"História do Ceará se divide em antes e depois de Tasso", define o sociólogo André Haguette
30 ANOS DA 1ª ELEIÇÃO

“História do Ceará se divide em antes e depois de Tasso”, define o sociólogo André Haguette

Primeira eleição de Tasso Jereissati ao governo, em 1986, trouxe grandes avanços para a saúde, então área crítica

Por Tribuna do Ceará em Política

8 de dezembro de 2016 às 07:15

Há 3 meses
Tasso Jereissati assumiu o Governo do Ceará com altos índices de mortalidade infantil. (Foto: Arquivo / Sistema Jangadeiro)

Tasso Jereissati assumiu o Governo do Ceará com altos índices de mortalidade infantil. (Foto: Arquivo / Sistema Jangadeiro)

A política no Nordeste, até meados da década de 1980, era dominada pelos chamados “coronéis”. No Ceará, não era diferente, e três deles comandavam grupos políticos que se revezavam no poder: Virgílio Távora, Adauto Bezerra e César Cals. Era um período em que imperava o clientelismo, uma forma de governar pautada pelo privilégio de uma “clientela”, ou seja, pessoas que dependiam dos favores do coronel e, por isso, precisavam se manter “fiéis” a ele.

Na segunda reportagem sobre os 30 anos desde a primeira eleição de Tasso Jereissati para o Governo do Ceará, quando se iniciou uma série de mudanças na história do Estado, o Tribuna do Ceará e o Jornal Jangadeiro mostram como a realidade da população se modificou a partir de ações na saúde. A área tinha um dos indicadores mais críticos de mortalidade infantil do Brasil, e foi na gestão de Tasso que o cenário se transformou.

Confira a matéria exibida no Jornal Jangadeiro 1ª Edição:

> Confira a primeira reportagem da série: Há 30 anos, eleição de Tasso marcava entrada do Ceará na era da modernidade

Nova política

O engenheiro e ex-secretário de Recursos Hídricos do Governo Tasso, Hyperides Macedo, relembra os problemas da chamada “indústria da seca”.

Trajetória política de Tasso Jereissati

“Naquela época, eu vi pessoas morrerem de fome. A seca sempre foi objeto de políticas eleitorais, isso é secular, histórico, vem da República Velha, do Império. Mesmo no regime militar, havia um clientelismo muito grande, os políticos usavam a seca em função disso”, pontua Hyperides.

O ex-secretário destaca uma das mudanças fundamentais do novo governo: deixar nas mãos do Estado a responsabilidade pelas ações de convivência com a seca. “Na época do governador Tasso, ele procurou que o Estado assumisse a função e não as prefeituras. Toda vida que se entrega para prefeitura, o clientelismo aumenta. Tanto que o governador fez um programa muito importante intra-ambiental, mas, infelizmente, a Sudene mudou e entregou para as prefeituras, aí voltou de novo a política clientelista do passado. Ainda hoje o carro-pipa tem um certo viés eleitoral”, afirma.

O primeiro Governo Tasso, entre 1987 e 1990, ficou conhecido como “Governo das Mudanças”. O Ceará passou a ser uma referência em gestão com responsabilidade fiscal. Na prática, o objetivo era colocar as contas em dia, não gastar mais que o arrecadado e recuperar a confiança de quem podia investir no Estado. Outra mudança foi a relação com servidores públicos: os cargos no governo não eram mais vistos como assentos para apadrinhados políticos, a qualificação era o principal requisito.

Saúde

Com a “moralização” das contas públicas e das relações políticas, o novo governo pode intensificar esforços para mudar indicadores críticos no Ceará, como era o caso da mortalidade infantil. Antes do início do programa Agentes Comunitários no Ceará, a mortalidade de crianças menores de um ano no Estado, em 1980, era de 111,5 a cada mil nascidas vivas.

Foi no primeiro governo Tasso que o Ceará começou a controlar a taxa de mortalidade infantil, com o Programa Agentes Comunitários. Anos depois, no primeiro governo FHC, foi ampliado para todo o Brasil com o Programa Saúde da Família. Em relatório mundial, divulgado em 2013, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reconheceu o êxito do programa criado por Tasso Jereissati.

“Nossa mortalidade infantil era comparada à da África: 10% das crianças morriam antes de completar um ano de idade”. (Carlile Lavor)

A ação também é mérito do secretário da Saúde à época, Carlile Lavor.

“Quando eu assumi a Secretaria da Saúde, apresentamos ao governador Tasso (o projeto dos agentes). Ele topou a ideia, gostou. Era um programa realmente de baixo custo que conseguiria dar um resultado de imediato para reduzir a mortalidade infantil, essa era a grande preocupação. Nossa mortalidade infantil era comparada à da África: 10% das crianças morriam antes de completar um ano de idade”, relembra Carlile.

A Taxa de Mortalidade Infantil, de 111,5 mortes de menores de 1 ano por mil nascidos vivos em 1980, diminuiu para 16,6 até 2013, de acordo com o Governo do Estado. Isso significa redução de 94,9 óbitos por mil nascimentos.

