Eunício Oliveira é citado sobre recebimento de R$ 2 milhões em propina; Senador nega
DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Eunício Oliveira é citado sobre recebimento de R$ 2 milhões em propina; Senador nega

Após delação premiada, o presidente do Senado Federal passa a ser investigado pelo ministro Edson Fachin, do STF

Por Tribuna do Ceará em Política

12 de abril de 2017 às 16:48

Há 3 meses

Eunício Oliveira teria recebido dois milhões de reais da Odebrecht. (FOTO: Moreira Mariz/Agência Senado)

O presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB) é apontado como destinatário de uma verba de R$ 2 milhões que saiu da empreiteira Odebrecht. Após uma delação premiada, feita por executivos da empreiteira investigados na Operação Lava Jato, o nome do senador cearense foi inserido na chamada lista de Fachin.

A relação é de políticos que devem ser investigados em inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Eunício, o outro cearense citado é o deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PP).

A investigação aponta que a Odebrecht teria atuado nos bastidores do congresso nacional com o objetivo de converter medidas provisórias em lei. A verba de R$ 2 milhões, que teria sido destinada a Eunício Oliveira, faz parte de um montante de R$ 7 milhões, que incluíam ainda R$ 4 milhões divididos entre os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Como beneficiário, Eunício era identificado pela alcunha de “Índio”. O nome do senador e esse codinome já vinham sendo citados em reportagens relacionadas à operação Lava Jato. Em nota, Eunício de pronunciou a respeito das investigações.

“O Estado Democrático de Direito prevê, no curso dos inquéritos, o amplo direito de defesa. Vamos exercê-lo. A verdade prevalecerá. A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir a verdade das mentiras e das versões alternativas”.

O gabinete do deputado Paulo Henrique Lustosa informou que ele não tem assessoria para a área de imprensa e que não saberia informar o posicionamento dele sobre o assunto.

A lista de Fachin tem mais de 100 nomes, incluindo 24 senadores e três governadores. São citados também todos os ex-presidentes da República que estão vivos: José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PTB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), além de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT.

Com informações da TV Jangadeiro. 

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DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Eunício Oliveira é citado sobre recebimento de R$ 2 milhões em propina; Senador nega

Após delação premiada, o presidente do Senado Federal passa a ser investigado pelo ministro Edson Fachin, do STF

Por Tribuna do Ceará em Política

12 de abril de 2017 às 16:48

Há 3 meses

Eunício Oliveira teria recebido dois milhões de reais da Odebrecht. (FOTO: Moreira Mariz/Agência Senado)

O presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB) é apontado como destinatário de uma verba de R$ 2 milhões que saiu da empreiteira Odebrecht. Após uma delação premiada, feita por executivos da empreiteira investigados na Operação Lava Jato, o nome do senador cearense foi inserido na chamada lista de Fachin.

A relação é de políticos que devem ser investigados em inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Eunício, o outro cearense citado é o deputado federal Paulo Henrique Lustosa (PP).

A investigação aponta que a Odebrecht teria atuado nos bastidores do congresso nacional com o objetivo de converter medidas provisórias em lei. A verba de R$ 2 milhões, que teria sido destinada a Eunício Oliveira, faz parte de um montante de R$ 7 milhões, que incluíam ainda R$ 4 milhões divididos entre os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Como beneficiário, Eunício era identificado pela alcunha de “Índio”. O nome do senador e esse codinome já vinham sendo citados em reportagens relacionadas à operação Lava Jato. Em nota, Eunício de pronunciou a respeito das investigações.

“O Estado Democrático de Direito prevê, no curso dos inquéritos, o amplo direito de defesa. Vamos exercê-lo. A verdade prevalecerá. A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir a verdade das mentiras e das versões alternativas”.

O gabinete do deputado Paulo Henrique Lustosa informou que ele não tem assessoria para a área de imprensa e que não saberia informar o posicionamento dele sobre o assunto.

A lista de Fachin tem mais de 100 nomes, incluindo 24 senadores e três governadores. São citados também todos os ex-presidentes da República que estão vivos: José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PTB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), além de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT.

Com informações da TV Jangadeiro.