"Lula se diz Messi. Eu prefiro Neymar", diz João Dória em visita ao Ceará
PREFEITO DE SÃO PAULO

“Lula se diz Messi. Eu prefiro Neymar”, diz João Dória em visita ao Ceará

O prefeito de SP, negando pré-candidatura em 2018, chamou o principal adversário do PSDB de “sem vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde”

Por Jéssica Welma em Política

18 de agosto de 2017 às 19:04

Há 1 mês
Dória recebeu como homenagem letreiro com seu nome. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Dória recebeu como homenagem letreiro com seu nome (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), em visita ao Ceará, mesmo recusando a nominação de pré-candidato à presidência, não poupou ataques ao ex-presidente Lula (PT), principal adversário do PSDB, a quem chamou de “sem-vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde”. Dória esteve em Fortaleza nesta sexta-feira (18) e cumpre agenda em capitais nordestinas no mesmo período em que Lula visita a região.

> Leia também: “Ciro me teme”, fala Dória sobre desafeto político no Ceará

Como resposta ao ex-presidente, que, em Salvador (BA), comparou-se ao jogador argentino Lionel Messi, em analogia ao ataques que sofre o atacante de um time; Dória disse que prefere ser o jogador brasileiro Neymar Jr.

“Lula, eu prefiro ser Neymar: brasileiro e negro, que sabe o que fazer com a bola e sabe defender as cores do Brasil. A minha seleção, Lula, é a Seleção Brasileira, não é a Argentina; e (a minha cor) não é vermelha, é verde e amarelo”, disse Dória, arrancando aplausos dos ouvintes.

Para uma plateia de empresários do Ceará, o prefeito relembrou sua história de vida, ressaltou ações de governo em SP e criticou a esquerda. Ainda que negue pretensões de ser candidato em 2018, não faltaram discursos de apoio à sua candidatura e pontuações sobre o que o Brasil precisa fazer para sair da crise político-financeira.

O prefeito de São Paulo adota discurso nacionalista e abraça parcela da população que, com discurso de valorização do “verde e amarelo” e “amor ao Brasil”, foi às ruas pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Governo Temer

Dória foi prestigiado por empresários do Ceará. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Dória foi prestigiado por empresários e políticos do Ceará (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Questionado se o PSDB vai deixar o Governo Temer, Dória não quis se posicionar. Preferiu defender a aprovação de reformas na seguinte sequência: reforma trabalhista, da previdência, política e tributária. “Protegendo as reformas, vamos proteger o povo brasileiro”, pontua.

Sobre o racha político dentro do PSDB, o prefeito se esquiva de pareceres. Disse não ter visto a propaganda política do seu partido, veiculada em rede nacional na noite da quinta-feira (17), em que o PSDB diz que “errou” e defende o parlamentarismo.

Também nega que haja críticas a ele do governador Geraldo Alckmin (PSDB), cotado para disputar a presidência da República em 2018. O empresário não opina sobre nomes que podem disputar a presidência e repete que não tem feito viagens enquanto pré-candidato, mas como prefeito.

Dória teceu elogios ao senador e presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, de quem defende a permanência como interino até a convenção do partido no final do ano. O ex-governador do Ceará tem importante peso político nas articulações do partido.

> Leia também:  Tasso diz ter “total responsabilidade” sobre programa de autocrítica do PSDB

Solícito com quem o cumprimenta e com as dezenas de fotos, Dória só chega a mudar o tom de voz, polido e equilibrado, quando o assunto é o PT. “A mim Lula não intimida. Toda vez que mandar um recado, eu devolvo pra ele. Não me venha impor medo porque eu não tenho medo do Lula, não tenho medo do PT nem do petismo”, afirma.

João Dória esteve no Ceará nesta sexta-feira. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

João Dória esteve no Ceará nesta sexta-feira. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Crítica ao assistencialismo

Se o papel de pré-candidato se expressa nas nuances do discurso, quando o assunto é capacidade de gestão, Dória é direto. “Sou preparado para administrar a maior cidade do País. Quem administra a maior cidade da América Latina, terceira capital do mundo e sétima cidade do planeta, se sente, evidentemente, preparado para ser gestor em qualquer circunstância”, pontua.

Para o tradicional reduto petista, o Nordeste, Dória recomenda valorização do emprego e geração de renda. Ele critica políticas “assistencialistas”, sem citar exemplos, mas a pecha é dada por críticos do PT a programas como o Bolsa Família.

“A situação do assistencialismo, em qualquer região do Nordeste, não atende ao interesse real da população. Temos de gerar empregos, empregos é que dão cidadania, é que dão autonomia às pessoas, não o estabelecimento de cabresto para a cobrança depois de voto”, disse Dória. Ele citou o Ceará como exemplo em geração de emprego e em desenvolvimento de empresas referências no País.

Mesmo como prefeito de São Paulo e não como pré-candidato, Dória percorreu cidades caras ao PT, como Recife, Natal e Fortaleza. Se não há novo cargo à vista, há adversários, personificados principalmente em Lula.

“Um dia ele (Lula) disse também que eu era um nada. O nada venceu o PT na cidade de São Paulo, arrasando o PT. Foi o nada que venceu”, afirmou aos empresários. Dória arrematou seu discurso com um “chega de populismo, chega de corrupção. Acelera, Brasil”, embalado pelo “Tema da Vitória“, música instrumental que se tornou marca das vitórias do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.

