Presidente interino da Câmara anula votação do impeachment de Dilma

DECISÃO

Presidente interino da Câmara anula votação do impeachment de Dilma

Motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia por crime de responsabilidade

Por Roberta Tavares em Política

9 de Maio de 2016 às 12:45

Há 3 anos
Processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados com 367 votos a favor (FOTO: Agência Brasil)

Processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados com 367 votos a favor (FOTO: Agência Brasil)

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu anular, nesta segunda-feira (9), a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele acolheu o pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade.

Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado ‘fechamento de questão‘, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.

“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, afirma o presidente interino da Câmara em nota.

O processo de impeachment foi votado na Câmara dos Deputados no dia 17 de abril e aprovado por 367 votos, contra 137. A votação no Senado Federal é prevista para quarta-feira (11). Ainda não há a informação de que a data será mantida.

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DECISÃO

Presidente interino da Câmara anula votação do impeachment de Dilma

Motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia por crime de responsabilidade

Por Roberta Tavares em Política

9 de Maio de 2016 às 12:45

Há 3 anos
Processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados com 367 votos a favor (FOTO: Agência Brasil)

Processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados com 367 votos a favor (FOTO: Agência Brasil)

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu anular, nesta segunda-feira (9), a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele acolheu o pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade.

Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado ‘fechamento de questão‘, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.

“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, afirma o presidente interino da Câmara em nota.

O processo de impeachment foi votado na Câmara dos Deputados no dia 17 de abril e aprovado por 367 votos, contra 137. A votação no Senado Federal é prevista para quarta-feira (11). Ainda não há a informação de que a data será mantida.