Mega-aliança em torno de Camilo é condomínio eleitoral, diz Ailton Lopes

ELEIÇÕES 2018

Mega-aliança em torno de Camilo é condomínio eleitoral, diz Ailton Lopes

O pré-candidato do Psol ao Governo do Estado criticou também o financiamento eleitoral. Na segurança, Ailton chamou o secretário de “dublê de Robocop”

Por Tribuna do Ceará em Política

30 de Maio de 2018 às 17:25

Há 7 meses
Ailton Lopes pré-candidato a governador

Ailton Lopes concedeu entrevista à Tribuna BandNews FM (FOTO: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará)

O pré-candidato ao Governo do Estado do Ceará pelo Psol, Ailton Lopes, criticou a composição de amplas coligações para disputas de cargos eleitorais e classificou de “condomínio eleitoral” a aliança de mais de 20 partidos em torno da reeleição do governador Camilo Santana.

“Na verdade, é um grande condomínio eleitoral que vai de A a Z. Tem Genecias Noronha. A gente fala tanto dos golpistas, taí: Temer, o Eunício Oliveira, que é do MDB. O Ciro Gomes falava tanto que o Eunício Oliveira era um chefe de quadrilha, estava envolvido em diversos esquemas. E agora está todo mundo junto. Isso faz com que as pessoas tenham ainda mais rejeição a esse tipo de política que nós também rejeitamos”.

Segundo ele, essa prática atende a interesses de grandes grupos econômicos e não visa aos anseios da sociedade. Para Ailton, as alianças resultam em obras superfaturadas e em contratos de licitação para essas empresas financiadoras. “A democracia não pode mais ser motivada por interesses econômicos”, declarou Ailton Lopes, em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM.

Durante a entrevista, o pré-candidato do Psol citou o caso do pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), que havia acusado o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), de ser chefe de uma quadrilha e, hoje, ambos são aliados.

“Eles não se aliam à toa. É um grande ‘condomínio eleitoral’. Ciro falava tanto de Eunício que era chefe de quadrilha e, agora, está todo mundo junto”, criticou. Além disso, apontou que a principal financiadora da campanha do atual governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi a empresa JBS, envolvida em vários escândalos de corrupção.

“Não acho que seja algo favorável. Isso faz um grande mal para a população, tanto do ponto de vista de consciência política quanto para o resultado prático. A gente percebe isso quando os recursos que faltam para a saúde e educação são destinados para esses grandes grupos econômicos”, argumenta.

Em contrapartida a esse modelo político, o pré-candidato garante que o seu partido não aceita dinheiro de grupo empresarial em suas campanhas. O trabalho desempenhado dentro do partido parte da militância e de ações voluntárias dos membros.

“O Psol quer mostrar mais uma vez que a gente precisa de um modelo econômico que não seja concentrador de renda e não esteja ‘sequestrado’ por grupos políticos que atendam a determinados grupos econômicos”, defende.

Já em relação à segurança pública, Ailton afirmou que as estratégias de policiamento ostensivo não são suficientes para solucionar e resolver o problema do crescimento da violência no Estado. Para ele, além de investir em ações de repressão, é necessário pensar em políticas públicas integradas com as secretarias da Educação e da Saúde.

“Nada se resolve agora de imediato. A política de segurança deve estar integrada com outras políticas. Falta dignidade e direitos para a população. A desigualdade social é maior violência do Estado”, ressalta.

“O número de homicídios no Ceará nos últimos 10 anos supera a população de 70% dos municípios do nosso estado. É um índice alarmante. São quase 35 mil homicídios. Foram quase quatro chacinas em apenas 60 dias em nosso estado. E o dublê de Robocop, que é o atual secretário de Segurança Pública [André Costa] chegou e disse que a situação está sob controle, inclusive reiterado pelo governador Camilo Santana. Então não se leva a sério a segurança pública no nosso estado”.

Confira outros assuntos abordados:

Direitos LGBT

“Somos a terra de Dandara e de diversas trans que foram assassinadas por conta da orientação sexual e gênero. O atual governo prometeu uma série de questões para esse público, mas não cumpriu. Não temos um ambulatório, não temos um Centro de Referência LGBT, nem o Centro de Referência da Mulher ainda foi inaugurado”, comenta.

Termelétricas
“Pela própria legislação, o consumo de água deve ser priorizado para o consumo humano e para os animais. Isso não tem sido colocado no Ceará. A gente tem que pensar quais atividades econômicas devem ser desenvolvidas em nosso Estado que não precisem consumir tanta água, nem poluir tanto. As nossas termelétricas, além de consumir uma quantidade de água absurda, contribuem bastante para as mudanças climáticas, agravando as secas”, pontua.

