Grupo que liderou movimento anti-Dilma cancela protesto para não chocar com ato das esquerdas
NÃO VEM PRA RUA

Grupo que liderou movimento anti-Dilma cancela protesto para não chocar com ato das esquerdas

O Vem Pra Rua tinha encontro marcado para domingo na Praça Portugal, mas decidiu adiá-lo em virtude do ato da Frente Povo Sem Medo na Praia de Iracema

Por Lucas Barbosa em Política

19 de maio de 2017 às 12:20

Há 5 meses

Grupos foram às ruas em 2015 pedir o impeachment de Dilma Rousseff (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Não ocorrerá mais a manifestação do movimento Vem Pra Rua, que estava marcada para esse domingo (21), na Praça Portugal, no Bairro Aldeota, em Fortaleza. Os grupos que organizavam o evento resolveram declinar da ideia porque, para o mesmo dia, está programada uma manifestação capitaneada por movimentos de esquerda, como o Frente Povo Sem Medo, pedindo o impeachment do presidente Michel Temer (PMDB). Este protesto ocorrerá na Praia de Iracema.

Além de confrontos, Marcelo Marinho, um dos organizadores locais do Vem Pra Rua, diz que uma manifestação no domingo poderia marcar o movimento como, exclusivamente, anti-Temer. A ideia é combater a corrupção como um todo, afirma Marcelo Marinho.

“Hoje [sexta-feira, 19], já temos a informação de que vão ser liberadas novas gravações incriminando outra parte da cúpula do Governo Temer. Vai agravar ainda mais o cenário político”, diz Marcelo, que acredita que o presidente ficará ainda mais em evidência. Provavelmente, a manifestação deve ser transferida para 4 de junho próximo.

O Vem Pra Rua, segundo Marcelo, defende a prisão de todos os envolvidos em episódios de corrupção. Por isso, o grupo apoia a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Temer, eleita em 2014, ré no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusada de receber doações ilegais captadas por meio de desvios de verbas na Petrobrás.

Enquanto “defensores da Constituição Brasileira”, caso Temer seja deposto, o Vem Pra Rua apoiará o previsto pelo texto, afirma Marcelo, seja as eleições indiretas, como atualmente, ou as eleições diretas defendidas por Propostas de Emenda à Constituição (PECs) em tramitação na Câmara dos Deputados. O grupo não tem posicionamento definido sobre as eleições diretas.

No entanto, tem sobre outros dois temas: as reformas trabalhistas e da Previdência. “São um mal necessário para que a economia nacional não venha a falir”, afirma Marcelo. “Não é o cenário ideal, alguns pontos são questionáveis, mas qual a proposta da oposição? Nenhuma. A esquerda só vai para a rua fazer baderna”.

Publicidade

Dê sua opinião

NÃO VEM PRA RUA

Grupo que liderou movimento anti-Dilma cancela protesto para não chocar com ato das esquerdas

O Vem Pra Rua tinha encontro marcado para domingo na Praça Portugal, mas decidiu adiá-lo em virtude do ato da Frente Povo Sem Medo na Praia de Iracema

Por Lucas Barbosa em Política

19 de maio de 2017 às 12:20

Há 5 meses

Grupos foram às ruas em 2015 pedir o impeachment de Dilma Rousseff (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Não ocorrerá mais a manifestação do movimento Vem Pra Rua, que estava marcada para esse domingo (21), na Praça Portugal, no Bairro Aldeota, em Fortaleza. Os grupos que organizavam o evento resolveram declinar da ideia porque, para o mesmo dia, está programada uma manifestação capitaneada por movimentos de esquerda, como o Frente Povo Sem Medo, pedindo o impeachment do presidente Michel Temer (PMDB). Este protesto ocorrerá na Praia de Iracema.

Além de confrontos, Marcelo Marinho, um dos organizadores locais do Vem Pra Rua, diz que uma manifestação no domingo poderia marcar o movimento como, exclusivamente, anti-Temer. A ideia é combater a corrupção como um todo, afirma Marcelo Marinho.

“Hoje [sexta-feira, 19], já temos a informação de que vão ser liberadas novas gravações incriminando outra parte da cúpula do Governo Temer. Vai agravar ainda mais o cenário político”, diz Marcelo, que acredita que o presidente ficará ainda mais em evidência. Provavelmente, a manifestação deve ser transferida para 4 de junho próximo.

O Vem Pra Rua, segundo Marcelo, defende a prisão de todos os envolvidos em episódios de corrupção. Por isso, o grupo apoia a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Temer, eleita em 2014, ré no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusada de receber doações ilegais captadas por meio de desvios de verbas na Petrobrás.

Enquanto “defensores da Constituição Brasileira”, caso Temer seja deposto, o Vem Pra Rua apoiará o previsto pelo texto, afirma Marcelo, seja as eleições indiretas, como atualmente, ou as eleições diretas defendidas por Propostas de Emenda à Constituição (PECs) em tramitação na Câmara dos Deputados. O grupo não tem posicionamento definido sobre as eleições diretas.

No entanto, tem sobre outros dois temas: as reformas trabalhistas e da Previdência. “São um mal necessário para que a economia nacional não venha a falir”, afirma Marcelo. “Não é o cenário ideal, alguns pontos são questionáveis, mas qual a proposta da oposição? Nenhuma. A esquerda só vai para a rua fazer baderna”.