#Conjunturas: "Uma sociedade que não cuida de criança e de jovem vai cuidar de quem?", questiona Carlos Matos

POLÍTICAS PÚBLICAS

#Conjunturas: “Uma sociedade que não cuida de criança e de jovem vai cuidar de quem?”, questiona Carlos Matos

Os parlamentares discutiram o levantamento que mostrou que 28,6% da população cearense de 0 a 14 anos sofre com pobreza extrema

Por Tribuna do Ceará em Política

11 de outubro de 2017 às 15:14

Há 2 meses
Cabo Sabino, Nonato Albuquerque, Guilherme Sampaio e Carlos Matos. (Foto: Tribuna do Ceará)

Cabo Sabino, Nonato Albuquerque, Guilherme Sampaio e Carlos Matos. (Foto: Tribuna do Ceará)

A situação de 28% das crianças e adolescentes cearenses que vivem em extrema pobreza é o tema do Conjunturas desta quarta-feira (11). O deputado estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) cobraram políticas públicas para reduzir a vulnerabilidade da população de 0 a 14 anos. O deputado federal Cabo Sabino (PR) questionou a presença das famílias na educação.

O programa vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM. O debate é mediado pelo jornalista Nonato Albuquerque.

Nesta quarta-feira, os parlamentares discutiram o levantamento da Fundação Abrinq, de agosto, que mostrou que 28,6% da população cearense de 0 a 14 anos sofre com pobreza extrema.

Carlos Matos pontuou que a ausência de políticas públicas resulta na aproximação de crianças e de adolescentes com o crime e as facções criminosas. “Termos 28% das crianças em extrema pobreza significa que nós estamos abandonando essas crianças. Era preciso que houvesse política para reverter essa situação. Uma sociedade que não cuida de criança e de jovem vai cuidar de quem? Ela não cuida do seu futuro”, afirmou.

Cabo Sabino, em contrapartida, defendeu a responsabilidade das famílias no processo de educação. “Quando se trata de criança, vejo as pessoas cobrando muito do Estado e não vejo as pessoas cobrando das famílias, dos pais. É incrível como nós abolimos os pais nisso e colocamos a culpa no Estado”, disse. Sabino cobrou que seja repensado o modelo de assistência de políticas públicas.

O vereador Guilherme Sampaio, que atua na área da educação, concordou com Matos sobre a necessidade de políticas públicas.

“Eu até compreendo a fala do Sabino, porque convivo com famílias há muito tempo e sabemos como é fundamental e decisivo na estruturação da personalidade de uma criança ela se sentir amada, acolhida e cuidada em casa. Isso é mais de 50% da estrutura da personalidade de uma criança”, pontuou.

Ainda assim, ele disse que é necessário denunciar o déficit histórico do estado brasileiro em garantir direitos sociais básicos. “Temos 25% das crianças em creches apenas. Se você pega o mesmo nicho na classe média, o percentual de crianças é muito maior. A exclusão começa daí”, ressaltou. Ele lembrou ainda a situação de adolescentes que engravidam e não têm amparo de saúde e de educação, a falta de acesso ao lazer, dentro outros problemas.

“A organização que aponta para aquela criança com uma única perspectiva de reconhecimento é o tráfico. O Ceará superou a mortalidade infantil, hoje enfrenta a epidemia da mortalidade de adolescentes”, destacou.

Carlos Matos reafirmou que o problema não está na cobrança às famílias. “O Estado existe para os mais fracos, mais debilitados, não adianta cobrar das famílias. Chegar nessa hora e culpar as famílias não é o caso. O Estado hoje está simplesmente omisso”, criticou.

Confira o debate completo:

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#Conjunturas: “Uma sociedade que não cuida de criança e de jovem vai cuidar de quem?”, questiona Carlos Matos

Os parlamentares discutiram o levantamento que mostrou que 28,6% da população cearense de 0 a 14 anos sofre com pobreza extrema

Por Tribuna do Ceará em Política

11 de outubro de 2017 às 15:14

Há 2 meses
Cabo Sabino, Nonato Albuquerque, Guilherme Sampaio e Carlos Matos. (Foto: Tribuna do Ceará)

Cabo Sabino, Nonato Albuquerque, Guilherme Sampaio e Carlos Matos. (Foto: Tribuna do Ceará)

A situação de 28% das crianças e adolescentes cearenses que vivem em extrema pobreza é o tema do Conjunturas desta quarta-feira (11). O deputado estadual Carlos Matos (PSDB) e o vereador de Fortaleza Guilherme Sampaio (PT) cobraram políticas públicas para reduzir a vulnerabilidade da população de 0 a 14 anos. O deputado federal Cabo Sabino (PR) questionou a presença das famílias na educação.

O programa vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, na rádio Tribuna BandNews FM. O debate é mediado pelo jornalista Nonato Albuquerque.

Nesta quarta-feira, os parlamentares discutiram o levantamento da Fundação Abrinq, de agosto, que mostrou que 28,6% da população cearense de 0 a 14 anos sofre com pobreza extrema.

Carlos Matos pontuou que a ausência de políticas públicas resulta na aproximação de crianças e de adolescentes com o crime e as facções criminosas. “Termos 28% das crianças em extrema pobreza significa que nós estamos abandonando essas crianças. Era preciso que houvesse política para reverter essa situação. Uma sociedade que não cuida de criança e de jovem vai cuidar de quem? Ela não cuida do seu futuro”, afirmou.

Cabo Sabino, em contrapartida, defendeu a responsabilidade das famílias no processo de educação. “Quando se trata de criança, vejo as pessoas cobrando muito do Estado e não vejo as pessoas cobrando das famílias, dos pais. É incrível como nós abolimos os pais nisso e colocamos a culpa no Estado”, disse. Sabino cobrou que seja repensado o modelo de assistência de políticas públicas.

O vereador Guilherme Sampaio, que atua na área da educação, concordou com Matos sobre a necessidade de políticas públicas.

“Eu até compreendo a fala do Sabino, porque convivo com famílias há muito tempo e sabemos como é fundamental e decisivo na estruturação da personalidade de uma criança ela se sentir amada, acolhida e cuidada em casa. Isso é mais de 50% da estrutura da personalidade de uma criança”, pontuou.

Ainda assim, ele disse que é necessário denunciar o déficit histórico do estado brasileiro em garantir direitos sociais básicos. “Temos 25% das crianças em creches apenas. Se você pega o mesmo nicho na classe média, o percentual de crianças é muito maior. A exclusão começa daí”, ressaltou. Ele lembrou ainda a situação de adolescentes que engravidam e não têm amparo de saúde e de educação, a falta de acesso ao lazer, dentro outros problemas.

“A organização que aponta para aquela criança com uma única perspectiva de reconhecimento é o tráfico. O Ceará superou a mortalidade infantil, hoje enfrenta a epidemia da mortalidade de adolescentes”, destacou.

Carlos Matos reafirmou que o problema não está na cobrança às famílias. “O Estado existe para os mais fracos, mais debilitados, não adianta cobrar das famílias. Chegar nessa hora e culpar as famílias não é o caso. O Estado hoje está simplesmente omisso”, criticou.

Confira o debate completo: