Primeira-dama do Ceará é indiciada pela PF por suspeita de compra de votos, informa revista
INVESTIGAÇÃO

Primeira-dama do Ceará é indiciada pela PF por suspeita de compra de votos, informa revista

Investigação aponta que Onélia Santana teria ameaçado eleitores dizendo que, caso Barbalha não elegesse candidato, o governo não enviaria dinheiro ao município

Por Tribuna do Ceará em Política

12 de dezembro de 2016 às 12:49

Há 5 meses
Onélia Santana é a primeira-dama do Ceará (FOTO: Reprodução/Youtube/Governo do Estado)

Onélia Santana é a primeira-dama do Ceará (FOTO: Reprodução/Youtube/Governo do Estado)

A primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, foi indiciada pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos, crimes de associação criminosa e ameaças a eleitores durante as eleições municipais nesse ano. A informação é da Revista Época.

A primeira-dama teria agido em benefício ao candidato e ex-assessor do gabinete de Camilo Santana, Fernando Santana (PT), que também foi indiciado.

De acordo com a revista, a investigação aponta ainda que Onélia ameaçava eleitores que, caso a cidade de Barbalha não elegesse seu candidato, o Governo do Estado não enviaria dinheiro para o município. 

Investigação

A investigação iniciou após a prisão de Ana Quitéria, assessora de Onélia, em 30 de setembro, a dois dias do pleito. Ana Quitéria foi detida com uma quantia em envelopes nominados. O valor de cerca de R$ 50 mil seria usado, segundo a PF, para comprar votos.

A prisão ocorreu depois de denúncias dos eleitores de Barbalha, cidade-natal do governador Camilo Santana, localizada numa das regiões de maior peso político no Estado. Após o escândalo de compra de votos, Fernando Santana acabou derrotado na disputa com Argemiro Sampaio (PSDB), por uma diferença de 178 votos.

Resposta

Em resposta, Onélia Santana afirmou que não teve participação em suposta compra de votos. “Jamais participei de qualquer prática ilícita, a qual repudio de forma veemente. Tenho pautado minha vida pela correção nos atos e respeito às leis. Os últimos dois anos tenho dedicado todos os meus momentos, de forma voluntária e incansável, ao desenvolvimento de projetos sociais. Um compromisso que assumi e que irei cumprir com muito zelo e dedicação”, informou em nota.

O Tribuna do Ceará tentou contato com a Polícia Federal, mas as ligações não foram atendidas.

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Primeira-dama do Ceará é indiciada pela PF por suspeita de compra de votos, informa revista

Investigação aponta que Onélia Santana teria ameaçado eleitores dizendo que, caso Barbalha não elegesse candidato, o governo não enviaria dinheiro ao município

Por Tribuna do Ceará em Política

12 de dezembro de 2016 às 12:49

Há 5 meses
Onélia Santana é a primeira-dama do Ceará (FOTO: Reprodução/Youtube/Governo do Estado)

Onélia Santana é a primeira-dama do Ceará (FOTO: Reprodução/Youtube/Governo do Estado)

A primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, foi indiciada pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos, crimes de associação criminosa e ameaças a eleitores durante as eleições municipais nesse ano. A informação é da Revista Época.

A primeira-dama teria agido em benefício ao candidato e ex-assessor do gabinete de Camilo Santana, Fernando Santana (PT), que também foi indiciado.

De acordo com a revista, a investigação aponta ainda que Onélia ameaçava eleitores que, caso a cidade de Barbalha não elegesse seu candidato, o Governo do Estado não enviaria dinheiro para o município. 

Investigação

A investigação iniciou após a prisão de Ana Quitéria, assessora de Onélia, em 30 de setembro, a dois dias do pleito. Ana Quitéria foi detida com uma quantia em envelopes nominados. O valor de cerca de R$ 50 mil seria usado, segundo a PF, para comprar votos.

A prisão ocorreu depois de denúncias dos eleitores de Barbalha, cidade-natal do governador Camilo Santana, localizada numa das regiões de maior peso político no Estado. Após o escândalo de compra de votos, Fernando Santana acabou derrotado na disputa com Argemiro Sampaio (PSDB), por uma diferença de 178 votos.

Resposta

Em resposta, Onélia Santana afirmou que não teve participação em suposta compra de votos. “Jamais participei de qualquer prática ilícita, a qual repudio de forma veemente. Tenho pautado minha vida pela correção nos atos e respeito às leis. Os últimos dois anos tenho dedicado todos os meus momentos, de forma voluntária e incansável, ao desenvolvimento de projetos sociais. Um compromisso que assumi e que irei cumprir com muito zelo e dedicação”, informou em nota.

O Tribuna do Ceará tentou contato com a Polícia Federal, mas as ligações não foram atendidas.