Grupo de intelectuais lança manifesto em apoio a Tasso na presidência do PSDB

DISPUTA

Grupo de intelectuais lança manifesto em apoio a Tasso Jereissati na presidência do PSDB

Para economistas e cientistas políticos, o cearense é um nome forte para o PSDB se desvincular de Michel Temer

Por Daniel Rocha em Política

7 de novembro de 2017 às 13:39

Há 1 mês

O parlamentar cearense é candidato a presidência do PSDB (FOTO: Agência Senado)

Economistas e cientistas políticos ligados ao PSDB divulgaram um manifesto em apoio à candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido. Devido às denúncias de corrupção desde o mês de maio, Aécio Neves está afastado do cargo da presidência tucana e Tasso o substitui como presidente interino da sigla.

O parlamentar cearense disputa o posto junto com o governador de Goiás, Marconi Perillo. Segundo o Estadão, a decisão do novo presidente do partido está prevista para o dia 9 de dezembro.

Conforme o manifesto publicado pelos intelectuais em suas páginas no Facebook, com Tasso Jereissati na presidência do partido, o PSDB deve apoiar reformas que prometam modernizar o país e se afastar do governo de Michel Temer. No texto, os economistas Edmar Bacha, Elena Landau, Luiz Roberto Cunha, Persio Arida e o cientista político Bolivar Lamounier caracterizam a atual gestão de Temer como um governo antiético ao conduzir pautas sem interesse público.

Liderança capaz

Em entrevista concedida à Tribuna Band News, a ex-presidente Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Elena Landau afirma que o grupo enxerga Tasso Jereissati como uma liderança capaz de promover as mudanças dentro do partido.

“A gente já vinha se mobilizando em torno do Tasso na expectativa de que ele fizesse uma restauração dentro do PSDB, tanto nos princípios éticos quanto no resgate das políticas econômicas que marcaram o partido”, explica.

Para a ex-presidente do BNDES, há um grupo do PSDB que ainda persiste em permanecer junto com o governo. Os principais nomes que apoiam Temer são o senador Aécio Neves e o ministro Aloísio Nunes, que são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa parcela que está no governo acredita que pode ajudar mais estando dentro do governo ou que tem um compromisso com o governo Temer por ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff. Essa parcela está completamente equivocada. Temos quatro ministros e esses ministros podem voltar a ser parlamentares e contribuir apoiando as reformas”, ressalta a economista.

O que diz o manifesto

O manifesto esclarece o apoio à candidatura de Tasso Jereissati à Presidência do PSDB para uma restauração ética e o afastamento do governo de Michel Temer. No último domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo, no El País, em que também pede o distanciamento da sigla com o governo.

“Ou o PSDB desembarca do governo na convenção de dezembro próximo, e reafirma que continuará votando pelas reformas, ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória”, relata FHC, defensor do afastamento do Governo Temer.

Com Tasso à frente, o partido deve apoiar reformas, que consideram essenciais ao País, e estimular discussões para um novo programa do PSDB. Dentre os objetivos do texto estão a defesa de um programa de privatização, a reforma da previdência, estímulo à livre iniciativa e ao empreendedorismo, investimentos voltados para a educação básica e pesquisas científicas e apoio a programas sociais, como Bolsa Família.

“O PSDB deve aprovar as reformas que modernizem o Brasil, independentemente de quem as envie ao Congresso ou as proponha. Mas não deve participar de um Governo que não parece ter se comportado de acordo com os preceitos éticos na condução dos assuntos de interesse público. Além da postura ética, o Brasil precisa de um Governo que entenda as prioridades nacionais e tenha como foco o bem-estar da grande maioria dos brasileiros”, diz o manifesto.

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Grupo de intelectuais lança manifesto em apoio a Tasso Jereissati na presidência do PSDB

Para economistas e cientistas políticos, o cearense é um nome forte para o PSDB se desvincular de Michel Temer

Por Daniel Rocha em Política

7 de novembro de 2017 às 13:39

Há 1 mês

O parlamentar cearense é candidato a presidência do PSDB (FOTO: Agência Senado)

Economistas e cientistas políticos ligados ao PSDB divulgaram um manifesto em apoio à candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido. Devido às denúncias de corrupção desde o mês de maio, Aécio Neves está afastado do cargo da presidência tucana e Tasso o substitui como presidente interino da sigla.

O parlamentar cearense disputa o posto junto com o governador de Goiás, Marconi Perillo. Segundo o Estadão, a decisão do novo presidente do partido está prevista para o dia 9 de dezembro.

Conforme o manifesto publicado pelos intelectuais em suas páginas no Facebook, com Tasso Jereissati na presidência do partido, o PSDB deve apoiar reformas que prometam modernizar o país e se afastar do governo de Michel Temer. No texto, os economistas Edmar Bacha, Elena Landau, Luiz Roberto Cunha, Persio Arida e o cientista político Bolivar Lamounier caracterizam a atual gestão de Temer como um governo antiético ao conduzir pautas sem interesse público.

Liderança capaz

Em entrevista concedida à Tribuna Band News, a ex-presidente Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Elena Landau afirma que o grupo enxerga Tasso Jereissati como uma liderança capaz de promover as mudanças dentro do partido.

“A gente já vinha se mobilizando em torno do Tasso na expectativa de que ele fizesse uma restauração dentro do PSDB, tanto nos princípios éticos quanto no resgate das políticas econômicas que marcaram o partido”, explica.

Para a ex-presidente do BNDES, há um grupo do PSDB que ainda persiste em permanecer junto com o governo. Os principais nomes que apoiam Temer são o senador Aécio Neves e o ministro Aloísio Nunes, que são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa parcela que está no governo acredita que pode ajudar mais estando dentro do governo ou que tem um compromisso com o governo Temer por ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff. Essa parcela está completamente equivocada. Temos quatro ministros e esses ministros podem voltar a ser parlamentares e contribuir apoiando as reformas”, ressalta a economista.

O que diz o manifesto

O manifesto esclarece o apoio à candidatura de Tasso Jereissati à Presidência do PSDB para uma restauração ética e o afastamento do governo de Michel Temer. No último domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo, no El País, em que também pede o distanciamento da sigla com o governo.

“Ou o PSDB desembarca do governo na convenção de dezembro próximo, e reafirma que continuará votando pelas reformas, ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória”, relata FHC, defensor do afastamento do Governo Temer.

Com Tasso à frente, o partido deve apoiar reformas, que consideram essenciais ao País, e estimular discussões para um novo programa do PSDB. Dentre os objetivos do texto estão a defesa de um programa de privatização, a reforma da previdência, estímulo à livre iniciativa e ao empreendedorismo, investimentos voltados para a educação básica e pesquisas científicas e apoio a programas sociais, como Bolsa Família.

“O PSDB deve aprovar as reformas que modernizem o Brasil, independentemente de quem as envie ao Congresso ou as proponha. Mas não deve participar de um Governo que não parece ter se comportado de acordo com os preceitos éticos na condução dos assuntos de interesse público. Além da postura ética, o Brasil precisa de um Governo que entenda as prioridades nacionais e tenha como foco o bem-estar da grande maioria dos brasileiros”, diz o manifesto.