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PREFEITO DE SÃO PAULO

“Lula se diz Messi. Eu prefiro Neymar”, diz João Dória em visita ao Ceará

O prefeito de SP, negando pré-candidatura em 2018, chamou o principal adversário do PSDB de “sem vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde”

Por Jéssica Welma em Política

18 de agosto de 2017 às 19:04

Há 1 mês
Dória recebeu como homenagem letreiro com seu nome. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Dória recebeu como homenagem letreiro com seu nome (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), em visita ao Ceará, mesmo recusando a nominação de pré-candidato à presidência, não poupou ataques ao ex-presidente Lula (PT), principal adversário do PSDB, a quem chamou de “sem-vergonha, preguiçoso, mentiroso e covarde”. Dória esteve em Fortaleza nesta sexta-feira (18) e cumpre agenda em capitais nordestinas no mesmo período em que Lula visita a região.

> Leia também: “Ciro me teme”, fala Dória sobre desafeto político no Ceará

Como resposta ao ex-presidente, que, em Salvador (BA), comparou-se ao jogador argentino Lionel Messi, em analogia ao ataques que sofre o atacante de um time; Dória disse que prefere ser o jogador brasileiro Neymar Jr.

“Lula, eu prefiro ser Neymar: brasileiro e negro, que sabe o que fazer com a bola e sabe defender as cores do Brasil. A minha seleção, Lula, é a Seleção Brasileira, não é a Argentina; e (a minha cor) não é vermelha, é verde e amarelo”, disse Dória, arrancando aplausos dos ouvintes.

Para uma plateia de empresários do Ceará, o prefeito relembrou sua história de vida, ressaltou ações de governo em SP e criticou a esquerda. Ainda que negue pretensões de ser candidato em 2018, não faltaram discursos de apoio à sua candidatura e pontuações sobre o que o Brasil precisa fazer para sair da crise político-financeira.

O prefeito de São Paulo adota discurso nacionalista e abraça parcela da população que, com discurso de valorização do “verde e amarelo” e “amor ao Brasil”, foi às ruas pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Governo Temer

Dória foi prestigiado por empresários do Ceará. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Dória foi prestigiado por empresários e políticos do Ceará (FOTO: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Questionado se o PSDB vai deixar o Governo Temer, Dória não quis se posicionar. Preferiu defender a aprovação de reformas na seguinte sequência: reforma trabalhista, da previdência, política e tributária. “Protegendo as reformas, vamos proteger o povo brasileiro”, pontua.

Sobre o racha político dentro do PSDB, o prefeito se esquiva de pareceres. Disse não ter visto a propaganda política do seu partido, veiculada em rede nacional na noite da quinta-feira (17), em que o PSDB diz que “errou” e defende o parlamentarismo.

Também nega que haja críticas a ele do governador Geraldo Alckmin (PSDB), cotado para disputar a presidência da República em 2018. O empresário não opina sobre nomes que podem disputar a presidência e repete que não tem feito viagens enquanto pré-candidato, mas como prefeito.

Dória teceu elogios ao senador e presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, de quem defende a permanência como interino até a convenção do partido no final do ano. O ex-governador do Ceará tem importante peso político nas articulações do partido.

> Leia também:  Tasso diz ter “total responsabilidade” sobre programa de autocrítica do PSDB

Solícito com quem o cumprimenta e com as dezenas de fotos, Dória só chega a mudar o tom de voz, polido e equilibrado, quando o assunto é o PT. “A mim Lula não intimida. Toda vez que mandar um recado, eu devolvo pra ele. Não me venha impor medo porque eu não tenho medo do Lula, não tenho medo do PT nem do petismo”, afirma.

João Dória esteve no Ceará nesta sexta-feira. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

João Dória esteve no Ceará nesta sexta-feira. (Foto: Jéssica Welma/Tribuna do Ceará)

Crítica ao assistencialismo

Se o papel de pré-candidato se expressa nas nuances do discurso, quando o assunto é capacidade de gestão, Dória é direto. “Sou preparado para administrar a maior cidade do País. Quem administra a maior cidade da América Latina, terceira capital do mundo e sétima cidade do planeta, se sente, evidentemente, preparado para ser gestor em qualquer circunstância”, pontua.

Para o tradicional reduto petista, o Nordeste, Dória recomenda valorização do emprego e geração de renda. Ele critica políticas “assistencialistas”, sem citar exemplos, mas a pecha é dada por críticos do PT a programas como o Bolsa Família.

“A situação do assistencialismo, em qualquer região do Nordeste, não atende ao interesse real da população. Temos de gerar empregos, empregos é que dão cidadania, é que dão autonomia às pessoas, não o estabelecimento de cabresto para a cobrança depois de voto”, disse Dória. Ele citou o Ceará como exemplo em geração de emprego e em desenvolvimento de empresas referências no País.

Mesmo como prefeito de São Paulo e não como pré-candidato, Dória percorreu cidades caras ao PT, como Recife, Natal e Fortaleza. Se não há novo cargo à vista, há adversários, personificados principalmente em Lula.

“Um dia ele (Lula) disse também que eu era um nada. O nada venceu o PT na cidade de São Paulo, arrasando o PT. Foi o nada que venceu”, afirmou aos empresários. Dória arrematou seu discurso com um “chega de populismo, chega de corrupção. Acelera, Brasil”, embalado pelo “Tema da Vitória“, música instrumental que se tornou marca das vitórias do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.