Ministro do STF vota que Guimarães se torne réu, em acusação de recebimento de propina

PROCESSO

Ministro do STF vota que Guimarães se torne réu, em acusação de recebimento de propina

O político cearense é acusado de ter recebido propina em troca de ajuda na liberação de um empréstimo do BNB em 2011

Por Tribuna do Ceará em Política

13 de dezembro de 2017 às 11:27

Há 10 meses
O político é acusado de receber propina (FOTO: Divulgação)

O político é acusado de receber propina (FOTO: Divulgação)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, vota por tornar réu o deputado federal José Guimarães, do PT Ceará. A decisão foi dada nesta terça-feira (12), durante julgamento na Segunda Turma do STF.

A Corte, no entanto, decidiu adiar a continuidade do processo para a próxima segunda-feira, após o ministro Dias Toffoli pedir mais tempo para analisar o caso.

O político é acusado de ter recebido propina em troca de ajuda na liberação de um empréstimo do Banco do Nordeste em 2011. Na época, a instituição era presidida por Roberto Smith, que completava 8 anos de gestão.

A operação financeira envolvia recurso de R$ 260 milhões. O dinheiro beneficiaria uma empresa para a construção de usinas eólicas na Bahia. De acordo com a PGR, o advogado de Guimarães também estaria envolvido no esquema.

No site do Superior Tribunal Federal, a defesa de José Guimarães falou sobre o caso, reiterando que não há vantagem indevida. A defesa do parlamentar não nega o recebimento dos cheques, mas afirmou que José Guimarães apenas se prontificou a falar com o presidente do Banco do Nordeste para que recebesse Roberto Romano e os executivos da Engevix, não havendo qualquer ato de ofício de sua parte apto a configurar a solicitação e o recebimento de vantagem indevida.

O advogado de Guimarães também ressaltou que Romano exercia a atividade de lobista, que, embora ainda não regulamentada no Brasil, não é ilícita. Por esse motivo, o dinheiro que recebeu nessas condições é “limpo”, não podendo seu recebimento caracterizar o crime antecedente ao de lavagem de dinheiro, disse.

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PROCESSO

Ministro do STF vota que Guimarães se torne réu, em acusação de recebimento de propina

O político cearense é acusado de ter recebido propina em troca de ajuda na liberação de um empréstimo do BNB em 2011

Por Tribuna do Ceará em Política

13 de dezembro de 2017 às 11:27

Há 10 meses
O político é acusado de receber propina (FOTO: Divulgação)

O político é acusado de receber propina (FOTO: Divulgação)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, vota por tornar réu o deputado federal José Guimarães, do PT Ceará. A decisão foi dada nesta terça-feira (12), durante julgamento na Segunda Turma do STF.

A Corte, no entanto, decidiu adiar a continuidade do processo para a próxima segunda-feira, após o ministro Dias Toffoli pedir mais tempo para analisar o caso.

O político é acusado de ter recebido propina em troca de ajuda na liberação de um empréstimo do Banco do Nordeste em 2011. Na época, a instituição era presidida por Roberto Smith, que completava 8 anos de gestão.

A operação financeira envolvia recurso de R$ 260 milhões. O dinheiro beneficiaria uma empresa para a construção de usinas eólicas na Bahia. De acordo com a PGR, o advogado de Guimarães também estaria envolvido no esquema.

No site do Superior Tribunal Federal, a defesa de José Guimarães falou sobre o caso, reiterando que não há vantagem indevida. A defesa do parlamentar não nega o recebimento dos cheques, mas afirmou que José Guimarães apenas se prontificou a falar com o presidente do Banco do Nordeste para que recebesse Roberto Romano e os executivos da Engevix, não havendo qualquer ato de ofício de sua parte apto a configurar a solicitação e o recebimento de vantagem indevida.

O advogado de Guimarães também ressaltou que Romano exercia a atividade de lobista, que, embora ainda não regulamentada no Brasil, não é ilícita. Por esse motivo, o dinheiro que recebeu nessas condições é “limpo”, não podendo seu recebimento caracterizar o crime antecedente ao de lavagem de dinheiro, disse.