Ainda na década de 1970, uma função do poder público era fornecer caixões, principalmente no interior, como lembra o engenheiro Hyperides Macedo. Antes do Governo Tasso, ele chefiava no município de Morada Nova o serviço de construção civil do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs).

“Eu fabriquei muitos caixões, recebi encomendas de todas as frentes, de Solonópole, da Região do Jaguaribe. Eu mandava caixões para enterrar as pessoas. Era uma época de ditadura. Depois dessa época, o Ceará se organizou, veio a política de água, e quem passou a ter mortalidade foi o gado, o rebanho de pessoas que não se preparavam para alimentação. O gado passou a ter certa mortalidade, mas nunca mais pessoas morreram por conta da seca”, destaca Hyperides.

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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O programa dos agentes de saúde já havia sido testado por Carlile Lavor no município de Iguatu, no Sertão Central, e levava informação às mulheres do Interior sobre gestação, pré-natal e gerava emprego.Segundo Lavor, mais de seis mil mulheres estavam empregadas e auxiliavam a reduzir a taxa de mortalidade infantil enquanto ajudavam no sustento do lar.

Em 1993, o Governo do Ceará obteve reconhecimento mundial.

“Ceará era um antes do Tasso, e outro depois de Tasso”. (André Haguette)

“O impacto foi formidável. Fez com que o Ceará ganhasse, em 1993, o prêmio das Nações Unidas (ONU) pelo melhor desempenho em relação à saúde das crianças. Foi um prêmio para o Estado do Ceará, para o Governo e para o povo do Ceará, porque conseguiu, realmente, um feito de valor internacional. Como que com pouco recurso se conseguia esse resultado tão importante?”, frisa Lavor.

O doutor em sociologia André Haguette ressalta que, apesar da série de problemas enfrentados em um estado pobre e que sofre com a falta de água, a “Era Tasso” foi um divisor de águas na história do Ceará.

“Antes do governo Tasso, o Ceará é basicamente uma sociedade rural, uma sociedade que vive do mundo rural, com uma Capital encostada no mundo rural e que vive do mundo rural. Evidentemente os três governos do Tasso não eliminaram a miséria nem a pobreza, mas mudaram totalmente o aspecto do Ceará, de maneira que se pode dizer: o Ceará era um antes do Tasso, e outro depois de Tasso”, afirma.

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30 ANOS DA 1ª ELEIÇÃO

“História do Ceará se divide em antes e depois de Tasso”, define o sociólogo André Haguette

Primeira eleição de Tasso Jereissati ao governo, em 1986, trouxe grandes avanços para a saúde, então área crítica

Por Tribuna do Ceará em Política

8 de dezembro de 2016 às 07:15

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Tasso Jereissati assumiu o Governo do Ceará com altos índices de mortalidade infantil. (Foto: Arquivo / Sistema Jangadeiro)

Tasso Jereissati assumiu o Governo do Ceará com altos índices de mortalidade infantil. (Foto: Arquivo / Sistema Jangadeiro)

A política no Nordeste, até meados da década de 1980, era dominada pelos chamados “coronéis”. No Ceará, não era diferente, e três deles comandavam grupos políticos que se revezavam no poder: Virgílio Távora, Adauto Bezerra e César Cals. Era um período em que imperava o clientelismo, uma forma de governar pautada pelo privilégio de uma “clientela”, ou seja, pessoas que dependiam dos favores do coronel e, por isso, precisavam se manter “fiéis” a ele.

Na segunda reportagem sobre os 30 anos desde a primeira eleição de Tasso Jereissati para o Governo do Ceará, quando se iniciou uma série de mudanças na história do Estado, o Tribuna do Ceará e o Jornal Jangadeiro mostram como a realidade da população se modificou a partir de ações na saúde. A área tinha um dos indicadores mais críticos de mortalidade infantil do Brasil, e foi na gestão de Tasso que o cenário se transformou.

Confira a matéria exibida no Jornal Jangadeiro 1ª Edição:

> Confira a primeira reportagem da série: Há 30 anos, eleição de Tasso marcava entrada do Ceará na era da modernidade

Nova política

O engenheiro e ex-secretário de Recursos Hídricos do Governo Tasso, Hyperides Macedo, relembra os problemas da chamada “indústria da seca”.

Trajetória política de Tasso Jereissati

“Naquela época, eu vi pessoas morrerem de fome. A seca sempre foi objeto de políticas eleitorais, isso é secular, histórico, vem da República Velha, do Império. Mesmo no regime militar, havia um clientelismo muito grande, os políticos usavam a seca em função disso”, pontua Hyperides.