Confira a entrevista de Ailton Lopes à Tribuna Band News FM:

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O pré-candidato do Psol ao Governo do Estado criticou também o financiamento eleitoral. Na segurança, Ailton chamou o secretário de “dublê de Robocop”

Por Tribuna do Ceará em Política

30 de Maio de 2018 às 17:25

Há 7 meses
Ailton Lopes pré-candidato a governador

Ailton Lopes concedeu entrevista à Tribuna BandNews FM (FOTO: Emílio Moreno/Tribuna do Ceará)

O pré-candidato ao Governo do Estado do Ceará pelo Psol, Ailton Lopes, criticou a composição de amplas coligações para disputas de cargos eleitorais e classificou de “condomínio eleitoral” a aliança de mais de 20 partidos em torno da reeleição do governador Camilo Santana.

“Na verdade, é um grande condomínio eleitoral que vai de A a Z. Tem Genecias Noronha. A gente fala tanto dos golpistas, taí: Temer, o Eunício Oliveira, que é do MDB. O Ciro Gomes falava tanto que o Eunício Oliveira era um chefe de quadrilha, estava envolvido em diversos esquemas. E agora está todo mundo junto. Isso faz com que as pessoas tenham ainda mais rejeição a esse tipo de política que nós também rejeitamos”.

Segundo ele, essa prática atende a interesses de grandes grupos econômicos e não visa aos anseios da sociedade. Para Ailton, as alianças resultam em obras superfaturadas e em contratos de licitação para essas empresas financiadoras. “A democracia não pode mais ser motivada por interesses econômicos”, declarou Ailton Lopes, em entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM.

Durante a entrevista, o pré-candidato do Psol citou o caso do pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), que havia acusado o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), de ser chefe de uma quadrilha e, hoje, ambos são aliados.

“Eles não se aliam à toa. É um grande ‘condomínio eleitoral’. Ciro falava tanto de Eunício que era chefe de quadrilha e, agora, está todo mundo junto”, criticou. Além disso, apontou que a principal financiadora da campanha do atual governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi a empresa JBS, envolvida em vários escândalos de corrupção.

“Não acho que seja algo favorável. Isso faz um grande mal para a população, tanto do ponto de vista de consciência política quanto para o resultado prático. A gente percebe isso quando os recursos que faltam para a saúde e educação são destinados para esses grandes grupos econômicos”, argumenta.

Em contrapartida a esse modelo político, o pré-candidato garante que o seu partido não aceita dinheiro de grupo empresarial em suas campanhas. O trabalho desempenhado dentro do partido parte da militância e de ações voluntárias dos membros.

“O Psol quer mostrar mais uma vez que a gente precisa de um modelo econômico que não seja concentrador de renda e não esteja ‘sequestrado’ por grupos políticos que atendam a determinados grupos econômicos”, defende.

Já em relação à segurança pública, Ailton afirmou que as estratégias de policiamento ostensivo não são suficientes para solucionar e resolver o problema do crescimento da violência no Estado. Para ele, além de investir em ações de repressão, é necessário pensar em políticas públicas integradas com as secretarias da Educação e da Saúde.

“Nada se resolve agora de imediato. A política de segurança deve estar integrada com outras políticas. Falta dignidade e direitos para a população. A desigualdade social é maior violência do Estado”, ressalta.

“O número de homicídios no Ceará nos últimos 10 anos supera a população de 70% dos municípios do nosso estado. É um índice alarmante. São quase 35 mil homicídios. Foram quase quatro chacinas em apenas 60 dias em nosso estado. E o dublê de Robocop, que é o atual secretário de Segurança Pública [André Costa] chegou e disse que a situação está sob controle, inclusive reiterado pelo governador Camilo Santana. Então não se leva a sério a segurança pública no nosso estado”.

Confira outros assuntos abordados:

Direitos LGBT

“Somos a terra de Dandara e de diversas trans que foram assassinadas por conta da orientação sexual e gênero. O atual governo prometeu uma série de questões para esse público, mas não cumpriu. Não temos um ambulatório, não temos um Centro de Referência LGBT, nem o Centro de Referência da Mulher ainda foi inaugurado”, comenta.

Termelétricas
“Pela própria legislação, o consumo de água deve ser priorizado para o consumo humano e para os animais. Isso não tem sido colocado no Ceará. A gente tem que pensar quais atividades econômicas devem ser desenvolvidas em nosso Estado que não precisem consumir tanta água, nem poluir tanto. As nossas termelétricas, além de consumir uma quantidade de água absurda, contribuem bastante para as mudanças climáticas, agravando as secas”, pontua.

Confira a entrevista de Ailton Lopes à Tribuna Band News FM: