Michel Temer assina renegociação das dívidas de agricultores em evento fechado e não vê protesto
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Michel Temer assina renegociação das dívidas de agricultores em evento fechado e não vê protesto

Um pequneo grupo de pessoas se reuniu na frente do Banco do Nordeste contra o governo Temer

Por Lyvia Rocha em Política

9 de dezembro de 2016 às 18:25

Há 5 meses
michel-temer-ceará

Temer esteve em Fortaleza por pouco tempo (FOTO: Reprodução)

Sete meses após assumir a Presidência, Michel Temer (PMDB) viajou ao Nordeste pela primeira vez numa passagem rápida por Pernambuco e Ceará, nesta sexta-feira (9). Em Fortaleza, participou apenas de um evento fechado na sede do Banco do Nordeste (BNB) para cerca de 400 convidados.

Temer chegou à sede administrativa do banco de helicóptero e não viu o protesto feita por um grupo de aproximadamente cem pessoas contra a PEC 55, conhecida como PEC dos gastos, e contra a reforma da previdência que tramitam no Congresso. Pequeno, mas barulhento, o grupo gritou palavras de ordem como “fora Temer”.

O presidente assinou decreto de regulamentação da Lei de renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e do Nordeste prejudicados pela seca. Ele chegou acompanhado do governador Camilo Santana (PT), cujo partido é oposição ao governo dele. Também estavam com Temer aliados como os senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Temer defendeu a PEC dos gastos, dizendo que é “preciso arrumar a casa. Não gastar mais do que se arrecada.” Ele disse que áreas de saúde e educação continuarão sendo prioridades e terão verbas ampliadas apesar da PEC.

“Tem prioridades que precisamos atender. Saúde e educação são prioridades. Contra argumento, eu ofereço documento. O documento que ofereço é o orçamento do ano que vem, que já se baseou no teto de gastos. Ampliamos a verba para saúde e educação”, disse o presidente. Segundo ele, foram remanejados recursos de outras áreas e injetados na educação e saúde. “As pessoas não podem opor-se simplesmente porque são oposição (sic)”.

protesto-contra-temer

Protesto aconteceu durante visita de Temer (FOTO: Lyvia Rocha/ Tribuna do Ceará)

Protesto

Estudantes, participantes do Sindisaude, União da Juventude Socialista e Crítica Radical estiveram no protesto em frente ao Banco do Nordeste. Temer não viu o protesto nem na saída porque também deixou o local de helicóptero.

Eles levaram faixas e chegaram a interditar a Avenida Silas Munguba. “Acreditamos que a PEC do teto dos gastos é uma iniciativa do governo muito ruim para a população brasileira”, ressaltou a manifestante Nericilda Rocha, aluna de pós-graduação de Educação.

Lei

Na lei de renegociação das dívidas dos agricultores, os descontos serão aplicados por cinco faixas de valores da dívida atualizada segundo os montantes originais, que variam de R$ 15 mil a mais de R$ 500 mil. Para quem contraiu dívida com o Banco do Nordeste, os descontos variam de 15% a 95%. Para quem deve ao Banco da Amazônia, o percentual vai de 10% a 85%. Os empréstimos mais antigos, realizados até 2006, também ganharão desconto maior.

Serão contemplados apenas débitos contraídos por produtores das regiões da área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). No caso da Sudene, além dos estados da região situados no semiárido, serão contemplados, ainda, agricultores do norte do Espírito Santo e Minas Gerais e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, também abrangidos pela atuação da Superintendência.

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Por Lyvia Rocha em Política

9 de dezembro de 2016 às 18:25

Há 5 meses
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Temer esteve em Fortaleza por pouco tempo (FOTO: Reprodução)

Sete meses após assumir a Presidência, Michel Temer (PMDB) viajou ao Nordeste pela primeira vez numa passagem rápida por Pernambuco e Ceará, nesta sexta-feira (9). Em Fortaleza, participou apenas de um evento fechado na sede do Banco do Nordeste (BNB) para cerca de 400 convidados.

Temer chegou à sede administrativa do banco de helicóptero e não viu o protesto feita por um grupo de aproximadamente cem pessoas contra a PEC 55, conhecida como PEC dos gastos, e contra a reforma da previdência que tramitam no Congresso. Pequeno, mas barulhento, o grupo gritou palavras de ordem como “fora Temer”.

O presidente assinou decreto de regulamentação da Lei de renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e do Nordeste prejudicados pela seca. Ele chegou acompanhado do governador Camilo Santana (PT), cujo partido é oposição ao governo dele. Também estavam com Temer aliados como os senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

Temer defendeu a PEC dos gastos, dizendo que é “preciso arrumar a casa. Não gastar mais do que se arrecada.” Ele disse que áreas de saúde e educação continuarão sendo prioridades e terão verbas ampliadas apesar da PEC.

“Tem prioridades que precisamos atender. Saúde e educação são prioridades. Contra argumento, eu ofereço documento. O documento que ofereço é o orçamento do ano que vem, que já se baseou no teto de gastos. Ampliamos a verba para saúde e educação”, disse o presidente. Segundo ele, foram remanejados recursos de outras áreas e injetados na educação e saúde. “As pessoas não podem opor-se simplesmente porque são oposição (sic)”.

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Protesto aconteceu durante visita de Temer (FOTO: Lyvia Rocha/ Tribuna do Ceará)

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Estudantes, participantes do Sindisaude, União da Juventude Socialista e Crítica Radical estiveram no protesto em frente ao Banco do Nordeste. Temer não viu o protesto nem na saída porque também deixou o local de helicóptero.

Eles levaram faixas e chegaram a interditar a Avenida Silas Munguba. “Acreditamos que a PEC do teto dos gastos é uma iniciativa do governo muito ruim para a população brasileira”, ressaltou a manifestante Nericilda Rocha, aluna de pós-graduação de Educação.

Lei

Na lei de renegociação das dívidas dos agricultores, os descontos serão aplicados por cinco faixas de valores da dívida atualizada segundo os montantes originais, que variam de R$ 15 mil a mais de R$ 500 mil. Para quem contraiu dívida com o Banco do Nordeste, os descontos variam de 15% a 95%. Para quem deve ao Banco da Amazônia, o percentual vai de 10% a 85%. Os empréstimos mais antigos, realizados até 2006, também ganharão desconto maior.

Serão contemplados apenas débitos contraídos por produtores das regiões da área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). No caso da Sudene, além dos estados da região situados no semiárido, serão contemplados, ainda, agricultores do norte do Espírito Santo e Minas Gerais e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, também abrangidos pela atuação da Superintendência.

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