O ex-secretário destaca uma das mudanças fundamentais do novo governo: deixar nas mãos do Estado a responsabilidade pelas ações de convivência com a seca. “Na época do governador Tasso, ele procurou que o Estado assumisse a função e não as prefeituras. Toda vida que se entrega para prefeitura, o clientelismo aumenta. Tanto que o governador fez um programa muito importante intra-ambiental, mas, infelizmente, a Sudene mudou e entregou para as prefeituras, aí voltou de novo a política clientelista do passado. Ainda hoje o carro-pipa tem um certo viés eleitoral”, afirma.

O primeiro Governo Tasso, entre 1987 e 1990, ficou conhecido como “Governo das Mudanças”. O Ceará passou a ser uma referência em gestão com responsabilidade fiscal. Na prática, o objetivo era colocar as contas em dia, não gastar mais que o arrecadado e recuperar a confiança de quem podia investir no Estado. Outra mudança foi a relação com servidores públicos: os cargos no governo não eram mais vistos como assentos para apadrinhados políticos, a qualificação era o principal requisito.

Saúde

Com a “moralização” das contas públicas e das relações políticas, o novo governo pode intensificar esforços para mudar indicadores críticos no Ceará, como era o caso da mortalidade infantil. Antes do início do programa Agentes Comunitários no Ceará, a mortalidade de crianças menores de um ano no Estado, em 1980, era de 111,5 a cada mil nascidas vivas.

Foi no primeiro governo Tasso que o Ceará começou a controlar a taxa de mortalidade infantil, com o Programa Agentes Comunitários. Anos depois, no primeiro governo FHC, foi ampliado para todo o Brasil com o Programa Saúde da Família. Em relatório mundial, divulgado em 2013, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reconheceu o êxito do programa criado por Tasso Jereissati.

“Nossa mortalidade infantil era comparada à da África: 10% das crianças morriam antes de completar um ano de idade”. (Carlile Lavor)

A ação também é mérito do secretário da Saúde à época, Carlile Lavor.

“Quando eu assumi a Secretaria da Saúde, apresentamos ao governador Tasso (o projeto dos agentes). Ele topou a ideia, gostou. Era um programa realmente de baixo custo que conseguiria dar um resultado de imediato para reduzir a mortalidade infantil, essa era a grande preocupação. Nossa mortalidade infantil era comparada à da África: 10% das crianças morriam antes de completar um ano de idade”, relembra Carlile.

A Taxa de Mortalidade Infantil, de 111,5 mortes de menores de 1 ano por mil nascidos vivos em 1980, diminuiu para 16,6 até 2013, de acordo com o Governo do Estado. Isso significa redução de 94,9 óbitos por mil nascimentos.

Ainda na década de 1970, uma função do poder público era fornecer caixões, principalmente no interior, como lembra o engenheiro Hyperides Macedo. Antes do Governo Tasso, ele chefiava no município de Morada Nova o serviço de construção civil do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs).

“Eu fabriquei muitos caixões, recebi encomendas de todas as frentes, de Solonópole, da Região do Jaguaribe. Eu mandava caixões para enterrar as pessoas. Era uma época de ditadura. Depois dessa época, o Ceará se organizou, veio a política de água, e quem passou a ter mortalidade foi o gado, o rebanho de pessoas que não se preparavam para alimentação. O gado passou a ter certa mortalidade, mas nunca mais pessoas morreram por conta da seca”, destaca Hyperides.

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

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Há 30 anos, Tasso Jereissati começou a mudar a história do Ceará. (Foto: Arquivo/Sistema Jangadeiro)

 

O programa dos agentes de saúde já havia sido testado por Carlile Lavor no município de Iguatu, no Sertão Central, e levava informação às mulheres do Interior sobre gestação, pré-natal e gerava emprego.Segundo Lavor, mais de seis mil mulheres estavam empregadas e auxiliavam a reduzir a taxa de mortalidade infantil enquanto ajudavam no sustento do lar.

Em 1993, o Governo do Ceará obteve reconhecimento mundial.

“Ceará era um antes do Tasso, e outro depois de Tasso”. (André Haguette)

“O impacto foi formidável. Fez com que o Ceará ganhasse, em 1993, o prêmio das Nações Unidas (ONU) pelo melhor desempenho em relação à saúde das crianças. Foi um prêmio para o Estado do Ceará, para o Governo e para o povo do Ceará, porque conseguiu, realmente, um feito de valor internacional. Como que com pouco recurso se conseguia esse resultado tão importante?”, frisa Lavor.

O doutor em sociologia André Haguette ressalta que, apesar da série de problemas enfrentados em um estado pobre e que sofre com a falta de água, a “Era Tasso” foi um divisor de águas na história do Ceará.

“Antes do governo Tasso, o Ceará é basicamente uma sociedade rural, uma sociedade que vive do mundo rural, com uma Capital encostada no mundo rural e que vive do mundo rural. Evidentemente os três governos do Tasso não eliminaram a miséria nem a pobreza, mas mudaram totalmente o aspecto do Ceará, de maneira que se pode dizer: o Ceará era um antes do Tasso, e outro depois de Tasso”, afirma.