Presidente do Sinpol é detido em manifestação contra Reforma da Previdência no Congresso Nacional
CONFRONTO COM A POLÍCIA

Presidente do Sinpol é detido em manifestação contra Reforma da Previdência no Congresso Nacional

Os manifestantes chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões Negro e Verde. A Polícia Legislativa barrou o protesto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio

Por Ana Clara Jovino em Política

18 de abril de 2017 às 20:01

Há 1 mês
Francisco Lucas esteve na manifestação representando o Sinpol Ceará junto ao diretor financeiro, Cristiano Cunha, e à diretora de formação sindical, Thelma Pacheco (FOTO: Divulgação/Sinpol)

Francisco Lucas esteve na manifestação representando o Sinpol Ceará, junto aos diretores Cristiano Cunha e Thelma Pacheco (FOTO: Divulgação/Sinpol)

Representantes da União dos Policiais do Brasil (UPB) reivindicaram a retirada dos profissionais de segurança pública do texto geral da reforma da Previdência (PEC 287), em uma manifestação, na tarde desta terça-feira (18), em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

Os manifestantes chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões Negro e Verde. A Polícia Legislativa barrou o protesto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio.

Durante o protesto, o presidente do Sinpol Ceará (Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará) , Francisco Lucas, foi detido. Ele realizou os procedimentos e foi liberado em seguida.

“O Sinpol está aqui nesse movimento, nessa mobilização em Brasília contra a tramitação da PEC 287. Fomos protocolar um documento, aí houve um confronto com a polícia legislativa jogando spray de pimenta na cara de trabalhador que está lutando por direitos deles também. Fizemos um enfrentamento aqui e não vamos recuar dessa luta”, relatou o presidente sobre o confronto com a polícia.

O Sinpol Ceará esteve à frente, representado pelo presidente Francisco Lucas, pelo diretor financeiro, Cristiano Cunha e pela diretora de formação sindical, Thelma Pacheco.

De acordo com Lucas, a entrada no Congresso Nacional seria de forma pacífica, para a entrega do protocolo do afastamento do relator Arthur Maia, porém, um grupo de policiais civis resolveu quis impedir a entrada dos manifestantes. “Estamos em luta não só a favor dos policiais, mas de toda a classe trabalhadora”, declarou o presidente do Sinpol.

Possível redução para 55 anos

Após protesto de policiais civis, o relator da proposta de reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse que vai reduzir em cinco anos a idade mínima para a aposentadoria dos policiais. Com isso a idade inicial passaria para 55 anos, em vez dos 60 anos proposto inicialmente pelo relator.

Maia deu a declaração após receber uma comitiva de manifestantes. Segundo o deputado, as mudanças ainda estão em estudo. “Temos um caso muito próprio para os policiais. O que estamos tentando fazer é um desenho de primeiro estabelecer, já agora, uma idade mínima. Não pode deixar de ter uma idade mínima, ela seria alguma coisa em torno de 55 anos, que é o mesmo que está valendo para as outras categorias”, disse.

A ideia do relator é construir uma proposta que consiga vincular os policiais às regras para a aposentadoria dos militares que foram retiradas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. O governo se comprometeu de apresentar em maio novo projeto para tratar da aposentadoria dos militares.

“Os policias, com uma certa razão, fazem questão de fazer uma certa vinculação que é a PEC que vai tratar dos militares. Então eles acham que a idade definitiva deve ser algo próximo ao que será colocado na PEC dos militares”, disse. “Nós faríamos uma vinculação da regra permanente da aposentaria do policial com a dos militares, afinal de contas são esforços físicos semelhantes que se necessitam para um tipo de atividade e outra”.

A proposta encaminhada pelo governo em dezembro do ano passado determinava a idade de 65 anos com 25 anos de tempo de contribuição para a aposentadoria e insere a categoria na regra geral do funcionalismo.

Confira os vídeos:

 

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Presidente do Sinpol é detido em manifestação contra Reforma da Previdência no Congresso Nacional

Os manifestantes chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões Negro e Verde. A Polícia Legislativa barrou o protesto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio

Por Ana Clara Jovino em Política

18 de abril de 2017 às 20:01

Há 1 mês
Francisco Lucas esteve na manifestação representando o Sinpol Ceará junto ao diretor financeiro, Cristiano Cunha, e à diretora de formação sindical, Thelma Pacheco (FOTO: Divulgação/Sinpol)

Francisco Lucas esteve na manifestação representando o Sinpol Ceará, junto aos diretores Cristiano Cunha e Thelma Pacheco (FOTO: Divulgação/Sinpol)

Representantes da União dos Policiais do Brasil (UPB) reivindicaram a retirada dos profissionais de segurança pública do texto geral da reforma da Previdência (PEC 287), em uma manifestação, na tarde desta terça-feira (18), em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

Os manifestantes chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões Negro e Verde. A Polícia Legislativa barrou o protesto com a utilização de bombas de gás lacrimogênio.

Durante o protesto, o presidente do Sinpol Ceará (Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará) , Francisco Lucas, foi detido. Ele realizou os procedimentos e foi liberado em seguida.

“O Sinpol está aqui nesse movimento, nessa mobilização em Brasília contra a tramitação da PEC 287. Fomos protocolar um documento, aí houve um confronto com a polícia legislativa jogando spray de pimenta na cara de trabalhador que está lutando por direitos deles também. Fizemos um enfrentamento aqui e não vamos recuar dessa luta”, relatou o presidente sobre o confronto com a polícia.

O Sinpol Ceará esteve à frente, representado pelo presidente Francisco Lucas, pelo diretor financeiro, Cristiano Cunha e pela diretora de formação sindical, Thelma Pacheco.

De acordo com Lucas, a entrada no Congresso Nacional seria de forma pacífica, para a entrega do protocolo do afastamento do relator Arthur Maia, porém, um grupo de policiais civis resolveu quis impedir a entrada dos manifestantes. “Estamos em luta não só a favor dos policiais, mas de toda a classe trabalhadora”, declarou o presidente do Sinpol.

Possível redução para 55 anos

Após protesto de policiais civis, o relator da proposta de reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse que vai reduzir em cinco anos a idade mínima para a aposentadoria dos policiais. Com isso a idade inicial passaria para 55 anos, em vez dos 60 anos proposto inicialmente pelo relator.

Maia deu a declaração após receber uma comitiva de manifestantes. Segundo o deputado, as mudanças ainda estão em estudo. “Temos um caso muito próprio para os policiais. O que estamos tentando fazer é um desenho de primeiro estabelecer, já agora, uma idade mínima. Não pode deixar de ter uma idade mínima, ela seria alguma coisa em torno de 55 anos, que é o mesmo que está valendo para as outras categorias”, disse.

A ideia do relator é construir uma proposta que consiga vincular os policiais às regras para a aposentadoria dos militares que foram retiradas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. O governo se comprometeu de apresentar em maio novo projeto para tratar da aposentadoria dos militares.

“Os policias, com uma certa razão, fazem questão de fazer uma certa vinculação que é a PEC que vai tratar dos militares. Então eles acham que a idade definitiva deve ser algo próximo ao que será colocado na PEC dos militares”, disse. “Nós faríamos uma vinculação da regra permanente da aposentaria do policial com a dos militares, afinal de contas são esforços físicos semelhantes que se necessitam para um tipo de atividade e outra”.

A proposta encaminhada pelo governo em dezembro do ano passado determinava a idade de 65 anos com 25 anos de tempo de contribuição para a aposentadoria e insere a categoria na regra geral do funcionalismo.

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