvimento em crime eleitoral (FOTO: Reprodução/Youtube)

Indiciada, nesta segunda-feira (12), pela Polícia Federal, a primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, negou o envolvimento em crime eleitoral na cidade de Barbalha nas eleições municipais deste ano.

Em nota, a primeira-dama afirma que não participou de nenhuma prática ilegal. “A respeito da informação de indiciamento envolvendo meu nome em inquérito de suposta compra de votos na última eleição, em Barbalha, esclareço que jamais participei de qualquer prática ilícita, a qual repudio de forma veemente”.

A primeira-dama também ressalta que sempre respeitou as leis e do seu papel como pessoa pública. “Tenho pautado minha vida pela correção nos atos e respeito às leis. Os últimos dois anos tenho dedicado todos os meus momentos, de forma voluntária e incansável, ao desenvolvimento de projetos sociais. Um compromisso que assumi e que irei cumprir com muito zelo e dedicação”, finaliza.

A acusação é de compra de votos, crimes de associação criminosa e ameaças a eleitores. Segundo a revista Época, Onélia Santana teria agido em benefício ao candidato e ex-assessor do gabinete de Camilo Santana, Fernando Santana (PT), que também foi indiciado. Ainda segundo a publicação, a investigação aponta que ela ameaçava eleitores que, caso a cidade de Barbalha não elegesse seu candidato, o Governo do Estado não enviaria dinheiro para o município.

Investigação

A investigação iniciou após a prisão de Ana Quitéria, assessora de Onélia, em 30 de setembro, a dois dias do pleito. Ana Quitéria foi detida com uma quantia em envelopes nominados. O valor de cerca de R$ 50 mil seria usado, segundo a PF, para comprar votos.

A prisão ocorreu depois de denúncias dos eleitores de Barbalha, cidade-natal do governador Camilo Santana, localizada numa das regiões de maior peso político no Estado. Após o escândalo de compra de votos, Fernando Santana acabou derrotado na disputa com Argemiro Sampaio (PSDB), por uma diferença de 178 votos.

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INVESTIGAÇÃO

Primeira-dama do Ceará nega acusações de crime eleitoral

Segundo a revista Época, Onélia Santana é suspeita de compra de votos

Por Lyvia Rocha em Política

12 de dezembro de 2016 às 19:39

Há 5 meses
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Onélia Santana negou qualquer envolvimento em crime eleitoral (FOTO: Reprodução/Youtube)

Indiciada, nesta segunda-feira (12), pela Polícia Federal, a primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, negou o envolvimento em crime eleitoral na cidade de Barbalha nas eleições municipais deste ano.

Em nota, a primeira-dama afirma que não participou de nenhuma prática ilegal. “A respeito da informação de indiciamento envolvendo meu nome em inquérito de suposta compra de votos na última eleição, em Barbalha, esclareço que jamais participei de qualquer prática ilícita, a qual repudio de forma veemente”.

A primeira-dama também ressalta que sempre respeitou as leis e do seu papel como pessoa pública. “Tenho pautado minha vida pela correção nos atos e respeito às leis. Os últimos dois anos tenho dedicado todos os meus momentos, de forma voluntária e incansável, ao desenvolvimento de projetos sociais. Um compromisso que assumi e que irei cumprir com muito zelo e dedicação”, finaliza.

A acusação é de compra de votos, crimes de associação criminosa e ameaças a eleitores. Segundo a revista Época, Onélia Santana teria agido em benefício ao candidato e ex-assessor do gabinete de Camilo Santana, Fernando Santana (PT), que também foi indiciado. Ainda segundo a publicação, a investigação aponta que ela ameaçava eleitores que, caso a cidade de Barbalha não elegesse seu candidato, o Governo do Estado não enviaria dinheiro para o município.

Investigação

A investigação iniciou após a prisão de Ana Quitéria, assessora de Onélia, em 30 de setembro, a dois dias do pleito. Ana Quitéria foi detida com uma quantia em envelopes nominados. O valor de cerca de R$ 50 mil seria usado, segundo a PF, para comprar votos.

A prisão ocorreu depois de denúncias dos eleitores de Barbalha, cidade-natal do governador Camilo Santana, localizada numa das regiões de maior peso político no Estado. Após o escândalo de compra de votos, Fernando Santana acabou derrotado na disputa com Argemiro Sampaio (PSDB), por uma diferença de 178 votos.