#Conjunturas: Parlamentares discutem decisão do STF de proibir greve de agentes de segurança pública

POLÊMICA

#Conjunturas: Parlamentares discutem decisão do STF de proibir greve de agentes de segurança

Deputados e vereador relembraram a greve de policiais militares em 2012 e afirmaram ser “perigoso” o impedimento do direito a todos os agentes de segurança

Por Tribuna Bandnews FM em Política

17 de Abril de 2017 às 14:43

Há 8 meses
Greve dos policiais, em 2012, foi relembrada pelos parlamentares (FOTO: Divulgação)

Greve dos policiais, em 2012, foi relembrada pelos parlamentares (FOTO: Divulgação)

O “Conjunturas” desta segunda-feira (17) discutiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir greves na segurança pública. O debate foi acirrado entre o deputado federal Cabo Sabino (PR), deputado estadual Carlos Matos (PSDB) e vereador Guilherme Sampaio (PT).

“Os policiais militares já estão habituados na Constituição que não têm o direito de greve, mas impedir policiais civis, policiais federais, rodoviários federais, guardas municipais, agentes de trânsito, que estão dentro do artigo 144 da Constituição, eu acho muito perigoso. O que vai impedir que o STF de amanhã impeça que o pessoal da Saúde, da Educação, também sejam impedidos do direito de greve? Mais uma vez o STF começa a legislar na ausência do Executivo e, com isso, traz perdas irrefutáveis”, refletiu o deputado Cabo Sabino.

Guilherme Sampaio, por sua vez, relembrou as greves dos policiais militares no Espírito Santo e no Ceará e alfinetou o parlamentar. “Você falava que, com relação aos policiais militares, isso já está pacificado legalmente. Então o que houve no Espírito Santo e no Ceará naquele momento?”.

Como resposta, Cabo Sabino afirmou: “quando se fere a dignidade humana, não existe lei que se torne maior do que a dignidade da pessoa humana, quando existe a necessidade real, quando existe a escravidão branca, não tínhamos como permanecer algemados, humilhados”.

O deputado estadual Carlos Matos explicou que é preciso lembrar o “caos”, como ele próprio cita, que se instalava no Ceará em 2012. “Eu estou é com medo de entrar nesse debate, porque a coisa está pegando fogo. Temos que separar as duas coisas e lembrar da situação de caos, quando o governador [Cid Gomes] perdeu o controle da polícia, deixou a situação chegar ao caos, onde tudo pode acontecer. E uma outra coisa é que nós vemos que o parlamento federal foi omisso, mas toda vida que há uma omissão do parlamento brasileiro, o STF entra legislando, porque tem que haver uma disciplina”.

O quadro vai ao ar segunda, quarta e sexta, pela manhã, no Tribuna BandNews 1ª Edição, com mediação do jornalista Nonato Albuquerque.

Confira o bate-papo na íntegra:

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Deputados e vereador relembraram a greve de policiais militares em 2012 e afirmaram ser “perigoso” o impedimento do direito a todos os agentes de segurança

Por Tribuna Bandnews FM em Política

17 de Abril de 2017 às 14:43

Há 8 meses
Greve dos policiais, em 2012, foi relembrada pelos parlamentares (FOTO: Divulgação)

Greve dos policiais, em 2012, foi relembrada pelos parlamentares (FOTO: Divulgação)

O “Conjunturas” desta segunda-feira (17) discutiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir greves na segurança pública. O debate foi acirrado entre o deputado federal Cabo Sabino (PR), deputado estadual Carlos Matos (PSDB) e vereador Guilherme Sampaio (PT).

“Os policiais militares já estão habituados na Constituição que não têm o direito de greve, mas impedir policiais civis, policiais federais, rodoviários federais, guardas municipais, agentes de trânsito, que estão dentro do artigo 144 da Constituição, eu acho muito perigoso. O que vai impedir que o STF de amanhã impeça que o pessoal da Saúde, da Educação, também sejam impedidos do direito de greve? Mais uma vez o STF começa a legislar na ausência do Executivo e, com isso, traz perdas irrefutáveis”, refletiu o deputado Cabo Sabino.

Guilherme Sampaio, por sua vez, relembrou as greves dos policiais militares no Espírito Santo e no Ceará e alfinetou o parlamentar. “Você falava que, com relação aos policiais militares, isso já está pacificado legalmente. Então o que houve no Espírito Santo e no Ceará naquele momento?”.

Como resposta, Cabo Sabino afirmou: “quando se fere a dignidade humana, não existe lei que se torne maior do que a dignidade da pessoa humana, quando existe a necessidade real, quando existe a escravidão branca, não tínhamos como permanecer algemados, humilhados”.

O deputado estadual Carlos Matos explicou que é preciso lembrar o “caos”, como ele próprio cita, que se instalava no Ceará em 2012. “Eu estou é com medo de entrar nesse debate, porque a coisa está pegando fogo. Temos que separar as duas coisas e lembrar da situação de caos, quando o governador [Cid Gomes] perdeu o controle da polícia, deixou a situação chegar ao caos, onde tudo pode acontecer. E uma outra coisa é que nós vemos que o parlamento federal foi omisso, mas toda vida que há uma omissão do parlamento brasileiro, o STF entra legislando, porque tem que haver uma disciplina”.

O quadro vai ao ar segunda, quarta e sexta, pela manhã, no Tribuna BandNews 1ª Edição, com mediação do jornalista Nonato Albuquerque.

Confira o bate-papo na íntegra: